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Sofrer (quase) até ao fim

Sofrer (quase) até ao fim-portugal-mileniostadium
Créditos: DR.

Tiago Tomás marcou, aos 81’, o sexto tento no seu ano de estreia no plantel principal do Sporting e tornou-se no mais jovem do século a marcar tantos golos numa só época, superando Cristiano Ronaldo, Nani e Quaresma. Os leões voltaram assim a vencer pela margem mínima… e nos minutos finais!

O sucesso deste Sporting pode ser explicado pela eficácia: aproveita bem as oportunidades e sabe, como poucos, defender a vantagem. Fica difícil acreditar que o título, que já lhe foge há 19 anos, não será seu este ano.

A primeira metade da partida frente ao Tondela terminou com apenas um remate à baliza, feito pelo Sporting, contra apenas um dos beirões. Já no segundo tempo os leões dispararam mais três tiros enquadrados, mas o Tondela esteve também perto de marcar, depois de ter reentrado melhor na partida, mas Mário González desperdiçou uma oportunidade flagrante.

Os leões sorriram a cerca de 10 minutos dos 90’, quando Pote conseguiu encontrar Tiago Tomás, que disparou um tiro certeiro e fez o golo da vitória leonina.

No dérbi insular quem levou a melhor foram os visitantes: um bis de Rodrigo Pinho valeu a reviravolta – os alvinegros adiantaram-se no marcador aos 44’, por Kenji Gorré -, e consequente vitória ao Marítimo, na estreia de Júlio Velázquez como treinador da equipa. Um triunfo importante que permitiu aos verde rubros fugirem dos lugares de descida.

Nacional e Marítimo partilham agora os mesmos pontos que o Boavista (21), que esta jornada voltou às derrotas, frente a um Benfica que, por seu lado, somou a sua quarta vitória consecutiva (terceira na Liga) – todas elas sem sofrer qualquer golo.

Haris Seferovic voltou a estar em destaque, apontando os dois golos da formação encarnada, que jogou mais de 80 minutos em superioridade numérica. O Boavista, que até foi a primeira equipa a criar algum perigo na partida, viu o árbitro da partida assinalar penálti para as águias por falta de Chidozie sobre Waldschmidt aos 4’. No entanto, depois de consultar o VAR, Manuel Mota reverte a decisão, assinala livre e mostra a cartolina vermelha a Chidozie.

Esta “infelicidade” teve, obviamente, peso no consequente domínio encarnado na partida, mas há que realçar o excelente jogo de Diogo Gonçalves que muito provavelmente teve nesta noite uma das suas melhores exibições de águia ao peito, assistindo Seferovic em ambos os golos. O suíço, apesar de também ter desperdiçado algumas oportunidades, bisou pelo segundo jogo consecutivo e soma agora 13 golos na Liga, 17 no conjunto de todas as competições, assumindo-se como o maior goleador da equipa.

A equipa de Jorge Jesus ocupa o quarto lugar, com 48 pontos – está a dois do terceiro, o Braga, que escorregou em Famalicão. No Estádio Municipal de Famalicão, a formação da casa colocou-se em vantagem aos 18’, através de um tento de Anderson Silva. Ainda na primeira metade da partida, que marcou a estreia de Ivo Vieira, Ricardo Horta, de grande penalidade aos 36’, e Al Musrati, aos 39’, marcaram e permitiram a reviravolta dos Guerreiros do Minho. A três minutos dos 90’, Heriberto Tavares fez, de pé direito, o golo do empate. Os arsenalistas, que recebem o Benfica na próxima jornada, caíram assim para o terceiro lugar, cedendo o segundo posto ao F.C. Porto, que nesta jornada recebeu e bateu o Paços de Ferreira por 2-0, vingando a derrota da primeira volta.

Ainda que os azuis e brancos tenham, por diversas vezes, conseguido chegar perto da baliza pacense e somado diversas oportunidades de golo, o que é certo é que os golos tardaram em chegar – mas quando chegaram, foram logo em dose dupla!

Logo aos 6’, Taremi esteve perto de marcar, respondendo com um cabeceamento perigoso a um canto de Sérgio Oliveira. Depois, aos 37’, foi a vez de Matheus Uribe tentar a sua sorte, e aos 42’ Pepe rematou, mas falhou o alvo.

Na segunda parte os dragões ainda reclamaram mão na bola de Fernando Fonseca, mas o árbitro Tiago Martins nada assinalou. A equipa de Sérgio Conceição esteve novamente muito perto de marcar aos 54’, com Mbemba a atirar ao ferro da baliza de Jordi. Cinco minutos depois Marega, num remate à meia-volta, obrigou o guardião pacense a uma grande defesa.

Ora, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura… Aos 77’, Pepe inaugurou finalmente o marcador: Sérgio Oliveira bateu o canto, e o brasileiro apareceu a cabecear para o 1-0. Este “prato” soube tão bem aos dragões, que decidiram pedir segunda dose: apenas um minuto depois  Sérgio Oliveira, o terceiro melhor marcador do campeonato com 11 golos, disparou um míssil do meio da rua e Jordi, ao tentar defender a bola para cima, acabou por introduzi-la na própria baliza.

Nos Açores o Santa Clara voltou às vitórias, impondo-se frente ao Portimonense – os golos foram apontados por Rui Costa, aos 13’, e Carlos Júnior, aos 90+2’. Os açorianos estão no sétimo lugar, enquanto que os algarvios ocupam a 12.ª posição.

Moreirense e Rio Ave empataram a um golo em Moreira de Cónegos – os vila-condenses adiantaram-se no marcador aos 7’ graças a um autogolo de Filipe Soares, mas os anfitriões restabeleceram a igualdade já perto do final do encontro, aos 83’, por Felipe Pires.

O Gil Vicente cantou de galo e regressou aos triunfos, vencendo por 4-2 na visita ao D. Afonso Henriques. O Vitória de Guimarães jogou em inferioridade numérica desde os 15’, por expulsão de Abdul Mumin e ainda desperdiçou uma grande penalidade aos 87’. Pedro Marques (19’), Lourency (26’), Talocha, de grande penalidade (45+3’) e Lucas Mineiro (80’) assinaram os golos dos gilistas, enquanto Rochinha (40’) e Ruben Lameiras (78’) foram os autores dos tentos dos vimaranenses.

Finalmente, no fundo da tabela classificativa está o Farense, que saiu derrotado da receção ao Belenenses SAD. Miguel Cardoso, aos 79 minutos, assistido por Cassierra, marcou o golo que valeu o triunfo da turma de Petit.

Inês Barbosa/MS

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