Futebol

F. C. Porto vence Benfica e conquista Supertaça

Os azuis e brancos venceram (2-0), esta quarta-feira (23), em Aveiro, o Benfica e conquistaram a Supertaça.

O primeiro golo do encontro surgiu ainda na primeira parte, por Sérgio Oliveira. Depois de uma falta de Vlachodimos sobre Taremi na grande área, Hugo Miguel assinalou uma grande penalidade após indiciação do VAR. Chamado a marcar, o médio não falhou e chegou ao oitavo golo da época.

Perto do apito final, Luis Díaz, depois de Grimaldo acertar no ferro da baliza de Marchesín, aproveitou um grande passe de Corona e fechou a contagem.

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FICHA DE JOGO E AO MINUTO

O Benfica foi mau. Patético, em determinados momentos. Não ter memória é não ter complexos, mas esta águia de Jorge Jesus mostra o oposto. O treinador mudou e a equipa segue agarrada às três derrotas da época passada, fazendo com que o investimento de milhões (muitos) e o discurso do «vamos jogar a triplo» soe a campainha do pânico.

Exceção feita a três remates de Grimaldo, o Benfica nada criou, nada ameaçou, nada foi capaz de dar ao jogo. O lateral tentou num remate dentro da área no primeiro tempo e depis em dois livres diretos na segunda parte, o segundo a bater com estrondo no poste esquerdo de Marchesín. O resto, insistimos, foi incompreensivelmente mau e a dar lógica a todos os maus sintomas das passadas semanas.

Este plantel de Jesus faz lembrar o casal que dorme na mesma casa por obrigação e que está junto há décadas só para não se incomodar com a papelada do divórcio. Os jogadores têm momentos em que fazem da união um inconveniente, vêem-se diariamente e mal se reconhecem. Em Aveiro não fizeram muito mais do que uma equipa de solteiros – ou de casados de longo termo, para manter a analogia – faria. Foi péssimo.

O FC Porto não precisou de ser brilhante para ser muito superior. Teve um Pepe em plano estratosférico – Darwin pareceu um juvenil deslumbrado ao seu lado – um Marchesín importante em dois momentos, um meio-campo cheio de convicções fortes, dois laterais melhores do que os adversários durante 90 minutos. Everton e Rafa foram… confrangedores.

Para o Benfica e para os benfiquistas tudo se torna pior à medida que o tempo avança. O investimento faraónico, até desfasado da realidade que os nossos dias impões, atira toda a responsabilidade para cima da direção recentemente reeleita e do treinador que voltou a casa a envergar a túnica de salvador do mundo encarnado.
Não estranhem se sonharem com monstros e assombrações nos próximos dias. O FC Porto teve alguns animais competitivos dentro do relvado. O Benfica passou o jogo amedrontado. A notícia para as águias é dura: continuar assim é continuar mal. É chegar à cama e ter medo de fechar os olhos, só para não ter de sonhar com o rival dos rivais. A Némesis que pega em dragõezinhos e folheia o álbum de família.

JN e MF/MS

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