Editorial

Artificial Intelligence

AI. Two Simple Letters? No. John Chung asks the question, “is data the new oil?” The future of our lives will include two letters that will change the way we live and how the world around us is managed.

AI or artificial intelligence conjures up visuals of a way of thinking like we have never known. However, it has always existed in other forms for many years. The term artificial intelligence suggests that the world is throwing away human thinking and substituting with an alternative that is not real. The reality is that it is real, and it is here now, so get used to hearing about it and embrace it. Is AI the future way of doing things or just another step in developing a society which is attempting to substitute human thinking for the benefit of a few in an ever-expanding commercial world?

AI means a robotic world, storage of intelligence in the clouds, buildings that can think for themselves, self-driving cars and control of our bodies. The common person may think that this is a further erosion of the little privacy we enjoy. Fact is that there is no privacy, as there is no democracy. Most already lead robotic lives for which there is no deviation as to not upset a schedule. AI will further organize the world around us by suggesting what to eat, sleep or even have sex. This will all be programmed in our bodies so our minds will obey and implement commands.

Should we view this control as an enhancement of our lives? The human condition will certainly suffer its effects. There’s less human interaction and dialogue. Eye and human contact is disappearing and communication is carried out electronically because it’s easier to be hidden and say what you feel without the consequences of a response we may not appreciate. Most of the activities of our daily lives are ordered electronically including relationships.
The future holds many exiting prospects that will simultaneously make our lives simpler and more complicated. For the most part we have no choice but to embrace it, but what will happen to a warm embrace or a kiss between human beings? Scary and exciting times thinking who will be the new Saudi Arabia.

Manuel DaCosta

 


Inteligência Artificial

IA. Duas letras simples? Não. John Chung questiona se “serão os dados o novo petróleo?” O futuro das nossas vidas irá incluir duas letras que irão alterar a forma como vivemos e como o mundo à nossa volta é gerido.

IA ou Inteligência Artificial evoca aspetos de uma forma de pensar que nós não conhecemos. Contudo, durante muitos anos, sempre existiu de outras formas. O termo Inteligência Artificial sugere que o mundo está a retirar o pensamento humano e substituí-lo com uma alternativa que não é real. A verdade é que é real e está aqui agora, por isso habitue-se a ouvir falar disso e aceite. Será a IA a forma de, no futuro, se fazer as coisas ou apenas mais um passo no desenvolvimento da sociedade que está a tentar substituir o pensamento humano para o benefício de alguns, num mundo comercial em constante expansão?

IA aponta para um mundo robótico, o armazenamento de inteligência nas clouds, edifícios que conseguem pensar por si próprios, carros autónomos e controlo dos nossos corpos. A pessoa comum pode pensar que isto representa uma maior erosão da pouca privacidade que já temos. O facto é que não existe privacidade, assim como não existe democracia. A maioria já vive vidas robóticas, para as quais não há qualquer desvio para não perturbar o horário. A IA irá organizar o mundo à nossa volta ao sugerir-nos o que comer, dormir ou mesmo quando fazer sexo. Tudo isto estará programado nos nossos corpos, as nossas mentes vão obedecer e implementar as ordens.

Será que deveríamos ver este controlo como um melhoramento das nossas vidas? A condição humana irá certamente sofrer os seus efeitos. Há cada vez menos interação humana e diálogo. O contacto humano e a troca de olhares está a desaparecer cada vez mais e a comunicação é feita de forma eletrónica porque é mais fácil estar escondido e dizer o que se sente, sem as consequências de uma resposta que possamos não gostar. A maioria das atividades do nosso dia-a-dia são feitas de forma eletrónica, incluindo os relacionamentos.

Para o futuro espera-se que as nossas vidas se tornem mais simples e mais complicadas. A maioria de nós não tem outra escolha, senão aceitar. Mas o que irá acontecer ao abraço caloroso ou aos beijos entre os seres humanos? Estes são tempos assustadores e entusiasmantes que nos fazem tentar adivinhar quem será a nova Arábia Saudita.

Manuel DaCosta

Cartoon: Stella Jurgen

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