Desporto

Sonho com asas para se decidir no Campo da Mata

Taça de Portugal: Desp. Aves 1-0 Caldas

Para já o sonho está nas asas do Desp. Aves, mas a decisão fica para o Campo da Mata. O Desp. Aves venceu o Caldas, do terceiro escalão, pela margem mínima (1-0) na 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, confirmando o seu favoritismo, mas sem se livrar de alguns calafrios.
Apenas de grande penalidade, à segunda depois de ter desperdiçado um primeiro castigo máximo, a equipa de José Mota se pôs na frente do marcador. A galhardia do Caldas leva as decisões da eliminatória que vale o acesso ao Jamor para as Caldas da Rainha, para o Campo da Mata, um palco que já tem o nome gravado na presente edição da prova rainha do futebol português.
A história do embate entre o Desp. Aves e o Caldas começa a escrever-se fora das quatro linhas e no dia anterior ao jogo. A saída das Caldas da Rainha por parte da equipa de José Vala fez-se em clima de festa, milhar e meio de adeptos deslocaram-se mais de 260km fechando o comércio e driblando escolas e postos de trabalho.
A festa da Taça pôs frente a frente dois estreantes nas meias-finais da competição, dois emblemas com ambições diferentes em chegar ao Jamor. Mais legitimidades para um Aves de primeira perante um Caldas do terceiro escalão português, que fez desta edição da Taça de Portugal uma das mais bonitas páginas da sua história.

Castigos máximos, o pesadelo caldense
A bola começou a rolar e desde logo o conjunto do Campeonato de Portugal fez por esbater diferenças técnicas com muita crença e motivação em níveis excecionais. Tarzan, a estrela da companhia do Caldas, precisou apenas de dois minutos para dar sinais de vida rematando com a parte de fora do pé ligeiramente por cima.
Aviso à equipa de José Mota, que na antevisão ao jogo prometeu respeito ao adversário. Esse mesmo respeito foi notório até pelo onze apresentado, a equipa do principal escalão jogou com a equipa base, acabando por impor a sua superioridade, ainda que com muitas dificuldades.
A meio da primeira metade, já depois de o Caldas ter deixado alguns avisos, Paulo Machado teve no pé direito a oportunidade de abrir o ativo, mas fez Luís Paulo brilhar. O guarda-redes susteve o castigo máximo, para gáudio dos caldenses e instalando um nervoso miudinho nas hostes avenses.
Só que apenas seis minutos depois a equipa da casa teve nova oportunidade soberana, cabendo desta feita a Nildo encarar Luís Paulo da marca dos onze metros. Pé esquerdo na bola, remate forte e nem o adivinhar do lado por parte do guarda-redes foi suficiente para adiar mais a desvantagem.

Desvantagem mínima assegurada
A vantagem no marcador, a meias com o evoluir do cronómetro, acentuou as diferenças entre profissionais e amadores. O conjunto de José Mota começou a sufocar e depois do período de descanso praticamente só deu Desp. Aves. O setor intermediário passou a imprimir maior velocidade, o que faltou no primeiro tempo, e o Aves foi com uma ambição desmedida atrás de um segundo golo.
Voltou a equilibrar o Caldas, fez das tripas coração a agarrar-se à desvantagem mínima como um resultado que dá margem de esperança para o jogo da 2ª mão. Triunfo justificado mas tímido do Desp. Aves perante uma equipa, nunca é de mais relembrar, amadora do terceiro escalão.
José Vala, treinador da equipa do Caldas, pediu um resultado que permitisse levar a decisão da eliminatória para casa e o capítulo final deste bonito sonho de Aves e Caldas vai mesmo escrever-se no Campo da Mata.

Jogo no Estádio do CD Aves, em Vila das Aves.
Desportivo das Aves – Caldas, 1-0.
Ao intervalo: 1-0.
Marcador: 1-0, Nildo Petrolina, 32 minutos (grande penalidade).
Equipas: – Aves: Quim, Rodrigo Soares, Diego Galo, Carlos Ponck, Nélson Lenho, Falcão, Vítor Gomes (Arango, 59), Paulo Machado, Amilton, Derley e Nildo Petrolina (Hamdou, 66). (Suplentes: Artur Moraes, Luís Fariña, Tissone, Braga, Falcone, Hamdou e Arango).
Treinador: José Mota.
– Caldas: Luís Paulo, Filipe Cascão, Thomas Militão, Ronny Ramos, Diogo Clemente, Odair Souza, Paulo Inácio, Filipe Ryan ((André Santos, 81), Alexandre Cruz (Luís Farinha, 61), Pedro Emanuel (Bernardo, 90+4) e João Rodrigues.
(Suplentes: Natalino, Rui Almeida, Bernardo, Nuno Januário, Marcelo Sanos, Luís Farinha e André Santos).
Treinador: Daniel José Vala.
Árbitro: Gonçalo Martins (AF Vila Real).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Filipe Ryan (07), Ronny Ramos (26), Vítor Gomes (40), Diego Galo (56), Carlos Ponck (71), Rodrigo Soares (90+2) e João Rodrigues (90+6).
Assistência: cerca 3.500 espetadores.

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