Desporto

Golos que chovem a Pote’s

Foto: DR

 

Ajoelhem-se perante o líder que, ao que tudo indica, veio para ficar. O leão voltou a rugir… e com vontade! Uma goleada frente ao Vitória S.C. reforçou a liderança da equipa de Rúben Amorim, que agora tem mais quatro pontos do que o Braga e Benfica e mais seis do que o F.C. Porto.

Na cidade berço quem reinou foi o Sporting, que na realidade só não se colocou em vantagem logo no primeiro minuto porque o remate de João Mário foi direitinho à barra da baliza de Bruno Varela.

No entanto, não tardou até que a pressão exercida pelos leões se materializasse: aos 11’, Pedro Gonçalves (é claro), recuperou a bola no meio-campo e, após uma tabela com Sporar, assistiu Nuno Santos que, apesar de um mau domínio, conseguiu bater o guardião vimaranense. O  primeiro de quatro golos que viriam a destruir a que era, até ao momento, a melhor defesa do campeonato.

Este tento serviu de “alfinetada” à equipa de João Henriques, que a partir desse momento começou a aparecer mais na partida – mas não o suficiente para chegar ao golo. Pelo contrário, foi o conjunto verde e branco que, numa das várias cedências de espaço do Vitória, dilatou a vantagem já próximo do intervalo:  depois de uma boa combinação entre Pedro Porro e Sporar, o espanhol cruzou atrasado para a grande área e adivinhem quem lá estava? Isso mesmo: o “comandante” Pedro Gonçalves, que com uma pequena “ajuda” de Suliman fez o segundo desta noite chuvosa.

Já depois do Vitória ter visto um golo anulado por posição irregular de André André, os leões voltaram a marcar – ou, melhor dizendo, o rei leão bisou! O ex-Famalicão aproveitou um remate longo de Adán e, na cara de Bruno Varela, não facilitou e fez… “caPote”. É o sétimo golo do médio, que é agora o melhor marcador da prova. O jogo não terminaria sem novo golo leonino, desta vez apontado por Jovane Cabral, aos 74’.

Nulo numa partida equilibrada entre Belenenses e Rio Ave que, desta forma, ocupam agora o 13.º e quinto lugar, respetivamente.  Já o Tondela recebeu e venceu o Santa Clara – é o segundo triunfo consecutivo caseiro da equipa de Paco Ayestarán, que é 12.ª classificada. Os golos da vitória beirã foram marcados por  Salvador Agra (35’) e Mario González (67’).

Surpreendentemente, o Farense – que ainda não havia vencido esta temporada – bateu o Boavista, que na jornada passada bateu o Benfica, no Bessa, por 3-0. Ricardo Mangas e Miguel Reisinho testaram positivo à Covid-19 e falharam esta partida. Ryan Gauld marcou primeiro (22’), Angel Gomes ainda empatou aos 43’, mas os tentos de Stojiljkovic e Mancha, aos 50’ e 53’, deram os três pontos aos algarvios.

Famalicão e Nacional receberam e venceram por 2-1 o Marítimo e o Gil Vicente, respetivamente. Em Famalicão foi o conjunto insular quem se colocou em vantagem aos 12’, por Tagueu, mas a turma de João Pedro Sousa deu a volta ainda na primeira parte, com os golos de Babic (28’) e Valenzuela (32’). O mesmo aconteceu no Estádio da Madeira, com os gilistas a inaugurarem o marcador aos 45+5’, mas os tentos de Camacho e Bryan Rochez, aos 57’ e 90+3’ respetivamente, deram a vitória aos anfitriões. O grande protagonista da partida foi Daniel Guimarães, que para além de outras boas intervenções, defendeu dois penáltis.

No Estádio do Dragão o herói da noite foi, sem margem para dúvidas, Sérgio Oliveira. Com duas assistências e um golo, o médio foi fundamental para os dragões darem a volta ao resultado – começaram a perder, quando aos 14’ Beto fez, de cabeça, o golo dos algarvios. No entanto, já em cima do intervalo, Mbemba restabeleceu a igualdade, também de cabeça. Taremi, que rendeu Uribe, viria a estrear-se a marcar, aos 46’ – mais uma vez, à cabeçada!

A partir daqui, o Portimonense equilibrou mais o jogo – no entanto, sem criar oportunidades claras de golo. Sérgio Oliveira, o homem do jogo, estabeleceu o resultado final aos 89’, marcando de pé direito. O F.C. Porto é agora quarto classificado, com 13 pontos.

Quem também começou a perder, em casa, foi o Benfica… mas aqui não houve reviravolta. Os encarnados até entraram pressionantes e à procura do golo – aos 10’, Vertonghen tentou a sorte num pontapé de bicicleta dentro de área mas Matheus respondeu à altura -, mas viram-se em desvantagem aos 39’. Castro intercetou o passe de Otamendi, colocou a bola em Iuri Medeiros e o extremo rematou em jeito para fora do alcance de Vlachodimos, desfazendo o nulo.

Na segunda parte, os bracarenses só precisaram de cinco minutos para chegar ao 2-0: Al Musrati, com um grande passe, isola Francisco Moura que atira e estreia-se a marcar na I Liga.

Como já vem sendo hábito, o Benfica foi ficando cada vez mais e mais ansioso, não encontrando o caminho para a baliza minhota. Na realidade, a “força” só chegou depois de um lance, no mínimo, caricato: aos 63’, após uma bola longa do Braga, um desentendimento entre Otamendi e Vlachodimos deixa Francisco Moura antecipar-se e, com a baliza deserta, atirar a contar e bisar na partida.

A partir daqui, o Benfica parecia ter “renascido”: Seferovic também bisou (aos

68’ e 85’) e esteve perto de ainda marcar o golo do empate, no último minuto da partida, mas o lance foi anulado por fora de jogo do suiço. A equipa de Jorge Jesus soma assim a segunda derrota consecutiva na competição e, mais uma vez, voltou a sofrer três golos.

Dizem que à dúzia é mais barato…

Inês Barbosa/MS

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