Futebol

Resumo da 15ª jornada. Alguém se esqueceu de pedir vitórias ao comer as 12 passas…

A estreia de Daniel Ramos, que veio substituir Lito Vidigal no Boavista teve sabor agridoce: a partida frente ao Portimonense terminou empatada. Nikola Stojiljkovic, aos 67’, colocou os axadrezados mas Dener, aos 90+4’, restabeleceu a igualdade. Aylton ainda marcou, mas viu o tento ser anulado pelo VAR – estava em posição irregular por oito centímetros.

O Boavista é agora oitavo, com os mesmos 19 pontos que o Rio Ave, Tondela e V. Setúbal. Já o Portimonense, com claras dificuldades em criar lances de perigo, apesar de ter somado um ponto, não consegue apagar o facto de apenas contar com duas vitórias na competição. Caiu para o 17.º posto – o primeiro abaixo da linha de despromoção.

E por falar em fundo da tabela… O Desportivo das Aves continua a escavar o seu já tão fundo buraco. A jogar em casa, viu Fábio Cardoso, aos 64’ e de cabeça, marcar o golo que daria a vitória ao Santa Clara – vitória essa que já escapava há sete jornadas.

Os avenses continuam no último lugar, com seis pontos, enquanto que o Santa Clara subiu uma posição – é 14.º, com 17 pontos.

Também com 17 pontos e em 13.º lugar ficou o Moreirense, nesta jornada – o tombo de duas posições aconteceu depois da equipa de Moreira de Cónegos ter saído derrotada da deslocação à Capital do Móvel. Mais uma estreia amarga – desta vez para Ricardo Soares. Os pacenses marcaram o golo da vitória aos 15’, por Bruno Santos, e assim conseguiram abandonar a zona de despromoção – são agora 16.º, com 14 pontos.

Vamos então a mais uma estreia. E por esta ninguém (ou quase ninguém) esperava… Rúben Amorim estreou-se com uma grande goleada no Jamor – nada mais nada menos que 1-7. O relógio marcava 22 minutos de jogo e os minhotos já venciam por três: Ricardo Horta abriu o marcador aos 8’, Trincão aumentou a vantagem aos 19’ e o bis de Horta chegou aos 22’. Varela, aos 32’, ainda reduziu para a equipa comandada por Pedro Ribeiro, mas um golo de João Palhinha aos 45’ fez com que os Guerreiros do Minho fossem a vencer por 1-4 para intervalo.

Foram precisos apenas três minutos, após retoma da partida, para que o Braga voltasse a marcar, desta vez por intermédio de Paulinho. Até final, houve ainda tempo para a expulsão de Robinho (75’) e ainda para mais um “bis” – Rui Fonte, aos 84’ e 90+1’, fechou as contas desta noite de sonho para o emblema minhoto e para o seu novo treinador.

O Belenenses caiu uma posição, ocupando agora o 15.º posto com 15 pontos, enquanto que o Braga subiu duas – é sexto, em igualdade pontual com o Vitória de Guimarães, que saiu derrotado na receção ao Benfica.

Fazendo jus à tradição (não estivéssemos nós em época disso mesmo) o Benfica não teve tarefa fácil em Guimarães mas conseguiu trazer de lá os três pontos, somando o 12.º triunfo consecutivo nesta competição. O único golo da partida, marcado por Cervi aos 23’, foi um dos poucos momentos em que os encarnados conseguiram ultrapassar a muralha do Berço. Os vimaranenses conseguiram dominar em várias ocasiões, remataram em dobro, mas faltou-lhes eficácia. Tudo isto numa partida em que as emoções estiveram à flor da pele – e não pelos melhores motivos. Nota para a expulsão de Rochinha, aos 90+5’, por acumulação de amarelos. O Benfica segue líder e o Vitória Sport Clube mantém o quinto lugar.

Em Tondela, foram os da casa quem inaugurou o marcador, logo aos cinco minutos, por Ricardo Alves. No entanto, passados apenas 10 minutos, Baraye fez o gosto ao pé e colocou a partida novamente em igualdade. Aos 56’, Pepelu ainda desperdiçou uma grande penalidade a favor dos beirões. Este empate coloca o Tondela na 9.ª posição e o Gil Vicente em 11.º, com os mesmos 18 pontos que o Marítimo, que venceu o Rio Ave em Vila do Conde. O tento, cobrado através da marca dos onze metros, foi apontado por Getterson, aos 82’. A derrota custou aos vilacondenses a descida para o sétimo lugar.

Dia 5 de janeiro foi dia de clássico. 11 anos depois, os dragões venceram em Alvalade, por 1-2. Esta foi também a primeira vitória de Sérgio Conceição no reduto do leão. Mas vamos a factos: a partida começou praticamente com o golo de Marega – Corona colocou o esférico no maliano que, em boa verdade, nem precisou de se esforçar muito. A defesa leonina pareceu nem querer “fazer-lhe frente” e a (má) receção que fez ao passe do mexicano foi quase suficiente para inaugurar o marcador. A indecisão de Luís Maximiano também “ajudou à festa”. Ainda antes do intervalo – e já com o Sporting a conseguir “jogar o jogo” do F.C. Porto -, surge o empate. Aos 44’, Vietto fez um passe perfeito para Acuña e o argentino não desperdiçou-  rematou forte e bateu Marchesín. Na segunda parte assistiram-se a várias oportunidades leoninas, mas golos… nem vê-los. E como tão bem diz o ditado, quem não marca arrisca-se a sofrer. E foi exatamente isso que aconteceu: Alex Telles marcou o canto, Doumbia ficou a jogar às estátuas e Tiquinho Soares, avançado que é, não falhou ao que lhe é “exigido” – a oportunidade surge, o golo acontece. Cabeceou a bola para dentro da baliza sportinguista, marcando o golo da vitória. Falta, sem dúvida, muita garra a estes leões. Longe vão os tempos de reinado nesta selva…

Não fosse isso suficiente, ainda se viram ultrapassados pelo Famalicão, que venceu por 3-0 o Vitória de Setúbal (golos de Pedro Gonçalves, aos 24’, Anderson, aos 63’ e Racic, aos 84’), recuperando assim o terceiro lugar na Liga, agora com 27 pontos.

Alguém chame os caça-fantasmas para ajudar a equipa de Alvalade…

Inês Barbosa

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