Editorial

Redes Sociais/Notícias Falsas

As redes sociais. Passamos a vida a falar delas nos dias de hoje. Afinal, trata-se de falarmos de tudo aquilo que publicamos em websites e aplicações como o Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, entre outras. Estes websites e aplicações são essencialmente meios através dos quais as pessoas interagem umas com as outras. Afinal, as redes sociais permitem a partilha de ideias, pensamentos e informações através da construção de redes e comunidades.

As interações online são a alma das redes sociais, o que inclui o conteúdo produzido pelo utilizador, como publicações em texto ou comentários, fotografias digitais ou vídeo, e outros dados. Os observadores já detetaram uma série de impactos positivos e negativos que emergem com o uso das redes sociais. Estas podem ajudar um indivíduos a melhorar o seu sentido de conetividade com comunidades reais e online e, para muitas organizações, pode ser uma ferramenta de comunicação (ou marketing). Por outro lado, as redes sociais tornaram-se numa ferramenta que as pessoas utilizam para satisfazer muitas das suas necessidades.

Em média, os indivíduos gastam 22% do seu tempo nas redes sociais. Desde a documentação de memórias, exploração de coisas, publicidade própria, criação de amizade, desenvolvimento de ideias e, ainda, criação de blogs, podcasts, vídeos, jogos e websites de pornografia. Os indivíduos criam, editam e gerem conteúdos em colaboração com outros indivíduos em rede.

Em 2019, estima-se que existem 2.77 mil milhões de utilizadores de redes sociais em todo o mundo.
As redes sociais, com todo o seu potencial de mudarem positivamente a vida das pessoas, têm também criado expectativas que têm um impacto negativo permanente. As redes sociais são utilizadas para preencher necessidades sociais, no entanto, existe uma suposição incorreta de que todas as necessidades poderão ser preenchidas. Os indivíduos solitários, em comparação com aqueles que não se sentem sozinhos, têm uma maior probabilidade de utilizar a internet para apoio emocional e confundir a utilização das redes sociais com comunicação real. Do uso das redes sociais resultam comportamentos como stress, ansiedade e a falta de comunicação cara a cara – onde o texto é o método preferido, existe a evidência da solidão. O medo de perder as atividades com os amigos e de perder experiências que os outros estão a ter e nós não, criam uma expectativa que nos leva a controlar os outros constantemente. Em muitos aspetos, todos nós tornámo-nos egocêntricos ao publicarmos coisas e voyeurs ao controlarmos os outros. Esperam-se likes, dislikes, thumbs up e comentários positivos quando publicamos, senão as pessoas sentem que a sua vida não é importante porque as outras pessoas não reparam nelas.

As redes sociais criaram terroristas, criaram guerras, encorajaram a pornografia e abuso de crianças e ainda leva as empresas a verificarem as verdades e mentiras durante as entrevistas.

Devido ao uso excessivo da internet, a saúde mental é uma epidemia junto da população mais jovem. As famílias já não comunicam à mesa de jantar e a arte da conversação desapareceu. A arte do engano tornou-se normal, com fotografias a serem alteradas para iludirem quem as vê e os relacionamentos online transformam as pessoas em perdedores que já não sabem socializar a um nível pessoal.

Somos uma geração que se esconde por detrás das redes sociais, onde um tweet do Trump pode alterar a forma como o mundo funciona. Em que é que nos tornámos? Uma sociedade onde a internet controla a nossa vida e é a causa de depressões, ADHD, cyberbullying, transtorno compulsivo, problemas com o funcionamento mental, paranoia e solidão. É muito tarde para voltarmos atrás, mas ainda vamos a tempo de reduzir a dependência das redes sociais e voltarmos a ser pessoas reais de novo.

Numa vertente mais positiva, ainda estou a aprender a fazer publicações e estou feliz com isso. Alcançar a felicidade não é algo que deva ser feito através da internet. O que nos satisfaz, enquanto seres humanos, não é apenas termos uma existência pacífica e próspera, mas sim quando a realidade corresponde às nossas expectativas.

Qual é a sua realidade social? Seguramente não deveria ser a internet ou redes sociais.

Social Media/Fake News

ocial Media is a phrase that we throw around a lot these days. It describes what we post on sites and apps like Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat and others. These sites and apps are essentially methods by which people interact with each other. It allows sharing of ideas, thoughts and information through the building of virtual networks and communities.

User generated content such as text posts or comments, digital photos or videos and data generated through online interactions is the lifeblood of social media.

Observers have noted a range of positive and negative impacts of social media use. Social media can help improve an individual’s sense of connectedness with real or online communities and can be an effective communication (or marketing) tool for many organizations.

Social media has become a tool that people consult for many of their needs. On average, individuals spend 22% of their time on social media. From documentation of memories, exploration of things, advertising oneself, formation of friendships and growth of ideas plus creation of blogs, podcasts, videos, gaming and porn sites. Individuals create, edit and manage content in collaboration of networked individuals.

In 2019, it is estimated that there will be 2.77 billion social media users around the globe.

Social media with all its positive potential to change people’s lives, has also created expectations from many that have had a permanent negative impact. Social media is used to fulfill perceived social needs but there is an erroneous assumption that all needs can be fulfilled. Lonely individuals are more likely to use internet for emotional support that those who are not lonely, where these individuals confuse social media usage with real communication. Many of the behaviours resulting from social media include stress, anxiety and lack of face to face communication, where text is the preferred method and thus accentuating loneliness. The fear of missing out on friend’s activities and others may be experiencing things that we are missing out on, creates an expectation that constant checking on others is necessary. In many aspects, we have all become ego driven by posting things and voyeurs by checking on others. Likes, dislikes, thumbs up or positive comments are expected with our posting otherwise people feel that their life is unimportant because people don’t notice them.

Social Media has created terrorists, created wars, encourages pornography and children abuse and causes corporations to check your truths or lies during interviews.

Mental health is epidemic amongst the young people due to overuse of the internet. Families no longer communicate at the dinner table and the art of conversation has disappeared. The art of deception has become normal with photos being changed to fool the viewer and dating making losers out of people who are no longer able to socialize on a personal level.

We are a generation hiding behind social media, where a tweet from Trump changes the way the world operates. What have we become? A society where the internet rules our lives and causes depression, ADHD, cyberbullying, impulsive disorder, problems with mental functioning, paranoia and loneliness. Too late to turn back but not too late to cut back and become a real person again. On the positive side, I’m still learning to post and happy about it. Achieving happiness is not on the internet. We don’t become satisfied by leading a peaceful and prosperous existence, we become satisfied when reality matches our expectations.

What is your social media reality? Surely it should not be the internet or social media.

Manuel DaCosta

Ilustração: Stella Jurgen


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