Futebol

Se ele fez, eu vou fazer igual!

Parece que Benfica e F.C. Porto decidiram ser “macaquinhos de imitação” um do outro nesta jornada: os encarnados começaram por empatar a uma bola na visita ao V. Setúbal e, mais tarde, o F.C. Porto iria replicar este resultado na receção ao Rio Ave. Estarão as duas equipas na disputa pelo segundo lugar?

Nem dois penáltis assinalados a favor da equipa de Bruno Lage foram suficientes para que o ex-líder do campeonato conseguisse sair de Setúbal com três pontos: a falta de intensidade nos primeiros 45 minutos jogados no Estádio do Bonfim aliada aos sucessivos erros do Benfica fazia com que os da casa apenas necessitassem de se manter bem organizados defensivamente para não sofrerem golo. Quando o intervalo chegou, contava-se apenas uma ocasião de golo para cada um dos lados. Bocejos não faltaram.

A segunda parte mostrou uma “cara” diferente: aos 46’, Zequinha colocou o esférico em Carlinhos que, já dentro da grande área benfiquista, dominou e rematou de pé direito para o fundo das redes. Estava assim desfeito o nulo – situação que não se arrastou durante muito tempo, já que na marcação de um canto Semedo acerta com o cotovelo no rosto de Rúben Dias. Um lance bastante confuso, onde ficou por perceber esta atitude do central sadino, visto que a bola não ia para o local onde estes se encontravam. Mas adiante: grande penalidade marcada a favor do Benfica, que Pizzi converteu com êxito e que trouxe novo alento à equipa. Já com Rafa em campo por troca com Chiquinho, as águias voltaram a gritar golo, mas o lance foi invalidado por fora de jogo de Vinícius. Pouco depois, tiveram nova oportunidade de se colocarem em vantagem a partir da marca dos onze metros, depois de mão na bola de Artur Jorge num remate de Grimaldo – acontece que o fantasma que tem vindo a assombrar Pizzi voltou, e o médio atirou ao lado.

O resultado não se alterou até ao apito final e quando esse chegou os festejos ouviram-se… no Dragão! No entanto a festa foi feita cedo demais… é que os dragões também não foram além do empate frente aos vilacondenses, quebrando uma série de seis vitórias consecutivas azuis e brancas no campeonato.

Logo aos 5’, Corona cruza do lado direito do ataque portista, servindo Sérgio Oliveira que, de cabeça, por pouco não inaugurou o marcador – valeu Kieszek. O guardião vilacondense voltou a negar o golo, aos 18’, num primeiro momento, a Danilo – na recarga, Nakajima serve Mbemba, que não desperdiçou a oportunidade. 1-0 no Dragão e “This Girl” nos altifalantes.

Porém, dois minutos após a primeira meia-hora de jogo, a equipa de Carlos Carvalhal viria a anular a vantagem portista: Diogo Figueiras e Mehdi Taremi construíram uma boa jogada que acabou com o avançado iraniano a atirar rasteiro e a bater Marchesín.

Taremi muito tem contribuído para o ciclo positivo que a equipa de Vila do Conde atravessa (são já nove jogos seguidos sem perder): Mehdi soma já oito golos marcados na Liga, dois na Taça da Liga e um na Taça de Portugal. Não se espera, no entanto, que o internacional iraniano continue pelo Rio Ave além desta época.

Esta partida não terminou sem antes haver um lance polémico: aos 78’, Kieszek defende para a frente um remate de Sérgio Oliveira, trava a recarga de Soares mas não consegue evitar que a tentativa de Marega acabe no fundo das redes. Artur Soares Dias esperou (mais de seis minutos) pela confirmação do VAR, acabando por anular o tento por fora de jogo de Soares – por três centímetros, mais precisamente.

O terceiro classificado, o Braga, saiu vitorioso da receção ao Portimonense – Trincão (31’), Raúl Silva (45’) e Ricardo Horta 47’ marcaram pela (agora) equipa de  Custódio, enquanto Boa Morte reduziu pelos algarvios aos 90+4’.

Também o ex-treinador dos Guerreiros do Minho, Rúben Amorim, se estreou a vencer ao comando dos leões: a jogador contra apenas nove – expulsão de Rúben Macedo (11’) e Luiz Fernando (20’) – a equipa de Alvalade ainda tardou a chegar aos golos. O primeiro surgiu aos 62’, quando Wendel cruza para Sporar que, de cabeça, conseguiu finalmente derrubar a muralha avense. O segundo golo não tardou a chegar: passados apenas cinco minutos, Afonso Figueiredo usa a mão para desviar um cruzamento de Jovane e Manuel Oliveira assinalou de imediato grande penalidade. Vietto foi chamado à cobrança e não vacilou, estabelecendo assim o resultado final desta partida jogada com muita calma e com boa gestão por parte dos leões (chegaram a ter cerca de 80% de posse de bola). Devagar se vai ao longe…

O Tondela – Boavista e o Gil Vicente – Santa Clara acabaram ambos empatados a uma bola. Ronan marcou pelos beirões aos 25’ e Gustavo Dultanto, passados três minutos, pelos axadrezados. Já em Barcelos foi Kraev quem inaugurou o marcador aos 49’ e Thiago Santana restabeleceu a igualdade aos 74’.

Também empatado mas sem golos terminou o Belenenses – Famalicão – equipas que ocupam o 13.º e 7.º lugar, respetivamente.

O Moreirense somou o sexto jogo sem perder – venceu, por 2-0, o Marítimo. Os golos foram apontados por Fábio Abreu, aos 26’, e Filipe Soares, aos 53’.

Por fim, o Vitória de Guimarães foi ao Estádio da Capital do Móvel vencer os pacenses por 2-1. A equipa da casa até começou a vencer, com um tento de Hélder Ferreira aos 10’, mas os visitantes deram a volta com um bis de Teixeira aos 47’ e 66’. Os vimaranenses estão a apenas um ponto do quinto classificado, o Rio Ave, e recebem, na próxima jornada, o Sporting.

Inês Barbosa

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