Desporto

Sofrer à leão

O Sporting foi “apertado” na Pedreira – viu-se reduzido a 10 jogadores desde os 18 minutos e permitiu diversos ataques à sua baliza. Valeu Adán que, em noite inspirada, foi protagonista de diversas, boas e importantes defesas. O sofrido e tão aguardado golo da vitória foi marcado aos 81’, Matheus Nunes. Os leões suspiraram de alívio e seguem na liderança do campeonato, agora a seis pontos do segundo classificado, o F.C.Porto.

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Créditos: DR.

Rúben Amorim operou duas alterações no onze relativamente ao empate da jornada passada, diante do Belenenses: Feddal rendeu Matheus Reis e Nuno Santos entrou para o lugar de Tiago Tomás. Já Carlos Carvalhal repetiu a “receita” que lhe valeu a vitória no Bessa.

Os leões viram o caso mal parado aos 18’, depois de Gonçalo Inácio ver o segundo amarelo e, consequentemente, receber ordem de expulsão. Aos 38’, Nicolas Gaitán bateu o canto do lado esquerdo do ataque arsenalista e Esgaio mete a bola em Fransérgio que cabeceia e obriga o guardião leonino a aplicar-se. A turma de Rúben Amorim, em inferioridade, baixou o bloco e tentava apostar em transições ofensivas, sempre sem êxito.

Novo arrepio na espinha dos leões aos 62’: Sequeira cruzou e Galeno, de cabeça, criou a melhor oportunidade bracarense de todo o encontro mas, mais uma vez, encontrou pela frente um intransponível Adán.  Como diz – e bem – o ditado, quem não marca sofre. O Braga bem tentou mas foi o Sporting que, na primeira e única oportunidade que conseguiu construir na partida, chegou ao golo: Porro bateu o pontapé livre, desmarcando Matheus Nunes, que deixou a defesa minhota para trás e rematou cruzado. O guardião arsenalista podia ter feito melhor, ficando mal na fotografia.

Adán, que teve uma grande exibição, viu um cartão amarelo no tempo de compensação e falhará o duelo frente ao Nacional na próxima jornada. Quem também sofreu para vencer foi o Benfica, que está agora a quatro pontos do segundo lugar, ocupado pelo F.C.Porto. Também aqui foram os derrotados que acabaram por “mostrar mais serviço” (remataram mais e mais enquadrado), mas falharam na hora de finalizar.

Resumindo: as águias bem podem agradecer ao autogolo de Carlos Júnior e à pontaria de Chiquinho. Apesar disso, os encarnados até entraram bem na partida, com destaque para duas boas oportunidades: primeiro por Pizzi e depois por Seferovic (um grande falhanço). O primeiro golo das águias surgiu de um cruzamento de Cebolinha: Carlos Júnior, ao tentar cortar, acabou por fazer exatamente o contrário e enviou a bola para a própria baliza.

Este golo fez com que os açorianos arriscassem mais, uma vez que até aqui fechavam bem as linhas de passe dos ataques benfiquistas. Depois de várias tentativas travadas por Helton Leite – uma delas considerada a defesa da jornada – aos 63’ nada nem ninguém conseguiu parar o remate de Anderson Carvalho. Estava feito o empate na Luz.

O golo que daria a vitória à equipa de Jorge Jesus acabaria por ser, na realidade, o único remate à baliza do Santa Clara:  aos 73’, Diogo Gonçalves fez uma assistência perfeita e Chiquinho, de primeira, deu os três pontos ao Benfica.

O Marítimo levou a melhor sobre o Boavista no Bessa, graças a um golo de Alipour aos 63’, enquanto que o Nacional, a jogar em casa, derrotou o Vitória de Guimarães por 1-0 (Pedro Mendes, 7’): os vimaranenses continuam no sexto lugar, com 38 pontos.

O Rio Ave – Paços de Ferreira e o Farense – Portimonense terminaram ambos empatados a um golo. Em Vila do Conde, Uilton adiantou os pacenses e Fábio Coentrão empatou para a equipa da casa. Já no dérbi algarvio foi a equipa de Jorge Costa a primeira a marcar, aos 24’ por Pedro Henrique, mas um golo de Aylton Boa Morte aos 79’ restabeleceu a igualdade.

Também empatado mas a dois golos terminou o Famalicão – Tondela: o resultado foi construído na primeira parte, com os famalicenses a desperdiçarem uma vantagem de dois golos (Ivo Rodrigues, aos 10’, e Leonardo Campana, aos 28’). Dois golos de rajada (Mario González aos 45+2’ e Jhon Murillo no minuto seguinte) repartiram os pontos em Famalicão.

O Belenenses conseguiu “arrancar” os três pontos frente ao Gil Vicente já depois dos 90 minutos, com um tento de Francisco Teixeira. Antes, os gilistas tinham estado em vantagem (Pedro Marques, aos 43’) mas Afonso Sousa restabeleceu a igualdade aos 51’.

No fecho da jornada assistimos ao escorregão do F.C.Porto, que ainda hoje faz correr muita tinta. Uma partida recheada de polémicas, que terminou com um empate a um golo em Moreira de Cónegos.

Os dragões só conseguiram chegar com perigo à baliza de Mateus Pasinato por volta da meia hora de jogo, mas foram os cónegos, bastante atrevidos neste encontro, que conseguiram colocar-se em vantagem:  Nahuel Ferraresi deu a melhor resposta a um canto curto de Filipe Soares para David Simão.

No início da segunda parte, Taremi obrigou Pasinato a uma grande intervenção e aos 56’ mais uma grande oportunidade para os dragões, mas o guardião dos cónegos voltou a levar a melhor. Nota ainda para um corte extremamente oportuno de Uribe sobre a linha de golo, negando o segundo da equipa da casa.

A igualdade chegou aos 86’, pelos pés de Taremi, na marca dos onze metros e já em período de compensação Toni Martínez viu o golo que daria a vitória aos azuis e brancos negado pelo VAR. A confusão instalou-se, com Sérgio Conceição a receber ordem de expulsão.

Inês Barbosa/MS

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