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Jeopardy (Jogo do perigo)

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Cartoon By Stella Jurgen

 

O mundo continua a mover-se de acordo com a visão de pessoas que adotaram atitudes como se soubessem o que é melhor para a sociedade, sem consultar o que a comunidade quer. Conduzem as suas ações com este tipo de pensamento fascista, sem provas consistentes, o que levanta várias questões sobre onde irá parar a civilização quando a pandemia terminar.

Alex Trebek faleceu na semana passada, durante mais de 30 anos foi o anfitrião de Jeopardy. O conceito do jogo que apresentava tinha uma abordagem onde as respostas eram providenciadas pelos participantes que tinham de responder com a questão correta. O mesmo conceito está a ser utilizado pelos nossos supostos líderes que nos dispõem respostas baseadas em dados incompletos e clichês, deixando-nos a questionar o que se segue nas nossas vidas. No mínimo, cobardes. Ao servirem-se de banalidades para acalmar a população, como se não fossemos capazes de compreender o estado em que se encontra o mundo. Isto faz com que as pessoas questionem aquilo que é verdade e o que é mentira, resultando em teorias da conspiração que o Milénio Stadium irá debater esta semana. Habitualmente, as teorias da conspiração negam o consenso ou não podem ser provadas através de métodos históricos e científicos. Não são necessariamente falsas e a sua validade depende das provas apresentadas, tal como em qualquer teoria. São várias as conspirações que se baseiam em superstições, na mitologia e em fábulas repetidas ao longo do tempo, onde os mitos são adotados e se tornam realidade.

Será que o Elvis ainda está vivo e que a chegada à lua foi uma farsa? Será que o 11 de Setembro foi um trabalho interno e que a gentrificação é uma guerra racial?

Estas são apenas algumas dos milhares de teorias da conspiração que geram várias discussões. E então, no que devemos acreditar? Esta questão leva-me de volta à minha infância, onde um sonho decorria da seguinte forma: “Os sinos tocam na torre da igreja para nos convocar até ela. O céu apresenta-se coberto de nuvens escuras e à espera da tempestade. O púlpito está agora ocupado e o pregador fala sobre a desgraça e escuridão iminentes, conforme o que estava evidenciado no céu escuro que representa o desgosto de Deus perante a população adorante. Não existe céu sem existir inferno, e arrepender-se de pecados que não existem é o caminho para a salvação. Satanás está por todo o lado, a tentar-nos a todos os minutos, e as nossas vidas não são nada mais senão uma guerra constante entre o mal e o bem. Longe do púlpito, os becos escuros oferecem a oportunidade perfeita onde o mal se esconde e ataca enquanto as procissões dos mortos sucedem todas as noites. O terror de Satanás nos poder alcançar dança nas nossas almas todas as noites, até que o sol nasça e que Deus nos sorria de novo.” O aspeto conspirativo do pregador que instaurava o medo com base em teorias que, certamente Deus não inventou nem promoveu, eram formas utilizadas para controlar a mente da população que vivia de acordo com mitos teológicos não comprovados, lançados sob seres incultos que acabaram por ter um efeito no resto das nossas vidas. “Controla o mito e controlarás as massas”.

A abordagem tendenciosa perante a informação atual irá tanto educar como paralisar, e assim, controlar as nossas vidas. É difícil aceitar a realidade, mas o oposto só nos leva a um local onde a dormência se desenvolverá nos nossos corpos.

Vamos jogar Jeopardy e dar as respostas certas.


Jeopardy

The world continues to drive itself according to the views of people who have adopted attitudes that they know that’s best for society without consulting what the community wants. This type of fascist thinking without concrete proof drives their actions and gives rise to many questions about where civilization will end up once the pandemic is over.

Jeopardy-mundo-mileniostadium
Cartoon by Stella Jurgen

Alex Trebek was the host of Jeopardy for over 30 years and passed away late last week. The concept of the game he hosted used an approach where answers were provided to contestants who in turn had to respond with the correct question. This concept is being used by our so-called leaders where they are providing all the answers based on incomplete data and cliches leaving us to ask questions about what’s next in our lives. Cowards to say the least. By using platitudes to calm the populace as if we are not capable of understanding the state of the world, leads people to question what is true and false, resulting in conspiracy theories which Milénio Stadium is discussing this week. Conspiracy theories usually deny consensus or cannot be proven using historical or scientific methods. They are not false by default and validity depends on evidence just as in theory. Most popular is a cognitive bias called illusory pattern perception which many people adopt. Many conspiracies are based on superstitions, mythology and fables repeated over time where mythos is adopted and becomes reality.

Is Elvis still alive and was the moon landing a hoax? Was 9/11 an inside job and is gentrification a race war?

These are just a few of thousands of conspiracy theories which create expanded discussions by many. And so, what to believe? This question brings me back to my childhood where a dream went this way: “The bells are ringing on the church spire calling you to church. The sky is dark with clouds roaming and waiting for a storm. The pulpit has now been occupied and the preacher-man speaks of the pending doom and gloom as evidenced by the dark sky represents God’s disappointment with the adoring populace. There is no heaven without hell and repenting for non-existing sins is the path to salvation. Satan is everywhere tempting at every minute and our lives are nothing more than a continuous war of evil against good. Away from the pulpit, the dark alleys provided the perfect opportunities for evil to hide and attack as the processions of the dead occur every night. The terror of being overtaken by Satan danced in our souls every night until the sun came up and God smiled upon us again.” The conspiratorial aspect of the preacher-man who instilled fear based on theories which certainly God did not invent or promote was used to control the mind of a populace which lived according to unproven theological myths thrust upon uneducated beings which end up having an effect for the rest of our lives. “Control the myth and you control the masses”.

The biased approach to information today will both educate and benumb thus controlling our lives. Reality is hard to accept but the opposite only takes us to a place where numbness will envelop our bodies.

Let’s play Jeopardy and provide the right questions.

Manuel DaCosta/MS

 

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