Desporto

O bailinho das ilhas

Não se pode dizer que já não estivéssemos à espera, mas acabamos sempre por levar as mãos à cabeça e perguntar “como é que é possível?”, benfiquistas ou não! Já há bastante tempo que não víamos um Benfica tão perdido que já nem consegue ter ginga para acompanhar o “bailinho” das ilhas…

Porto, 23/06/2020 – O Fc Porto recebeu esta noite o Boavista Fc, no estádio do Dragão, em jogo da 28ª jornada da Primeira Liga 2019/20. (Pedro Correia/Global Imagens)

Depois da pesada derrota da jornada passada frente ao Santa Clara, por 3-4, o Benfica voltou  a perder, desta vez frente ao Marítimo.

Na pérola do Atlântico, os encarnados até entraram bem, tocando bem a bola e construindo boas oportunidades mas, como sabemos, tudo o que é bom dura pouco – e aqui não foi exceção. Depois da meia hora de jogo os erros começaram a surgir. E com os erros cresceu o nervosismo, que levou a ainda mais e mais graves erros.

Aos 60’, ainda com o nulo no marcador, Lage deu início às substituições – o exemplo perfeito de “mais valia estar quieto”. Fez sair Vinícius e Samaris para lançar Rafa e Seferovic e, mais tarde, trocou Pizzi por Zivkovic, e Cervi deu lugar a mais um ponta de lança, Dyego Sousa.

E foi aqui que se abriram portas para a “pista de atletismo” de Nanu. O internacional guineense esteve na construção dos dois golos marcados pelos verde-rubros, em pouco mais de cinco minutos. Primeiro, depois de deixar toda a gente para trás entregou o primeiro golo da partida a Correa e, quatro minutos depois, serviu Rodrigo Pinho para o 2-0.

O melhor que o Benfica conseguiu foi um lance em que Dyego Sousa só não marcou, de cabeça, porque Amir – que esteve em grande plano nesta partida, sendo decisivo em muitos momentos do jogo – estava lá para a terceira grande defesa da noite.

Quem não desperdiçou este novo deslize das águias foi o F.C. Porto. No Estádio da Mata Real os dragões foram, sem dúvida, eficazes – na primeira grande oportunidade que tiveram, marcaram. E foi assim que aconteceu: após canto à direita, Ricardo Ribeiro faz defesa incompleta, a bola sobra para Mbemba que, de frente para a baliza, não vacilou e inaugurou o marcador – isto aos sete minutos de jogo.

A partir daqui o jogo que calmo era, calmo continuou, ainda que com algumas oportunidades de parte a parte: Hélder ainda fez um remate à baliza azul e branca aos 34’, mas Marchesin agarrou, ainda que a dois tempos. No início da segunda parte Luiz Carlos cabeceou, com muito perigo, à baliza de Marchesín. Aos 66’ o guardião dos dragões seria chamado a mostrar novamente serviço, ao defender um grande remate acrobático do médio brasileiro.

Aos 76’ foi a vez da equipa de Sérgio Conceição ficar perto de ampliar o resultado, quando Luis Díaz fica frente a frente com Ricardo Ribeiro, mas o guarda-redes natural de Moreira de Cónegos negou-lhe o golo. Dez  minutos depois foi Jorge Silva quem obrigou Marchesín a uma grande defesa.

Uma exibição que não deslumbrou mas que cumpriu o objetivo: somar três pontos e isolar-se ainda mais na liderança da Liga. O F.C. Porto está agora a seis pontos de distância do segundo classificado, o Benfica – somam 70 e 64 pontos, respetivamente.

O Boavista venceu o Santa Clara, com um golo solitário do central Lucas Tagliapietra, que não jogava desde fevereiro, aos 14’. Já o lanterna-vermelha, o Desportivo das Aves, saiu derrotado da receção ao Moreirense. Os cónegos venceram pela margem mínima, graças a um golo apontado por Fábio Abreu, aos 52’, confirmando a despromoção virtual do emblema de Vila das Aves à Liga Pro. A fama da equipa de Famalicão já teve melhores dias… É que somou a terceira jornada consecutiva sem vencer. Na receção ao Portimonense, os famalicenses viram Ricardo Vaz Tê marcar, aos 17 minutos, o golo da vitória algarvia.

No duelo de “Vitórias” ganharam os da casa – os vimaranenses. Num jogo em que houve mais expulsões (Leandrinho, aos 70’, Guedes, aos 90+3’ e Sílvio, aos 90+5’) que golos (Marcus Edwards, aos 29’ e Ouattara, aos 83’), o Vitória SC conseguiu os três pontos que voltam a lançar a equipa na luta pela Europa.

Num jogo com sete golos, os vilacondenses impuseram-se aos Guerreiros do Minho – Taremi bisou aos 34’ e 90+6’ (o segundo por marcação de grande penalidade), e Nuno Santos (35’) e Gelson Dala (41’) fecharam as contas para a equipa de Vila do Conde. Os arsenalistas ainda reduziram por intermédio de um bis de Paulinho (21’ e 81’) e um golo de Ricardo Horta (27’), mas não conseguiram evitar a derrota.

Belenenses e Tondela dividiram pontos depois de empatarem a uma bola. Os beirões inauguraram o marcador (Ronan, aos 9’) mas Cassierra restabeleceu a igualdade aos 39’. No jogo de encerramento da jornada, o Sporting somou a sua quarta vitória consecutiva, desta vez batendo o Gil Vicente por 2-1.

O melhor presente que os leões poderiam oferecer aos seus adeptos no dia em que celebraram o 114.º aniversário do clube, já que com estes três pontos se aproximaram do segundo classificado, o Benfica (estão agora a nove pontos), e se distanciaram do Braga, quarto, que tem menos cinco pontos. Depois de terem sido derrotados, na primeira volta, pelos gilistas (3-1) e sem poderem contar com Jovane Cabral, lesionado, os leões tinham diante de si um grande desafio – pode até dizer-se que foi um jogo equilibrado, com boas oportunidades de parte a parte e com um Sandro Lima em destaque, criando dificuldades do lado direito. Valeu Max, sempre atento.

O primeiro tento surgiu aos 21’, por Wendel, e o segundo já na segunda parte,  aos 49’, por Plata, já depois de Wendel ter falhado um golo certo.

Os barcelenses não desmoralizaram e Rúben Ribeiro, ex-sporting, ainda reduziu a desvantagem através da marcação de uma grande penalidade aos 90’.

Inês Barbosa/MS

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