Editorial

Em nome da celebração

ln the Name of Celebration

À medida que a celebração do nascimento de Jesus Cristo se aproxima, vários são os eventos festivos que se realizam por todo o mundo. A reverência dessa ocasião é muitas vezes ofuscada por consequências negativas criadas por excesso de indulgências e violação da lei à medida que glorificamos comida, bebida e drogas. O júbilo geralmente faz-nos arrepender mais tarde porque, como indivíduos, não podemos controlar os nossos impulsos corporais de excesso.

Nesta quadra, a que nos podemos referir como “A época do abuso”, na realidade nós não abusamos de nós próprios, mas da sociedade em geral. Beber e conduzir normalmente muda vidas para sempre. Conduzir um veículo motorizado sob a  da influência de drogas ou álcool lidera a lista de crimes com mortes no Canadá. A cada dia, uma média de oito canadianos são mortos e muitos mais ficam feridos. São mais  de 3000 vidas que se perdem por ano. Apesar de todos os avisos, os casos de condução com álcool parecem estar a aumentar em vez de, como seria desejável, diminuir. Assim como o álcool e as drogas, os alimentos altamente agradáveis ao palato desencadeiam substâncias químicas no cérebro que nos fazem sentir bem, como a dopamina. Pessoas com dependência alimentar, normalmente, usam ocasiões comemorativas para exagerar e desculpar esse comportamento. Os efeitos emocionais do comer compulsivo são semelhantes às overdoses de drogas que, eventualmente, exigirão intervenção a um custo substancial para a sociedade. Divirta-se comemorando, mas não exceda as normas de regozijo, com um custo final para todos.

Em janeiro, os ginásios receberão, como presente, milhares de novos membros e outros irão juntar-se às mais variadas organizações que promovem atividades físicas para tentarem atenuar os efeitos do abuso de dezembro. A maioria das pessoas não continuará com os exercícios necessários para voltar a ter o físico tal como deveria estar, porque não existe disciplina – a mesma que não existiu quando se permitiu o abuso, em primeiro lugar.

A fraqueza mental de que muitos sofrem após as férias pode ser traumática. Órgãos descontrolados, aquilo que foram facilidades de crédito que estão agora por pagar, mal-entendidos familiares, etc. levam à depressão e ao aumento de suicídios. Como é que um momento tão feliz pode resultar em consequências tão negativas? As pressões sociais desprovidas dos aspetos espirituais que a ocasião dita fornecem a capacitação temporária para que abusemos.

Talvez abraçar a luz da celebração, visitando o seu local de culto favorito com a mesma frequência que você realiza outros eventos comemorativos, ajude a equilibrar a sua visão sobre o que é esta época do ano. Se você decidir que a responsabilidade é apenas para os outros, as consequências terão que ser assumidas sem queixas.

Sejamos gentis com os nossos corpos e com os outros para garantirmos que um Natal Santo não se transforma num espinho nas nossas vidas. É simples … basta dizer não a situações que afetarão o controla da sua vida.

Celebre em nome da responsabilidade.

ln the Name of Celebration

As the celebration of the birth of Jesus Christ approaches, celebratory events are held throughout the world. The reverence of this occasion is often overshadowed by negative consequences created by overindulgences and breaking of the law as we glorify food, drink and drugs. Jubilation often turns to regret because as individuals we can’t control our bodily impulses of excess.

ln what we can refer to as “’Tis the Season to Abuse” in reality we do not abuse ourselves but society in general.  Drinking and driving often changes lives forever.  Operating a motor vehicle under the influence of drugs or alcohol are the leading criminal cause of death in Canada. Every day an average of eight Canadians are killed and many more injured. Over 3000 lives are lost each year on road crashes.

Despite all the warnings, drinking and driving appears to be increasing rather than the expected decrease. As with alcohol and drugs, highly palatable foods trigger feel-good brain chemicals such as dopamine. People with food addictions use celebratory occasions to overindulge and excusing this behaviour as normal. The emotional effects of compulsive overeating are similar to drug overdoses which eventually will require intervention at a substantial cost to society. Have fun commemorating but don’t exceed the norms of rejoicing at an eventual cost to all.

ln January thousands of gym memberships will be given as gifts and others will join various organized physical activities to mitigate the December abuse. Most people will not continue with the exercises required to return physically where they should be because there is no discipline which caused the abuse in the first place.

The mental letdown that most suffer after the holidays can be traumatic. Bodies out of control, credit facilities to be paid, family misunderstandings, etc. lead to depression and an increase in suicides. How can such a happy time result in such negative consequences? Societal pressures devoid of the spiritual aspects which the occasion dictates, provides temporary empowerment for us to abuse.

Perhaps embracing the light of the celebration by visiting your favourite place of worship as often as you do other celebratory events, will balance your view about what this time of year is about. Should you decide that responsibility is only for others, then the consequences are to be assumed without complaints.

Let’s be kind to our bodies and others and ensure that a Holy Christmas is not a thorn in your side. It’s simple…just say no to situations which will affect control of your life.

Celebrate in the name of responsibility.

Manuel DaCosta

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