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O Meu Canadá

Com o aniversário de 153 anos do Canadá a aproximar-se, a nossa mente remete-nos para um local de paz e harmonia. Contudo, será um local onde atualmente existe afinidade?

No dia 1 de julho de 1867, o Canadá instituiu-se como Federação com a sua constituição própria, após ser assinado o Constitution Act. Quando John Cabot avistou a parte norte dos Maritimes em 1497, provavelmente não valorizou a extensão de terra que tinha descoberto e que um dia se chamaria Canadá. Entre 1534 e 1542 Jacques Cartier reivindicou a terra para a França. Os guias indígenas que falavam Iroquoian referiram-se à palavra Kanata com o significado de “vila”. No início dos anos de 1550, começou a surgir em mapas o nome Canadá e assim, hoje, 153 anos depois, o Sonho Canadiano tornou-se realidade.

Muitos de nós, que não nascemos no Canadá, instalámo-nos num país a que muitos se referem como um dos melhores do mundo. A sua reputação deve-se às políticas inclusivas de governos anteriores, cuja estratégia se resumia a manter a separação cultural nos nossos quintais e abraçar os valores da cultura canadiana que nunca foram claramente definidos. Cada etnia instalou-se em pequenos cubículos, a comer a sua massa ou sardinhas, e nunca abraçaram inteiramente a aura do Sonho Canadiano. Esta identidade cultural divisionária criou canadianos convenientes que tiram, mas não dão, não se entregam de coração e alma. Reconhecerem-se como canadianos implica perceber a história do país, as diferenças culturais, a sua geografia, etc. Muitos dos que dizem “Eu sou canadiano” nunca saíram da província ou da cidade em que vivem, por isso não têm noção daquilo que o país é.

A inclusão de etnias resultou na separação cultural que está hoje a quebrar as regras sociais do país e a mudar de forma definitiva o caminho desta terra. A questão que tem de ser colocada é “o que é o Canadá atualmente?”. É o tal país considerado um dos melhores do mundo ou um local onde as suas fundações estão a ser desafiadas com o confronto do radicalismo social que irá testar cada um de nós? Cada um, no seu próprio estado de espírito, está a analisar para onde vamos depois disto. Para o fazermos, as nossas observações mundanas terão que ser reduzidas ao mínimo. A realidade do nosso mundo depende do local onde vivemos, que dita a forma como o vemos e como planeamos a nossa vida. As circunstâncias atuais poderão levá-lo a questionar se este país será ou não o local certo para si. O racismo contra os negros continua a instigar à discussão que é tão necessária, mas também abre portas ao radicalismo com o poder falso a intimidar o cidadão comum. A polícia está a ser intitulada como vilã e as suas ações deram às influências sociais a oportunidade de enfraquecer a lei e a ordem.

Seis em cada 10 canadianos acreditam que apenas uma fração da sua polícia local está treinada de forma adequada para lidar com pessoas com problemas de saúde mental. Contudo, apenas um em cada seis acreditam que a polícia local usa mais rapidamente uma arma do que qualquer outro meio.

Queremos um país de lei e ordem ou um local controlado por grupos de interesses especiais onde rege a anarquia. A polícia está a cometer erros, no entanto, nunca foi o seu propósito serem especialistas de saúde mental que carregam uma arma.

A guerra da raça juntamente com a Covid têm abalado as fundações deste país e têm exposto as suas fraquezas, o que se não for cuidado poderá alterar para sempre o melhor país do mundo. Canadianos, manuseiem com cuidado.


in english

My Canada

As we approach Canada’s 153th Birthday, thoughts of a place of peace and harmony come to mind. But is it a place where kinship exists today?

On July 1st, 1867, Canada became a new Federation with its own constitution by signing the Constitution Act. When John Cabot laid eyes on the northern part of the Maritimes in 1497, he probably didn’t appreciate the expanse of land he had discovered which one day would be called Canada. Between 1534 and 1542 Jacques Cartier claimed the land for France. Indigenous guides speaking Iroquoian referred to the word Kanata meaning “village”. By the 1550’s the name Canada began appearing on maps and thus today the Canadian Dreams has become reality for many 153 years later.

Many of us who were not born in Canada, have settled in a country that many refer to as one of the greatest in the world. This reputation has been gathered by inclusionary policies of past governments whose strategy was to maintain cultural separation based on your background and embracing Canadian cultural values which were never clearly defined. Each ethnicity settled into little cubicles, eating their pasta or sardines, never really embracing the aura of the Canadian Dream. This divisionary cultural identity has created convenient Canadians taking but not giving back with their heart and soul. Identifying yourself as Canadian means understanding the country’s history, cultural differences, geography, etc. Many who say “I’m Canadian” have never left the Province or City they live in, therefore have no concept of what the country is about.

The encasing of ethnicities has resulted in cultural separations which are today breaking the country’s social rules changing forever the path of this land. The question that needs to be asked is “What is Canada today?” Is it the country perceived as the greatest in the world or a place where its foundations are being challenged by a new confrontational social radicalism which will test each of us to our core? Each in their own state of mind is analyzing where we go from here. To do that our worldly observations will have to be reduced to a micro level. Reality of the world depending on where you live dictates how you perceive and plan your life. Current circumstances may challenge you to ask if this city or country is the place for you. Black racism continues to stimulate discussion, which is necessary, but also opening doors to radicalism with fake power to intimidate the common citizen. Police are being vilified for being, and their actions have given in to social influences whose purpose is to decrease law and order.

Six in 10 Canadians believe only a fraction of their local police force is adequately trained to deal with people who are having mental illness. But only one in six believe members of their local police force are too quick to use a gun instead of using other means.

The question is if we want a country of law and order or a place controlled by special interest groups where anarchy sets in. Mistakes are being made by police, but they were never meant to be mental health specialists that carry a gun.

The race war combined with Covid has rocked the foundations of this country and exposed fractures, which if not handled with care, may forever change the greatest country in the world. Handle with care Canadians.

Happy Birthday Canada!

Manuel DaCosta/MS

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