Futebol

Larga a bola, Covid…

Muitos têm sido os efeitos provocados pelo coronavírus, seja a nível económico, político ou social. Em Portugal, no que à área do desporto diz respeito, a Federação Portuguesa de Futebol decidiu, 10 dias depois do anúncio da confirmação do primeiro caso de infeção, suspender o campeonato principal e também de segundo escalão.

Apesar de se ter anunciado, numa fase inicial, que as diversas partidas desportivas se iriam realizar à porta fechada ou com um número restrito de pessoas, rapidamente se tomou uma nova decisão tendo em conta a exponencial confirmação de casos de contaminação e as recomendações da Direção-Geral de Saúde e do Conselho de Saúde Pública: as modalidades de atletismo, andebol, badminton, basquetebol, canoagem, ciclismo, ginástica, hóquei em patins, râguebi, ténis e voleibol cancelaram a sua atividade desportiva até, pelo menos, ao final deste mês e as 22 associações existentes tomaram também a decisão de suspender não só todos os jogos de futebol como também futsal, como medida de contenção numa possível propagação deste vírus.

A FPF deciciu cancelar todos os encontros das AF’s durante duas semanas, prazo esse que poderá prolongar-se por tempo indeterminado – afinal, haverá alguma certeza nos dias que correm?

O covid-19 já afetou diversas personalidades do futebol: por exemplo, até fecho desta edição, haviam já sido confirmados cinco casos no clube espanhol Valencia (entre eles o ex-Benfica Garay), seis no Espanyol, 15 no Alavés, mais de 20 profissionais da série A italiana,  Mikel Arteta, técnico do Arsenal, Callum Hudson-Odoi, jogador inglês do Chelsea, Timo Hübers, do Hannover, dois jogadores do clube francês Troyes e ainda o ex-presidente do Real Madrid, Lorenzo Sanz, que se encontra internado em estado grave. Esta segunda-feira, dia 16, faleceram Francisco García, treinador do espanhol Atlético Portada Alta, depois dos sintomas da infeção por Covid-19 se terem agravado pela existência de uma patologia oncológica diagnosticada recentemente, e Mário Veríssimo, de 80 anos – a primeira vítima em Portugal, antigo massagista do Estrela da Amadora e amigo de Jorge Jesus.

O coronavírus entrou em campo decido a derrotar quem lhe fizer frente e para além de pôr em jogo a saúde de um número indeterminado de atletas em jogo também coloca muitas instituições perto do colapso financeiro. Afinal, sem bilheteiras, merchandising ou receitas televisicas… n’a pas d’argent!

Apesar de ainda não ser possível quantificar os prejuízos atuais e futuros causados pelo cancelamento das competições, existem já algumas previsões verdadeiramente catastróficas – financeiramente falando – para clubes e SAD’s.

No futebol português esta suspensão pode significar uma perda de, no mínimo, 150 milhões de euros – um terço do valor gerado numa época desportiva, aproximadamente.

Em Espanha, segundo um estudo conduzido pela rádio Cadena Cope, poderá assistir-se a uma quebra de receitas a rondar os 600 milhões de euros pela paragem das Ligas profissionais. Já Greg Clark, presidente da federação inglesa de futebol, que já assumiu não acreditar que os campeonatos possam ser retomados ou sequer concluídos dentro das datas habituais, estima um prejuízo de cerca de 800 milhões de euros.

O importante é que nunca esqueçamos que o dinheiro pode comprar muita coisa… mas nunca estará acima da vida! Pelo menos para a maioria de nós, quero eu acreditar…

Inês Barbosa

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