EditorialBlog

O quão da realeza você é?

How Royal Are You?

Durante séculos, a realeza tem estado na vanguarda da governação e discurso político, sendo que a maioria é desconhecedora da sua existência ou pouco simpatizante. Não cabe a este editorial rever o seu lugar na história, mas sim rever e compreender o significado da monarquia na sociedade atual. O Canadá é um país que pertence à Commonwealth, o que coloca os seus cidadãos sob o resguardo monárquico, atualmente liderado pela Rainha Elizabeth II.   

How Royal Are You-mundo-mileniostadium
Cartoon by Stella Jurgen

Porque é que o Canadá precisa de uma Rainha e de estar sob influência do Império Britânico? A maioria diria que a atual relação é desnecessária e um investimento que não proporciona retorno, enquanto outros abraçam a pompa e circunstância que a realeza providencia independentemente dos fracos exemplos sociais dos membros da realeza. A sua personificação enquanto indivíduos que requerem uma certa reverência devido à sua abordagem altruísta da vida, depara-se com os exemplos escandalosos que personificam, como ilustrado pelos recentes acontecimentos.

Atualmente a família real personifica os valores das Kardashian, envolvidos numa aura histórica que a espuma da vida ainda não foi capaz de lavar. Assim, porquê colocar estes indivíduos ricos e egoístas num pedestal para serem idolatrados como seres angélicos? 

As acusações contra o príncipe Andrew sobre ter relações sexuais com menores, e agora as reivindicações de racismo por parte de Meghan Markle devem ter feito com que as orelhas do príncipe Charles se virassem do avesso ao perceber que o seu futuro reino pode estar contaminado com escândalos que irão comprometer as virtudes que a máquina de marketing da realeza tem vindo a vender durante séculos. Desde a entrevista de Markle a Oprah Winfrey, a “empresa” colocou o seu aparelho de negação em alta velocidade para se opor às várias acusações.

Serão as alegacões verdadeiras? Talvez não, mas é o indício de uma casa onde vivem famílias muito imperfeitas. A Rainha contratou um chefe de diversidade para colocar a cereja no topo de um bolo podre, sugerindo que apesar das negações, existe alguma credibilidade para a abordagem regressiva dos membros da realeza para com pessoas de fora do círculo familiar, que não têm a cor da pele e o sangue certo.

A princesa Diana não foi a primeira a experienciar a ira dos canalhas que vivem em castelos e que escondem as históricas demandas apodrecidas da realeza. Está na altura de mudar e os governos têm de exigir comportamentos congruentes com os valores morais do nosso país. A autoridade pretensiosa não é suficiente para justificar ser considerado o chefe de uma sociedade cerimonial sem cabeça que finge fazer a diferença no mundo.

O nosso sistema político, baseado nas regras da Commonwealth, quando comparado com outras democracias parece funcionar, contudo, isso é insuficiente para justificar as consequências adversas que os membros da família real acarretam.

Será lançado um filme épico sobre Harry e Meghan que aborda do abandono da realeza e a mudança para Georgia para se dedicarem a uma vida agrária. Chama-se “Gone with the Windsor’s” (piada). Talvez regressar à terra para ver como os outros vivem fosse um desenvolvimento positivo no feudo governado pelos Windsor.

Que Deus salve a Rainha.


How Royal Are You?

Royalty has for centuries been at the forefront of governance and political discourse with most being ignorant or unsympathetic about their existence.  It is not for this editorial to review their place in history, but to review and understand the significance of the monarchy within today’s society.  Canada is a country who belongs to the Commonwealth of Nations which places its citizenry under the monastic umbrella currently led by Queen Elizabeth II. 

How Royal Are You-mundo-mileniostadium
Cartoon by Stella Jurgen

Why does Canada need a Queen and be under the canopy of the British Empire?  Most would suggest that the current relationship is unnecessary and an investment which does not provide any returns, while others embrace the pomp and circumstance that royalty provides regardless of poor social examples that the royals epitomize.  Their personification as individuals who require a certain reverence because their altruistic approach to life, flies in the face of scandalous examples they embody as illustrated by recent examples.  The Royal family currently personify Kardashianist values enveloped by an historical aura that the suds of life have been unable to wash.  So why put these rich, righteous and self-serving individuals on pedestals to be idolized as angelic beings?

Accusations against Prince Andrew having sex with minors, and now claims of racism from Meghan Markle must be causing Prince Charles’ ears to flop even more with the realization that his future kingdom may be tainted by scandals that will compromise the virtues that the royal marketing machine has been selling for centuries.   The protectionist veil with which these pretentious people are covered with has been exposed.  Since Ms. Markle’s interview with Oprah Winfrey, the “firm” has placed its deniability apparatus in high gear to counter the many accusations made.  Are all allegations true?  Perhaps not but it is an indictment of a home where very imperfect families live.  The Queen has hired a diversity chief to put icing on a rotten cake suggesting that despite the denials, there is some credibility to the regressive approach the Royals have for people coming into their family who do not have the right skin or blood color.  Princess Diana was not the first to experience the wrath of scoundrels who live in castles which hide the rotting historical demands of royalty.  It’s time for change and governments need to demand behaviours congruent with morals and values of our country.  Pretentious majesty is not sufficient to justify being considered the head of a headless ceremonial society which pretends to make a difference in the world.  Our political system which is based on the rules of the commonwealth of countries appears to be working when compared to other democracies, however that is insufficient to justify the adverse consequences that Royalty brings.

There is an epic movie coming out about Harry and Meghan abandoning the royalty and moving to Georgia to lead an agrarian life.  It’s called “Gone with the Windsor’s” (joke). Perhaps returning to the land to see how others live will be a positive development in the fiefdom ruled by the Windsor’s.

God save the Queen.

Manuel DaCosta/MS

Redes Sociais - Comentários

Artigos relacionados

Back to top button

 

Quer receber a edição semanal e as newsletters editoriais no seu e-mail?

 

Mais próximo. Mais dinâmico. Mais atual.
www.mileniostadium.com
O mesmo de sempre, mas melhor!

 

SUBSCREVER