Futebol

Quente, quente, quente!

E quando menos se esperava… o improvável aconteceu. O Futebol Clube do Porto deixou-se empatar frente ao Rio Ave e vê o seu rival direto, o Benfica, dar dois passos – que é como quem diz pontos – de avanço na corrida ao título de Campeão Nacional. A história começa a aquecer e toda a gente quer um lugar na fila da frente para não perder pitada do que por aí vem!

O jogo inaugural da 31ª jornada da I Liga deu o mote para o que viria a ser uma ronda rica em emoções.
Na partida que opôs vila-condenses e dragões, foi aos 18 minutos que Otávio cruzou, quase que de forma “teleguiada”, para Brahimi que abriu o marcador. Apenas quatro minutos depois, Marega remata, a bola bate em Junio e trai Leo Jardim – estava feito o 0-2.

Apesar de ressentido pelos dois golos sofridos, o Rio Ave ia mostrando que não se iria deixar derrotar assim tão facilmente – já perto do final da primeira parte Tarantini surge a cabecear ao segundo poste e a bola acaba por sair ao lado da baliza de Casillas.

O intervalo fez bem à equipa dos Arcos que esteve perto de reduzir a desvantagem logo no início da segunda parte – numa oportunidade flagrante, Junio serve Bruno Moreira e este cabeceia para fora. Eis que, quando tudo parecia controlado, o jogo se transformou num filme de terror para os azuis e brancos – nos últimos cinco minutos da partida o Rio Ave conseguiu chegar ao empate – primeiro, por Nuno Santos (85’) e depois por Ronan (90’).
Falta de tranquilidade, de comunicação, erros quase de principiante… tudo contribuiu para que a equipa liderada por Sérgio Conceição se apresentasse muito diferente daquilo a que estamos habituados.
Este resultado provocou uma enorme ira nos adeptos do clube portista – o macaco até pode gostar de bananas… mas não na “sua” equipa!

O Portimonense recebeu e venceu o Feirense por 1-0, com o único golo da partida a ser apontado por Tabata aos 37 minutos. A equipa algarvia está agora oito pontos acima dos lugares de descida. Não tão tranquilo está o Santa Clara que, na receção ao Vitória de Setúbal, não foi além do empate sem golos. A permanência na I Liga poderia estar matematicamente, assegurada caso o Chaves não tivesse vencido o Nacional por 4-1. Depois de dois meses, os flavienses conseguiram finalmente vencer em casa com um golo de Luther Singh aos 64’ e com um hat-trick de William (10’, 22’ e 86’). O golo dos madeirenses foi apontado por Camacho aos 19’. O Tondela foi a casa do Marítimo perder por duas bolas a zero – um duelo de aflitos em que o Marítimo acabou por somar importantes pontos para a permanência na I Liga.

No encontro entre Desportivo das Aves e Belenenses duas grandes penalidades convertidas por Rodrigo Soares (60’) e Falcão (79’) e um pontapé certeiro de Rúben Oliveira (90’) valeram a vitória aos avenses.

O Sporting deu a volta à derrota sofrida em Guimarães há quatro meses e venceu por 2-0 em Alvalade. A equipa fez uma boa exibição – os quatro tentos que embateram no ferro só na primeira parte são prova disso mesmo. Apesar disso, os leões ainda sentiram algumas dificuldades no início da partida com um Vitória que entrou bem no jogo, apostando na profundidade nos corredores e na superioridade no meio-campo através dos seus laterais.
No entanto, a partir do momento em que Bruno Fernandes recuou para junto de Wendel o Sporting assumiu o controlo do jogo – as oportunidades surgiam com naturalidade e fluidez, não dando descanso a Miguel Silva. O Sporting tanto ameaçou que acabou mesmo por chegar ao golo, por Raphinha, num lance muito contestado pelos vimaranenses.

O intervalo não abrandou o ritmo e querer da equipa de Keizer que viria a chegar ao segundo golo através de Luiz Phellype, aos 51’.
Apesar de, a partir deste momento, se ter registado um decréscimo de intensidade, o jogo foi, sem dúvida e até ao final, do Sporting.

Os vimaranenses mantiveram a sexta posição, a quatro pontos do Moreirense que, apesar da derrota frente ao Boavista por 1-3, ocupa a quinta posição e que deverá, assim, ter acesso à Liga Europa.
Na Pedreira, apesar do triunfo, a partida não começou da melhor maneira para os encarnados. A equipa de Bruno Lage – muito provavelmente pela pressão do empate sofrido pelo Porto no início da jornada – entrou mais do que nervosa. Os erros sucederam-se e, aos 33 minutos, Fransérgio encontrou uma “autoestrada” só para si – acelerou e só foi travado por Rúben Dias, dentro da área. Penálti assinalado e convertido por Wilson Eduardo. Com o dobro dos remates e o triplo dos cantos, a primeira parte pertenceu aos Guerreiros do Minho. Não me perguntem o que é que as águias petiscaram no intervalo – o que é certo é que resultou. Aos 57 minutos, e já depois de ter rematado ao poste, João Félix cai na área e, numa grande penalidade muito contestada, Pizzi abre o marcador. Aos 64’, mais um penálti para o Benfica, desta vez por mão de Bruno Viana, convertido novamente por Pizzi. Foram precisos apenas mais três minutos para que Rúben Dias surgisse na área e, de cabeça, fixasse o marcador em 1-3.
Para além do pontapé de bicicleta de Dyego Sousa – que por pouco não deu golo – não se viu muito Braga na segunda parte do jogo. Abalados, muito provavelmente pela tão rápida reviravolta no marcador, os bracarenses ainda viriam a sofrer o quarto golo (e que golo!), por Rafa, já em cima dos 90 minutos.
Os “miúdos de Lage” apanharam todas as pedras no caminho e construíram o caminho para a liderança isolada do campeonato.

Faltam agora três “finais” – seriam capazes de arriscar qual será o desfecho?

Inês Barbosa

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