Desporto

O amor e o ódio por Kobe Bryant

Nasceu no dia 23 de agosto de 1978, na Filadélfia, e faleceu no dia 26 de janeiro de 2020. A sua vida, embora terminada cedo demais, foi recheada de sucessos… e de algumas polémicas.

Foi em Lower Merion, um subúrbio da Filadélfia – e não numa universidade, como tão comumente acontece neste desporto -, que começou a dar nas vistas,  encerrando a sua trajetória no ensino secundário com 2.883 pontos, superando os recordes de Wilt Chamberlain e Lionel Simmons.

Em 1996, foi diretamente para o draft da NBA e acabou selecionado na 13ª escolha pelo Charlotte Hornets – no entanto, sem realizar qualquer partida, foi trocado por Vlade Divac para os Los Angeles Lakers e durante os seus 20 anos de carreira nunca abandonou a “Purple and Gold”, tornando-se no maior pontuador desta equipa.

Mas nem tudo são rosas: Kobe era extremamente competitivo, algo arrogante e com uma autoconfiança (quase) inabalável – essa ambição quase desmedida resultou em diversos atritos com vários jogadores, como são exemplo Shaquille O’Neal e Smush Parker.

Alguns dos seus maiores feitos:

O mais jovem

Com apenas 18 anos e 158 dias fez o seu primeiro jogo na NBA e tornou-se no jogador mais jovem a ser titular numa partida. Na sua segunda temporada tornou-se igualmente no mais jovem jogador a participar no All-Star Game – acabaria por ser escolhido para disputar esta competição mais 17 vezes, número superado apenas por Kareem Abdul-Jabbar (19), tendo sido considerado o MVP (Most Valuable Player) em 2002, 2007, 2009 e 2011 (mais um recorde, empatado com Bob Pettit).

81 pontos

No dia 22 janeiro de 2006, num jogo contra nada mais nada menos do que os Toronto Raptors, marcou 81 pontos. Tornou-se assim no segundo jogador a marcar o maior número de pontos numa única partida – o primeiro é Wilt Chamberlain, que marcou 100.

MVP e bicampeão olímpico

Em 2008, Kobe arrecadou a sua única distinção enquanto MVP na temporada regular da liga. No mesmo ano levaria ainda para os Estados Unidos a sua primeira medalha de ouro olímpica.

Nas temporadas de 2008-2009 e 2009-2010 foi o MVP das finais e na edição de 2012 dos Jogos Olímpicos repetiu o feito de Pequim, vencendo mais uma vez pela seleção norte-americana.

Quarto maior pontuador da NBA

Foi num jogo contra o Minnesota Timberwolves, em 2014, que atingiu os 32.293 pontos, ficando atrás de Kareem Abdul-Jabbar, com 38.387, e Karl Malone, com 36.928) e superando um outro grande nome do basquetebol – Michael Jordan, que terminou a carreira com 32.292 pontos. Curiosamente, cinco anos depois e já aposentado, Kobe viria a ser ultrapassado por LeBron James… na véspera da sua morte.

Três pontos

Bryant foi o primeiro jogador da NBA a marcar 12 triplos. O feito aconteceu em 2003, frente ao Seattle Supersonics.

Tricampeão

Aposentou-se com cinco títulos no currículo, sendo que três deles foram conquistados consecutivamente (1999-2000, 2000-2001 e 2001-2002).

Equipa ideal da NBA

Foi, por 15 vezes, parte integrante da “equipa ideal” selecionada pela NBA e 12 vezes membro da All-Defensive Team da mesma associação.

Um óscar!

E se acham que os prémios arrecadados por esta estrela ficam por aqui… desenganem-se: fora do mundo desportivo, Kobe recebeu, em 2008, um Óscar pela curta-metragem Dear Basketball – uma ótima sugestão para assistirem durante este período de isolamento social, caso ainda não o tenham feito.

Toda esta “história” não tem, porém, um final feliz: a 26 de janeiro, Kobe Bryant viria a falecer quando o helicóptero em que viajava se despenhou na cidade de Calabasas, Los Angeles. Uma das filhas do jogador, Gianna, também morreu neste acidente – também ela uma promessa do basquetebol feminino.

Já no passado sábado, dia 4 de abril, foi anunciado que Kobe Bryant fará parte da “classe de 2020” do Hall of Fame da NBA – a cerimónia acontecerá no dia 29 de agosto em Springfield, no Estado do Massachusetts. Esta data, no entanto, poderá estar sujeita a alterações devido à situação que vivemos atualmente.

Ao antigo basquetebolista dos Los Angeles Lakers juntam-se Kevin Garnett, Tim Duncan e Tamika Catchings, os treinadores Eddie Sutton, Rudy Tomjanovich, Kim Mulkey e Barbara Stevens, e ainda o dirigente Patrick Baumann.

Esta é sem dúvida uma bonita forma de se reconhecer, mais uma vez, o legado deixado por Kobe no basquetebol. Afinal, as lendas nunca morrem! Seja por as amarmos ou por as odiarmos… Se gostássemos todos do mesmo, o que seria do amarelo?

Inês Barbosa/MS

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