Desporto

Valiosos… mas já nem tanto!

Fundado em maio do ano 2000, o site alemão Transfermarkt dedica-se a 100% ao mundo do futebol e assume-se como o maior banco de dados desta modalidade, contendo informações sobre jogadores, clubes e competições. Para além disso, é ainda uma das maiores comunidades de futebol – disponível em 12 idiomas, esta plataforma atinge até 35 milhões de fãs de futebol por mês, um pouco por todo o mundo.

Tendo em conta as consequências que todos os dias se fazem sentir devido à pandemia do novo coronavírus, há, obviamente, uma grande preocupação em relação ao futuro do futebol – apesar de ainda não se poder dizer com certeza qual será o verdadeiro impacto desta situação a médio e longo prazo, o Transfermarkt avançou com um ajuste dos valores de mercado de atletas nacionais e internacionais – uma desvalorização na geral de 20%, excluindo-se os jogadores nascidos em 1998 ou mais tarde, que apenas veem o seu valor reduzido em 10% e os jogadores que valiam 300 mil euros ou menos, que não foram objeto de estudo.

Conforme explica o fundador do Transfermarkt, Matthias Seidel, “o mercado entrou em colapso, muitos clubes podem estar sob a ameaça de insolvência e os planos para o mercado de transferência foram suspensos devido às muitas incertezas que existem na maioria dos clubes”, acrescentando que, conforme a conjuntura atual, é pouco provável que os valores de transferência continuem a subir no futuro como nos últimos anos.

Como é que o Transfermarkt chegou a estes valores?

O site alemão reuniu as diferentes opiniões dos elementos integrantes dessa mesma comunidade e também de mais de 300 representantes da indústria do futebol, provenientes de mais de 50 países: em relação à descida dos valores de transferência, a maioria dos inquiridos calcula que a mesma seja de mais de 10%, enquanto que um pouco menos de um terço (30,9%) projeta uma desvalorização na ordem dos 15 a 20%. Finalmente, 31,8% esperam uma perda de valor de mercado superior a 20%.

Seidel relembra que, ao contrário do que aconteceu nesta avaliação, o estudo individual “dos valores de mercado no contexto de atualizações regulares”, continua a ser necessário e, assim que possível, voltará a ser posto em prática – isto porque “nem todos os jogadores devem sofrer a mesma desvalorização devido à crise”.

Vamos a números – primeiro na Liga portuguesa!

Apesar de continuar a ser o jogador mais valioso da I Liga portuguesa, Alex Telles, do F.C. Porto, vê o seu valor de mercado cair de 40 para 32 milhões de euros – seguem-se Rúben Dias, do Benfica, que vê o seu valor passar de 38 para 30,5 milhões de euros e, para fechar o “top 3” da Liga NOS e também do Benfica, o espanhol Grimaldo que desvalorizou sete milhões de euros (de 35 para 28 milhões de euros).

Entre os 20 mais “valiosos” encontramos 11 jogadores do Benfica, sete do F. C. Porto, um do Braga (Trincão) e um do Sporting (Acuña).

Nesta atualização de cotações, o clube da Luz é o mais castigado: cai 61,9 milhões. No entanto, o valor do plantel (atualmente de 269,6 milhões de euros) continua a ser o mais alto das 18 equipas que compõem a I Liga. Segue-se o F. C. Porto (217,53), Sporting (98,25), Braga (89,5), Vitória de Guimarães (40,38), Famalicão (37,1) e Rio Ave (19,73). O Gil Vicente, com 11,35 milhões, possui o valor mais baixo.

E lá fora?

Mbappé, que alinha pelo PSG, continua a ser o jogador mais cotado – apesar de ter sofrido uma desvalorização de 10%, vale agora uns não menos impressionantes 180 milhões de euros. O seu colega de equipa, Neymar, e Sterling, do Manchester City, dividem a segunda posição do ranking dos mais “valiosos” do mercado, valendo, cada um deles, 128 milhões de euros.

Inês Carpinteiro/MS

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