Desporto

Ninguém pára… o F.C. Porto!

Mais uma vitória dos dragões sobre o Benfica, que desta vez os levou a conquistar a Taça de Portugal. Depois de se terem sagrado campeões, os azuis e brancos alcançaram assim a dobradinha, numa partida em que ganharam por 2-1, graças a dois golos do central Chancel Mbemba. O golo das águias foi apontado por Vinícius, da marca dos onze metros, a seis minutos dos 90’. Mas há muito mais para contar…

 

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Futebol Clube do Porto, campeão 2019/2020. Foto: JN

 

O jogo aconteceu no Estádio Municipal de Coimbra e ainda que este estivesse despido de adeptos, devido à covid-19, o que não faltou foi “barulho”.

Assistimos a uma primeira parte de grande disputa, mas de fraca qualidade – convenhamos que o relvado também não ajudou à festa. Ambas as equipas mostraram alguma dificuldade não só em fazer circular a bola como também em criarem situações claras de perigo.

Nos primeiros 45 minutos, o maior destaque vai para um lance que aconteceu logo aos 3’: Marega recebe a bola de Corona, de costas para a baliza e com um toque de calcanhar devolve-a ao mexicano que, já dentro de área, tira Weigl da frente e remata de pé esquerdo para uma boa defesa de Odysseas.

Ponto importante: o F.C.Porto ficou reduzido a 10 jogadores ao minuto 38, depois de Luis Díaz ter visto o segundo amarelo e, consequentemente, a ordem de expulsão.

Sérgio Conceição protestou e no espaço de cinco minutos viu também dois cartões amarelos, acabando por abandonar o banco e “apanhar boleia” do colombiano.

Ainda que em inferioridade numérica, os azuis e brancos mostraram ter a pontaria mais afinada que os encarnados e souberam atacar a maior fragilidade do clube da Luz: as bolas paradas. Assim, com a segunda parte chegaram os golos… algo que aconteceu, literalmente, à cabeçada! Mbemba foi o herói (improvável) da noite, apontando um bis, aos 47’ e 57’. O nulo desfez-se após pontapé livre cobrado do lado esquerdo do ataque portista por Alex Telles: o guardião do Benfica aborda mal o lance, deixando a bola à mercê do congolês, que a cabeceou para uma baliza deserta.

10 minutos depois, novo cabeceamento certeiro do defesa central: Otávio marcou o livre, a defesa do Benfica aproveitou para dormir uma sesta, deixando Mbemba completamente sozinho e a ter apenas que, mais uma vez, cabecear o esférico para o fundo das redes do  grego-alemão.

Com uma vantagem de dois golos, o F.C. Porto tornou-se, obviamente, mais confiante e obrigou o Benfica a correr atrás do prejuízo. Apesar disso, o primeiro remate enquadrado com a baliza de Diogo Costa surgiu apenas aos 63 minutos, num lance que não faria com que os adeptos (se os houvesse) se levantassem da bancada. Ainda assim, Vinícius conseguiu fazer mais em dois minutos do que Seferovic em mais de uma hora.

A partir daqui, os dragões apostaram em Diogo Leite para formar uma linha de três defesas centrais e defender o resultado, enquanto que Nélson Veríssimo fez entrar Jota e Dyego Sousa.

Maior caudal ofensivo, que culminou na marcação de uma grande penalidade (por mão na bola de Diogo Leite), convertida com sucesso por Carlos Vinícius aos 84’.

Até ao apito final, o Benfica não desistiu de, pelo menos, levar o jogo para além dos 90 minutos, e Jota ainda fez tremer o poste da baliza portista – ainda assim a vitória não fugiu aos dragões, que mostraram a raça que tem vindo a faltar para os lados da Luz. 

Termina assim a que, muito provavelmente, será uma das épocas desportivas mais invulgares de sempre.

Para o ano há mais e (esperemos nós) melhor!

Inês Barbosa/Ms

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