Futebol

O braço de Ferro

A luta pelo título continua a ferro e fogo: mas, ao que parece, o fogo do dragão é mais forte que o ferro das águias… É o que dá meter o “braço” onde não se é chamado!

No “pódio invertido” tudo na mesma, já que todos saíram derrotados dos seus encontros – primeiro, o Paços de Ferreira, 16.º, perdeu frente ao Boavista. O único golo da partida foi apontado por Ricardo Costa aos 35’.

A jogar em casa, o Sporting esteve a perder mas conseguiu dar a volta e vencer o Portimonense por 2-1.  Os leões pareciam estar a jogar em câmara lenta e os algarvios souberam aproveitar essa passividade: aos 26’, Jackson Martínez tira do lance Luís Neto e remata colocado para golo.  A equipa de Alvalade viria a alcançar a igualdade num lance de bola parada: Mathieu bateu de forma exímia o livre apontado à entrada da área. Até ao intervalo, ainda houve um par de boas ocasiões para ambos os lados, por Jackson e Sporar, embora a partida tenha mesmo seguido empatada para o descanso.

Foi ao minuto 72, já com um Sporting mais “vivo” em campo, que se deu a cambalhota no marcador: Acuña cruzou, Jovane cabeceou e Jovane acabou mesmo por marcar na própria baliza.

Este regresso às vitórias permitiu aos pupilos de Silas recuperar o terceiro lugar, agora com um ponto de vantagem sobre o SC Braga. Já o Portimonense somou a quarta derrota consecutiva, permanecendo em penúltimo, com pontos.

Finalmente, em (mais uma) noite para esquecer, o Aves, 18.º, foi goleado em casa pelo Rio Ave – Taremi inaugurou o marcador da marca dos onze metros aos 21’, Bruno Morais marcou autogolo aos 48’, Ricardo Monteiro fez o 3-0 aos 76’ e Diego Lopes, novamente numa grande penalidade, selou o resultado final aos 90+2’. Os vilacondenses saltaram assim do sexto para o quinto lugar da Liga.

O óscar de maior surpresa desta jornada vai para o Famalicão – Vitória SC, que terminou com um surpreendente 0-7 no marcador. Golos de Bruno Duarte (5’), João Carlos Teixeira (14’, 54)’, Marcus Edwards (49’), (79’), Pêpê (52’) e Davidson (67’) construíram a maior goleada da época na I Liga, numa partida em que os conquistadores ainda beneficiaram da expulsão de Anderson, aos 26’. A equipa sensação desta edição caiu com estrondo para o sexto lugar, enquanto que os vimaranenses (dizer de onde vieram e para onde foram).

No Estádio do Jamor o Belenenses não se conseguiu impor ao visitante Santa Clara – Guilherme Schettine, aos 44’, e Carlos Júnior, aos 45+3’, foram os autores dos tentos açorianos.

O Gil Vicente pôs um ponto final numa série de sete vitórias do Braga, sob o comando de Rúben Amorim (cinco na I Liga e duas na Taça da Liga), empatando a duas bolas na Pedreira.

Ricardo Horta, aos 12’, e Esgaio, aos 22’, marcaram pelos Guerreiros do Minho, enquanto que Carvalho bisou pelos gilistas aos 65’ e 85’. Note-se que o Braga se viu reduzido a 10 jogadores com a expulsão de Bruno Viana aos 41’.

Do frente a frente entre FC Porto e Benfica resultou uma redução pontual dos azuis e brancos face ao primeiro lugar ocupado pelos encarnados – estão agora a quatro pontos.

Os dragões já haviam vencido as águias na Luz, por 2-0, e nesta partida – bem jogada de ambos os lados – houve uma mão cheia de golos, muitos nervos à flor da pele e uma boa dose de polémica. O FC Porto começou por assumir o controlo do jogo e, aos 10 minutos, Sérgio Oliveira inaugura o marcador para o FC Porto. O Benfica viria a responder oito minutos depois – Marchesín defendeu um cabeceamento de Chiquinho mas, na recarga, Vinícius coloca o esférico no fundo das redes azuis e brancas. Jogo novamente empatado no Dragão. Aos 34’, a grande polémica (entre tantas outras) deste encontro: Sérgio Oliveira bateu o livre, Soares cabeceou e aí deu-se literalmente o “braço de Ferro” – o defesa estava de costas para o lance, parece ter sido empurrado pelo avançado portista, mas o árbitro Artur Soares Dias, após consulta do VAR, apontou mesmo para a marca de grande penalidade, que Alex Telles converteu com sucesso.

O Benfica parecia, no entanto, não querer desistir desta luta de titãs – tanto que, na ânsia de evitar novo golo portista, Rúben Dias, ao tentar intercetar um cruzamento de Marega, acabou por colocar o esférico na baliza de Vlachodimos. Estava feito o 3-1.

Cinco minutos após o retorno do intervalo, Carlos Vinícius rematou cruzado e reduziu a desvantagem. Aos 67’ o Benfica ainda esteve perto de alcançar novamente a igualdade, no entanto o resultado não mais se alterou até ao apito final.

Em Tondela, beirões e verde-rubros anularam-se numa partida sem golos. Ocupam, respetivamente, o 11º lugar, com 24 pontos, e o 14.º lugar, com 21 pontos. Também em Moreira de Cónegos não se foi além do empate, mas pelo menos ainda deu para se gritar golo: Éber Bessa marcou pelos sadinos aos 12’ e só no quarto minuto de compensação – e com direito a assistência do guarda-redes Pasinato – Fábio Abreu anulou a desvantagem e dividiu os pontos.

Inês Barbosa

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