Futebol

Custou, mas foi. Portugal está na fase final do Euro 2020!

O coração de um português tem mesmo de ser forte – sofremos até ao fim! Numa altura em que já fazíamos “contas à vida” o que tanto esperávamos acabou mesmo por acontecer – a nossa seleção venceu o encontro frente ao Luxemburgo e carimbou o passe para a fase final do Euro 2020!

Sim, já não precisamos de suster a respiração… A vitória frente ao Luxemburgo, por 2-0, faz com que Portugal marque, pela 11ª vez consecutiva, presença na fase final de uma competição entre seleções, sétima a nível europeu.

O cenário desta partida tinha mais parecenças com um campo de batatas (palavras de Cristiano Ronaldo) do que propriamente com um estádio. No Josy Barthel, o jogo acabou por ser condicionado pela terrível condição em que o relvado se apresentava mas, tal como assumiu CR7, o objetivo era apenas um: ganhar. “Qualificámo-nos, é sempre importante e um orgulho, para mim, representar a seleção. Ainda para mais com golos! Estou muito feliz por termos ganho, vai ser o meu quinto Europeu, muito feliz. É difícil jogar nestes campos. Como tiveram oportunidade de ver, parecia um campo de batatas, não sei como é possível seleções deste nível jogarem em relvados desta qualidade. Muito mau! Não foi um espetáculo bonito, mas fizemos o nosso trabalho, a prioridade era ganhar”, afirmou o capitão da seleção em declarações à imprensa.

Facto interessante: o Luxemburgo marcou as vitórias número 100, 200 e 300 da nossa seleção! Em jogos oficiais, o atual campeão europeu apenas perdeu uma vez no Luxemburgo: aconteceu nos anos 60, num encontro que marcou a estreia de Eusébio na seleção portuguesa. A vitória número 100 aconteceu num jogo amigável, em Portimão, a 5 de fevereiro de 1986 (2-0, com golos de Frederico Rosa e Fernando Gomes). A 200ª vitória construiu-se com dois golos de Simão Sabrosa e um de Luís Figo, num jogo de preparação para o Mundial de 2006, na Alemanha.

Para conseguir o segundo lugar do grupo B, a seleção nacional empatou 0-0 frente à Ucrânia e 1-1 com a Sérvia, em março. Já em setembro, venceu a seleção sérvia por 2-4, goleou a Lituânia por 1-5 e o Luxemburgo por 3-0, saiu derrotada do encontro frente à Ucrânia, por 2-1, goleou novamente a Lituânia por 6-0 e, finalmente, chegou à vitória número 300, que aconteceu no passado dia 17 de novembro, num jogo em que Portugal não ambicionava outra coisa que não a vitória. Teoricamente, caso empatasse ou perdesse, ainda poderia conseguir chegar ao apuramento, mas para tal acontecer a Sérvia não poderia vencer a Ucrânia (o que, de facto, aconteceu – o encontro entre estas duas seleções terminou empatado a duas bolas).

Fernando Santos fez três alterações relativamente ao onze inicial  no jogo com a Lituânia – Mário Rui, Rúben Neves e Gonçalo Paciência ficaram fora das opções, dando lugar a Raphael Guerreiro, Danilo e André Silva.

De facto, e como já foi referido anteriormente, o estado do relvado era péssimo – mas isso não serve de “desculpa” para tudo. A seleção das quinas somou vários lances perdidos na primeira parte, muito por culpa das dificuldades com que se depararam nos passes e receções.

O Luxemburgo fez vários avisos e gelou ainda mais uma noite que, por si só, alcançou temperaturas negativas.

Também a formação lusa tentou chegar ao golo mas só aos 39 minutos teve sucesso: após ser servido por Bernardo Silva, Bruno Fernandes fez o primeiro golo da partida. Podemos dizer, de facto, que este foi um dos momentos deste jogo: o passe do criativo Bernardo Silva, como já nos tem vindo a habituar, roçou a perfeição e o médio leonino também não se ficou atrás. Recebeu a bola com muita classe e daí surgiu um remate “à la Bruno Fernandes” que encaminhou a bola para o fundo das redes luxemburguesas.

O selecionador português optou por substituir Pizzi e André Silva já depois da hora de jogo, dando entrada a João Moutinho e Diogo Jota. O avançado do Wolverhampton acabou mesmo por fazer parte do lance que terminaria com o segundo golo português: Bernardo Silva (quem mais poderia ser…) cruzou na direita, Diogo Jota rematou e Cristiano apenas teve de “encostar”, já sobre a linha de golo.

Os portugueses gritaram “siiiii” com o golo número 99 de Ronaldo, que garantiu o suado triunfo luso frente a um Luxemburgo muito competente.

Este resultado fez também com que Fernando Santos ultrapassasse Luiz Felipe Scolari como o selecionador nacional com maior número de vitórias – mais precisamente 43 triunfos em 70 jogos, mais um que o treinador brasileiro, que venceu 42 vezes em 74 encontros.

Portugal junta-se assim à Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, Inglaterra, Finlândia, França, Itália, Holanda, País de Gales, Polónia, República Checa, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia na fase final da competição europeia.

Eliminados estão Montenegro, Luxemburgo, Lituânia, Estónia, Gibraltar, Azerbaijão, Ilhas Faroé, Malta, Eslovénia, Letónia, Albânia, Andorra, República da Moldávia, Chipre, Cazaquistão, San Marino, Grécia, Arménia e Liechtenstein.

Kosovo, Sérvia, Bielorrússia, Geórgia, Noruega, Macedónia do Norte, Escócia e Bósnia e Herzegovina estarão no play-off como vencedores dos grupos D3, C4, D2, D1, C3, D4, C1 E B3, respetivamente, da UEFA Nations League.

Bulgária,  Irlanda do Norte, República da Irlanda, Eslováquia, Hungria, Roménia, Israel e Islândia estarão no play-off como as equipas seguintes com melhor ranking nas Ligas A, B e C, mas os seus caminhos ainda não estão definidos.

Quanto a nós, portugueses, desta vez lutamos por não abrir mão do tão ambicionado título que conquistámos em 2016, em Paris! Allez, Portugal!

Inês Barbosa

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