Futebol

Leões e Famalicenses no topo da Liga

As voltas que a vida dá… E nem o futebol se safa! A terceira jornada da Liga trouxe consigo algumas surpresas e, no final das contas, os lugares cimeiros da tabela classificativa são, agora, ocupados pelo Sporting e pelo Famalicão, ambos com sete pontos.

Mas já lá vamos. Comecemos pelo início: o “tiro” de partida deu-se com o Vitória de Setúbal – Moreirense que acabou empatado e sem golos. Apesar do resultado, a primeira parte foi recheada de oportunidades para ambos os lados. Quem não quis perder este encontro foi José Mourinho – presença assídua nas bancadas sadinas, será que o treinador português é, afinal, a asa negra do clube? O melhor era tirar as dúvidas…

Por falar em empates, esta foi, sem dúvida, uma jornada rica em “igualdades”. Senão vejamos: também empatado terminou o encontro entre o Boavista e o Paços de Ferreira, desta vez com um golo de cada lado. Os axadrezados foram os primeiros a marcar, por Heriberto (12’) mas apenas cinco minutos depois Marco Baixinho restabeleceu a igualdade, através da marca de grande penalidade.

Mais uma  “moedinha”, mais um empate: Santa Clara e Belenenses. Aqui podemos assumir que o resultado ficou a zeros muito por “culpa” de Koffi. Uma verdadeira muralha que fez frente aos açorianos, que foram superiores.

Em Barcelos, não só tivemos mais um empate como também tivemos um apagão pelo meio.

Depois de Kraev rematar para defesa de Eduardo, numa altura em que o Braga já se encontrava a vencer graças a um golo de Wenderson Galeno (6’), o Estádio da Cidade de Barcelos ficou às escuras. Uma falha de energia elétrica que levou a que o encontro estivesse parado durante 30 minutos. O que vale é que há quem pense melhor às escuras, como parece ser o caso de Sandro Lima: aos 90+19’, o brasileiro “cantou de galo” e fez o golo do empate.

O último empate desta jornada surgiu do encontro entre vimaranenses e famalicenses. Os golos só surgiram na segunda parte – Teixeira aos 50’ e Fábio Martins aos 70’. Um grande jogo de futebol onde o empate foi realmente o resultado mais justo.

Vamos então às vitórias e derrotas? Há de tudo e para todos os gostos…

Comecemos então pela goleada do Rio Ave ao Desportivo das Aves… Tanta ave junta só podia dar galo para um dos lados, não é verdade?

Nesta partida, o iraniano Mehdi esteve em clara evidência, apontando um hat trick – inaugurou o marcador aos 10’, bisou aos 22’ e “fechou a loja” aos 52’. Seguiram-se Nuno Santos, aos 55’, Filipe Souza, de penálti, aos 75’ e, finalmente, a única resposta avense aos 77’, por Enzo Zidane.

Com alguma sorte à mistura, o Tondela conseguiu vencer, por 3-2, um Marítimo que apenas “acordou” no segundo tempo. O primeiro golo da partida surgiu aos 45+1’, numa grande penalidade cobrada por Denílson Júnior.

Já na segunda parte, João Pedro só teve de encostar, depois de Richard ter desperdiçado um bom passe de Murillo.

A perder por dois, a equipa da casa tinha tudo para se deixar ir abaixo, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário. Aos, 70’, Rodrigo Pinho marcou e relançou a discussão pelo resultado final. Passados apenas cinco minutos, novo golo madeirense: Daizen Maeda cabeceou a bola para dentro das redes beirãs. Quando parecia estar a renascer, a equipa de Nuno Manta Santos levou o golpe fatal: uma nova penalidade, aos 90 minutos, apontada por Richard Rodriguez.

Agora é que a coisa começa a aquecer. Vamos pôr as coisas nestes termos: o sorriso encarnado está, agora, amarelado. As águias receberam os dragões em casa e acabaram derrotados, por 2-0 – a única surpresa foi não ter sido por mais!

A equipa de Bruno Lage esteve apática, sem capacidade de resposta. Foi o chamado “passar de 80 para oito”.

Pizzi e Rafa bem procuraram o jogo interior mas por ali não passou nada. A única brecha era, então, o lado direito. Quem lá estava? Nuno Tavares, que joga de pé esquerdo. Com esta condicionante, o caminho para Pizzi estava, assim, também fechado – uma estratégia brilhante de Sérgio Conceição. O primeiro golo portista chegou aos 22’: após cobrança de canto, Ferro afastou de cabeça, a bola bateu em Rúben Dias e Zé Luís só teve de encostar ao poste direito.

Com a entrada de Taarabt assistiu-se a uma certa melhoria do jogo encarnado. Raul de Tomás assistiu mais a equipa entre linhas e Seferovic, por seu lado, parecia estar mais a dormir que acordado.

Do lado azul e branco, Luís Diaz fez um excelente jogo. A sua velocidade conjugada com a de Zé Luís e com as qualidades técnicas de Marega formaram a receita perfeita – o “bolo”, no entanto, ainda tardou em chegar, face ao que se via em campo. Aos 86’, Marega atirou, a bola bateu no poste direito e entrou na baliza de Odisseas.

Esta foi, ao fim de 22 partidas no campeonato, a primeira derrota de Bruno Lage e também a única vez que os encarnados ficam “a zeros” no marcador, a seu comando. Há sempre uma primeira vez para tudo!

Para terminar, vamos ao atual líder da competição: o Sporting. De visita a Portimão, os leões entraram fortes e proporcionaram um início de jogo verdadeiramente eletrizante. Em apenas nove minutos, os adeptos presentes no Estádio Municipal de Portimão assistiram a três golos. Primeiro, logo aos dois minutos, num pontapé mortífero, Raphinha inaugurou o marcador. Apenas dois minutos depois, Bruno Fernandes entrega a bola a Luiz Phellype, que a guiou para o fundo das redes portimonenses. Aos nove minutos, Rômulo reduziu a desvantagem através da marca de grande penalidade.

Um jogo com um ritmo alucinante onde ainda houve tempo para a anulação de um penálti a favor dos leões, oportunidades para ambos os lados e ainda para mais um golo: aos 65’, Raphinha bisa, depois de um cruzamento exímio de Bruno Fernandes.


Autor(a): Inês Barbosa
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