Futebol

Liga Europa: Benfica segue em frente

Benfica 3 - Dinamo Zagreb 0 (a.p.)

Chamaram os atores principais e as cortinas do palco europeu continuam abertas.
Jonas e Grimaldo saltaram do banco para indicar (com golos) o caminho do apuramento, e pelo meio também Ferro, cada vez mais influente, mostrou vontade de continuar nestas andanças. Com Pizzi igualmente em destaque, o Benfica garantiu a passagem aos quartos de final.

Fiel não só à identidade que está a tentar construir, mas também à hierarquia de objetivos, Bruno Lage apresentou um «onze» com muitas novidades, com destaque para a estreia a titular de Jota.
Claro que o Benfica queria ultrapassar o Dinamo, mas procurando comprometer o mínimo possível aquilo que está delineado para a difícil visita a Moreira de Cónegos, no próximo domingo (17).

Os treinadores costumam dizer que só pensam um jogo de cada vez, mas Lage não poupou na gestão, e isso, por mais compreensível que seja, teve impacto na prestação do Benfica na primeira parte.

Com o Dinamo ainda mais remetido para a sua organização defensiva, o Benfica recuperou erros de Zagreb, sobretudo nesses primeiros 45 minutos. O domínio territorial não teve proporção direta nas oportunidades de golo, muito por culpa da dificuldade para avançar em largura para depois então conseguir jogar por dentro.
Só quando conseguiu encontrar Pizzi no corredor central é que conseguiu criar perigo. Primeiro com um remate do próprio, e depois a assistir uma tentativa de Rafa que Livakovic também defendeu.

A primeira jogada de perigo da segunda parte pertenceu ao Dinamo, com Olmo a rematar para defesa apertada de Vlachodimos (52’), mas logo na jogada seguinte o Benfica mostrou que tinha argumentos diferentes. Lançados ao intervalo, Grimaldo e Jonas dividiram a resposta encarnada. O brasileiro atirou contra um defesa, o espanhol rematou à figura de Livakovic.

O perigo foi relativo, mas o Benfica embalou aí para uma exibição mais acutilante, ainda que nem sempre esclarecida. Finalmente com um lateral a criar desequilíbrios, e agora com alguém em sintonia com a baliza.
Jonas, claro. Ele que até vai falhar a primeira mão dos quartos de final por castigo, mas foi dele o golo que empatou a eliminatória, ao minuto 71, e mais dois ou três remates que ameaçaram arrumar a questão sem necessidade de fazer horas extraordinárias.

Teria sido benéfico para a gestão de Lage, mas o Benfica teve mesmo de ir a prolongamento, para ao minuto 94 colocar-se em vantagem na eliminatória com um golo fantástico de Ferro.

O mais difícil parecia alcançado, mas o Dinamo podia ter virado as contas novamente a seu favor, não fosse o falhanço incrível de Gojak (97’).
Pouco depois Stojanovic comprometeu a esperança croata, com dois amarelos seguidos por protestos (104’), e o Benfica aproveitou para arrumar a questão com um pontapé de Grimaldo que, dado o efeito que levava, deixou Livakovic pregado ao relvado (105’).

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