Manuela Marujo - londres

Londres: Cidade antiga e ultramoderna

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“Quem se cansa de Londres, é porque não gosta de viver (S. Johnson).  Eu gosto de viver, por isso não me canso de ir a Londres.  A última vez que estive nessa cidade foi em junho deste ano. Perdi, por apenas duas semanas, o casamento do príncipe Harry com Meghan, enlace feliz de uma história verdadeira de príncipe inglês que casa com uma americana sem gota de sangue azul.

Opinião

Manuela Marujo manuela.marujo@utoronto.ca

Não me surpreende que grande parte dos britânicos continue fascinada pela monarquia. Reis e rainhas, príncipes e princesas, e a classe nobre inglesa,  ao longo da história do país, têm servido de inspiração para romances, peças de teatro (quem é que não ouviu falar de Shakespeare?), filmes, e séries de televisão famosas. Mais recentemente, a Netflix popularizou a vida dos nobres com as séries “The Tudors” (2007), “Downton Abbey” (2010), “The Crown” (2016), para mencionar apenas algumas. O mundo todo quis assistir à cerimónia de coroação da Rainha Isabel II, aos casamentos de Diana e Charles, de William e Katherine, de Harry e Meghan.

O ambiente sumptuoso da Westminster Abbey, da catedral de São Paulo, do Buckingham Palace, do castelo de Windsor, a todos faz sonhar. Sempre que a minha neta Lua pede: “Avó, conta-ma uma história verdadeira de príncipes e princesas”, não tenho qualquer dificuldade. Recorro à história inglesa que é fonte inesgotável. Já lhe contei sobre a princesa portuguesa Catarina de Bragança, que se tornou rainha ao casar com Charles II, no século 17, e deixou aos ingleses um legado inesquecível – ensinou a corte a apreciar chá, e criou o gosto pela “marmalade”, doce feito das laranjas que mandava ir de Portugal. 

Londres, porém, é mais do que a cidade da “Tower of London”, das “Houses of Parliament”, “Big Ben”, e de centenas de outros monumentos antigos. Nesta última visita à cidade, em junho de 2018, deslumbrei-me com os edifícios modernos, assinados por arquitetos de renome internacional. Surgiram nas últimas duas décadas, e dão à cidade, um perfil e cunho particulares. A arquitetura antiga da cidade, o ar vitoriano que nos é familiar aparece-nos em harmonia com obras de arquitetura arrojadas que podem chocar alguns, mas causam a admiração de outros.

Quem visita Londres nestes dias, vai admirar as espantosas estruturas como “The Schard”, uma pirâmide esguia de 87 andares e 306 metros de altura, perto da Torre de Londres, o “Tate Modern”, museu de arte moderna e contemporânea, ligado a St. Paul’s Catedral pela ponte Millennium, e o “The London Eye”, um dos mais procurados observatórios da cidade, em forma de roda gigante, na margem esquerda do Tamisa, e tantos outros.   

Escrever sobre Londres é impossível sem mencionar as pessoas. Devemos imenso à ciência, à música, à literatura, ao cinema, à televisão, às artes plásticas, em resumo, à cultura produzida na Grâ-Bretanha. Mas, esse teria que ser um assunto a desenvolver numa outra crónica.

O Canadá é um dos quinze países da Comunidade das Nações (Commonwealth) e a soberana de Inglaterra tem alguma influência, mais simbólica do que política, no país. Visitar a cidade de Londres será uma boa experiência para os canadianos pois encontrarão no Reino Unido as raízes da cultura anglo-saxónica que nos é familiar.

Ir a Portugal via Londres é uma boa alternativa para quem não gosta de viajar à noite. A Air Canada tem um voo diário que sai de manhã e chega à noite. Infelizmente nenhuma companhia oferece “stopover”, isto é, faz escala, para se poder parar uma noite ou duas, e seguir viagem com o mesmo bilhete. É preciso comprar dois voos diferentes. Não faltam opções de voos, incluindo companhias “low cost”, de Londres para Lisboa.


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