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Tudo na mesma

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O leão escorregou nesta 14.ª jornada e os dragões e águias não souberam aproveitar. O top 3 da Liga NOS continua, assim, inalterado, com a equipa de Rúben Amorim no topo, com mais quatro pontos que o FC.Porto e o Benfica. Mas “tudo na mesma” não quer dizer que não haja história para contar… Pelo contrário!

A jogar em casa, o Sporting até entrou bem, conseguiu chegar à vantagem mas vacilou e deixou fugir os três pontos. Sem Feddal (castigado), Luís Neto e Nuno Mendes, ambos com Covid-19, o treinador dos leões lançou Borja e Eduardo Quaresma para a defesa e atirou Gonzalo Plata para o corredor esquerdo – essas alterações podem ter sido a razão para não termos visto um Sporting com a mesma “pujança” que nos tem vindo a acostumar nos instantes iniciais da partida.

Depois de muito tentar – sempre sem sucesso -, a defesa do Rio Ave, o Sporting conseguiu, já perto do intervalo, encontrar o caminho para a baliza de Kieszek. Pedro Porro virou o flanco e encontrou Gonzalo Plata do lado esquerdo do ataque leonino. O equatoriano cruzou rasteiro e Pote, à entrada da pequena área, tocou para o fundo das redes. Ainda antes do intervalo, o Sporting podia ter ampliado a vantagem num remate de Tiago Tomás, mas o guardião da equipa vila-condense negou, com uma grande defesa, o golo ao jovem leão.

No reatamento o Rio Ave surgiu com muita garra e acabou mesmo por chegar ao empate aos 61’ numa jogada de muita qualidade e com uma particularidade: todos os intervenientes são jogadores que passaram pela equipa de Alvalade. Francisco Geraldes desmarcou Carlos Mané, que de imediato assistiu Gelson Dala – o avançado angolano só teve mesmo que encostar, estabelecendo o empate que se estendeu até ao final da partida.

Foi a terceira vez que o conjunto leonino perdeu pontos no campeonato – empatou 2-2 em Famalicão e em Alvalade, frente ao FC.Porto. O Paços de Ferreira continua a surpreender e desta vez venceu, por 2-0 e com golos de Bruno Costa e Hélder Ferreira, o Braga, colocando-se assim muito perto dos minhotos na tabela classificativa – os pacenses são quintos, com 25 pontos, enquanto que os Guerreiros do Minho estão no quarto lugar, com 27.

Steven Vitória marcou o golo solitário da vitória do Moreirense sobre o Nacional, enquanto que o Marítimo também venceu, pela margem mínima o Gil Vicente de Ricardo Soares – foi Lucas Áfrico quem marcou, a três minutos dos 90.

Reduzido a nove desde os 30’ (Devenish foi expulso aos 11’ e Chidozie aos 30’), o Boavista voltou às derrotas, desta vez frente ao Tondela, e afundou-se ainda mais no último lugar do campeonato. Os beirões colocaram-se em vantagem aos 40’, por Mario González, e voltaram a marcar aos 56’, por Salvador Agra.  Três minutos depois Ricardo Mangas reduziu a desvantagem axadrezada mas aos 85’ Salvador Agra visou e estabeleceu o resultado final.

Por outro lado, o Famalicão voltou a encontrar o caminho da vitória e bateu o Santa Clara, por 2-1. Pelos famalicenses marcaram Jhonata Robert, aos 52’, de grande penalidade, e Lukovic, aos 82’. Pelo meio, Diogo Queirós marcou um autogolo (70’).

O Portimonense subiu ao 12.º lugar da I Liga ao receber e vencer o Belenenses SAD por 1-0 – foi Dener, aos 17 minutos, quem selou o triunfo dos algarvios. Os Azuis ficaram reduzidos a 10 elementos a partir dos 67 minutos, por expulsão de Henrique, por acumulação de cartões amarelos.

Nota para um lance, já perto do apito final, que foi um verdadeiro “facepalm”: Aylton Boa Morte “ligou a mota”, passou por quem tinha que passar, mas Bruno Moreira e Luquinha acabaram por fazer o mais difícil: falhar um golo praticamente oferecido.

Finalmente, no clássico entre F.C.Porto e Benfica houve de tudo: bom e mau. Não faltou emoção, intensidade, querer, golos… mas os casos polémicos e expulsões também foram a jogo.  Ainda assim, nem Sérgio Conceição nem Jorge Jesus se ficaram a rir, já que a partida terminou empatada e, assim, não só desperdiçaram a oportunidade de se afastarem entre si como também de se aproximarem do líder Sporting.

Ainda que tenha sido a turma de Conceição a “tomar as rédeas” da partida e construindo mais lances de perigo numa fase inicial, foram mesmo as redes da baliza de Marchesin as primeiras a balançar: um bom cruzamento de Nuno Tavares encontrou Seferovic que, num toque de classe, colocou a bola à mercê de Grimaldo, que colocou o Benfica na frente aos 17’.

Os dragões viram-se assim obrigados a correr atrás do prejuízo e Taremi, de frente para a baliza, tentou a sorte, mas viu Otamendi negar-lhe o golo. Aos 25’, no entanto, Sérgio Oliveira colocou a bola onde quis, mas precisamente em Corona que, já na grande área, para além de ter deixado Gilberto a ver navios, localizou Taremi que, no coração da área, atirou, a bola tocou em Marega e só parou no fundo das redes encarnadas. Estava feito o 1-1.

A partir daqui as oportunidades foram-se somando, mas foi o Benfica quem foi para intervalo por cima na partida, criando mais perigo ao explorar as debilidades defensivas dos dragões. Depois da pausa o jogo transformou-se… em batalha. Com os nervos à flor da pele, não faltaram casos, polémicas e faltas: depois de um desentendimento entre Pizzi e Pepe – que acabaram ambos “amarelados” – Taremi, ao disputar um lance com Otamendi, fez carrinho por trás ao calcanhar que lhe valeu um bilhete com viagem direta para o balneário.

Fora isso, no que a jogo diz respeito, pouco ou mais se viu até ao apito final. O resultado manteve-se, assim como a igualdade pontual das duas equipas na tabela classificativa.

Inês Barbosa/MS

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