Editorial

Canadá Um Dia

Sentar-me para escrever o editorial acerca do significado pessoal que o Dia do Canadá tem, envolve uma mistura de sentimentos que não são fáceis de descrever. O Canadá está a celebrar 152 anos. Um país novo quando comparado com outros, que têm histórias mais longas, como Portugal. Um país reunido por várias peças fragmentadas de terra e culturas que, de alguma forma, 152 anos depois, resultaram. A celebração do Canadá apresenta emoções individuais, com significados diferentes para cada um, dependendo da sua origem étnica e das suas experiências quando chegaram.

A nível pessoal, o Canadá tem sido um farol de oportunidades, um fornecedor de expectativas e responsabilidades contínuas, que parecem não ter fim. Eu poderia ter escolhido ser preguiçoso e não querer saber das expectativas do país, que me garantiu as oportunidades para ser bem-sucedido. A gratidão que tenho por este país, apenas poderia ser demonstrada fazendo o mais possível, para não desiludir. Alcançar essa visão tem sido sempre discutível, e o mais fácil teria sido ser complacente. Eu devo a este país um nível de gratidão que nunca vou poder pagar e, por isso, a forma como celebro este dia revê-se nestes termos simplistas:

  • Estou grato por abrires as tuas portas para os mais desfavorecidos e para os que estão em desvantagem, cujas opções foram minimizadas por outras sociedades.
  • Estou grato até pelos falsos canadianos que podem viver aqui. Eles vêm de outros lados para se aproveitarem das ofertas, proclamando amor por este país, mas apenas amando o seu país de origem. Muitos nem se preocupam em aprender a língua ou em tornarem-se cidadãos, pois têm a intenção de abandonar o Canadá quando lhes convier.
  • Estou grato que a colonização do Canadá seja uma visão bem aceite do futuro, mesmo que os caucasianos sejam a raça predominante, pela qual todas as outras raças são comparadas. Está na altura de parar com a segregação de culturas para prevenir a fragmentação do país.
  • Estou grato por, de mar a mar, as pessoas se preocuparem umas com as outras, mesmo que muitas vezes as diferenças políticas desafiem o pensamento da população. Devemos continuar a lutar pela comunicação e inclusão de todos.
  • Estou grato por na minha comunidade existirem líderes que pretendem fazer a diferença, mesmo quando desafiados por hipócritas e pessimistas que apenas se querem aproveitar dos menos afortunados e que intelectualmente não conseguem reconhecer esses hipócritas. Eu encorajo os líderes a continuarem a liderar, para conduzir a sociedade para um lugar melhor, sem medos.
  • Estou grato por aqueles que aproveitam a liberdade para escrever livros, cantar músicas e expressarem-se sem medos. Continuem a espalhar felicidade e a desafiar a mente dos outros.

“Oh Canada, our home and native land” [Oh Canadá, a nossa casa e terra natal]

Devemos lembrar-nos que quer tenhamos nascido aqui ou tenhamos vindo de outro lugar, temos de respeitar o país que nos acolheu e devemos retribuir, sem exigências.

Obrigado e Parabéns Canadá.

Manuel DaCosta

Cartoon: Stella Jurgen

Canadá One Day

Sitting down to write an editorial about the personal significance of what Canada Day means, encompasses a mixture of feelings not easily describable. Canada is celebrating 152 years. A young country when compared to others, which have long histories, such as Portugal. A country brought together from fragmented pieces of land and cultures, which somehow works 152 years later. The celebration of Canada presents individualist emotions meaning different things to people depending on ethnic backgrounds and your experiences arriving here.

On a personal level, Canada has been a beacon for opportunities and a purveyor of continuous expectations and responsibilities, which appear never ending. I could have chosen to be lazy and not care about the expectations of a country, which provided me the opportunity to excel. The gratitude felt for this country could only be shown by performing at the highest possible level so not to disappoint. Achieving that vision has always been debatable and the easy way out would have been to be complacent. I owe this country a level of gratitude which can never be repaid and thus on this day my way of celebrating can be expressed in these simplistic terms:

  • I am grateful for opening your doors to the poor and disadvantaged whose options were minimized by other societies.
  • I am grateful that even phony Canadians are able to live here. They come from elsewhere to take advantage of the offerings, proclaiming love for this country but only loving the country they came from. Many don’t even bother to learn the language or become citizens with the full intent of abandoning Canada at the earliest convenience.
  • I am grateful that the colonization of Canada is an accepted view of the future even if witness is still considered the leading race by which all other races are measured against. It’s time to stop ghettoizing cultures to prevent fragmentation of this country.
  • I am grateful that from sea to sea people care for one another even though political differences often challenge the thinking of the population. We must continually fight for communication and inclusion for all.
  • I am grateful that in my community there are leaders attempting to make a difference even if they are being challenged by hypocrites and naysayers only interested in taking advantage of those less fortunate and who intellectually cannot recognize who these phonies are. I encourage the leaders to continue to lead to take society to a better place without fear.
  • I am grateful for those who enjoy the freedom to write books, sing songs, and express words without fear. Continue to spread joy and challenge other minds.

“Oh Canada, our home and native land”

All should remember that whether or not you were born here or came from elsewhere, respect the country that embraced you by giving back without conditions.

Thank you and Happy Birthday Canada.

Manuel DaCosta

Cartoon: Stella Jurgen

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