Futebol

(Quase) tudo igual na 11ª jornada da Liga

A jornada abriu com um pouco surpreendente Aves – Gil Vicente, onde os gilistas levantaram a crista e venceram a partida por duas bolas a uma. Um bis do decisivo Yves Baraye, aos 35’ e 43’, valeu a subida dos galos até ao meio da tabela. A única resposta dos avenses surgiu ainda antes do intervalo, aos 45-1’.

Seguiu-se a vitória dos vilacondenses sobre os sadinos por 1-0. Num jogo bastante dividido, a “sorte” sorriu aos primeiros – graças a um golo solitário de Carlos Mané aos 38’ ( Filipe Augusto falhou uma grande penalidade aos 61’), o Rio Ave ascendeu ao 6º lugar, com 15 pontos, enquanto que o Vitória de Setúbal é agora 12º, com 12 pontos, continuando a ser o pior ataque da Liga, com apenas três golos marcados.

No sábado (9), no Estádio de São Miguel, jogou-se pelos Açores. “Hoje jogamos com o nome das nove ilhas e da diáspora nas costas. (…) algumas das camisolas que utilizamos hoje serão leiloadas, sendo os lucros das vendas doados às ilhas lesadas pelo Furacão Lorenzo”, informou o Santa Clara, no Facebook, depois dos nomes nas camisolas dos jogadores da equipa da casa terem sido substituídos pelos nomes das ilhas do arquipélago dos Açores. A inspiração açoriana valeu-lhes o primeiro golo do encontro, aos 17’, por Carlos Júnior. As águias estiveram sem força nas asas durante toda a primeira parte e só conseguiram levantar voo a partir do momento 54’, quando o recém-lançado Vinicius encostou ao segundo poste após cruzamento de Pizzi. O apito final já estava próximo e ambas as equipas encontravam sérias dificuldades em construir lances de perigo. No entanto, aos 78’, o contorcionista Pizzi acabaria por dar a cambalhota no resultado que permitiu ao Benfica continuar na liderança do campeonato.

Apesar de ter estado a vencer por 3-0 (Fábio Martins aos 18’, Racic aos 32’ e Toni Martínez aos 64’), o Famalicão acabou mesmo por não ir além do empate a três bolas frente ao Moreirense (Luís Machado aos 66’, Pedro Nuno aos 79’ e Steven Vitória aos 85’, de grande penalidade) e viu a distância para o segundo lugar aumentar. Fantástica recuperação da equipa de Moreira de Cónegos.

Para além da chuva de golos, a partida ficou também marcada por duas expulsões, uma delas já após o apito final: Nehuén Pérez viu o vermelho direto após dura entrada sobre Luís Machado e Felipe Soares, aos 90+11’, pouco depois de ter desperdiçado o que seria o 4-3 para os cónegos, viu o segundo amarelo.

Empatado terminou também o Marítimo – Portimonense: a equipa visitante foi a primeira a marcar, aos 40’, por Lucas da Silva e a resposta madeirense só surgiu na segunda parte por Getterson (71’). O Marítimo é agora 14º, com 11 pontos, enquanto que o Portimonense permanece 16º, com oito.

O penúltimo classificado Paços de Ferreira, apesar de ter estado mais de 25 minutos em inferioridade por expulsão de Jóbson Gonzaga aos 65’, venceu o Tondela, por 1-0, com golo de Pedrinho aos 15’. Também a equipa visitante se viu reduzida a 10 jogadores aos 90+5’, por expulsão de Philipe Sampaio.

Os eternos rivais Vitória SC e Braga defrontaram-se no domingo (10), em casa dos vimaranenses, num encontro (como não poderia deixar de ser) com as emoções bem à flor da pele. Apesar de ter sido rica em posse de bola, a equipa de Ivo Vieira não conseguiu criar lances perigos e muito menos concretizar. Numa espécie de Natal antecipado para os adeptos bracarenses, a vitória do Braga no D. Afonso Henriques começou a ser construída aos 24’, depois de um cruzamento rasteiro de Esgaio e finalização de Paulinho. Confortável, a equipa de Sá Pinto voltou a marcar através de um remate de fora de área de Galeno, aos 71’. O Vitória Sport Clube conseguiu, apesar da derrota, manter o quinto lugar, enquanto que o  Braga é agora 9º, com 15 pontos.

Em Alvalade os golos que valeram a vitória dos leões sobre o Belenenses só surgiram na segunda parte, ambos por Vietto. A incapacidade leonina em construir jogadas de perigo nos primeiros 30 minutos de jogo resultou em várias “levas” de assobios. Com as entradas de Rafael Camacho, Doumbia e Luiz Phellype a intensidade e ritmo de jogo melhoraram, mas as oportunidades continuavam a não querer aparecer. Só aos 74’ é que Vietto, num pontapé canhão indefensável, inaugurou o marcador. O pé nem chegou a “arrefecer”: passados apenas sete minutos, o avançado bisou e permitiu ao Sporting regressar às vitórias, após deslize em Tondela.

No fecho desta 11ª jornada tivemos o dérbi da cidade invicta: o Boavista – Porto. No Bessa, a vitória azul e branca teve assinatura de Alex Telles, que marcou o único golo (e que grande golo) do jogo aos nove minutos. O Boavista teve uma boa oportunidade de empatar, aos 28’, mas Ricardo Costa atirou por cima. Um duelo que contou com oportunidades para ambos os lados – ainda que pela margem mínima, o triunfo portista no Bessa foi bem merecido, já que os axadrezados esmoreceram na segunda metade da partida e não se mostraram capazes de operar mudanças no marcador. Diogo Costa (que substituiu Marchesin, afastado por castigo) teve uma noite relativamente tranquila. Já perto do apito final, Zé Luís viu o poste negar-lhe o 2-0, após ter “arrumado” com dois defesas. Nova vitória, novo alento e, ao que parece, uma maior união entre os dragões que assim mantiveram o segundo posto, a dois pontos do líder Benfica.

Inês Barbosa

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