Futebol

Competições Europeias – Porto perde e Benfica vence

F. C. Porto perde em Liverpool e fica em desvantagem nos quartos-de-final

Os dragões perderam em Liverpool com dois golos na primeira parte, mas seguem vivos na luta pela presença nas meias-finais da Champions.

Um golo aos cinco minutos e outro aos 26 podiam ter sido fatais para as ambições do F. C. Porto, mas o Liverpool foi incapaz de sentenciar a eliminatória e os dragões mantêm o sonho, sabendo que têm uma tarefa muito complicada pela frente, daqui a uma semana, no Estádio do Dragão.

Em Anfield, os dragões entraram praticamente a perder (Naby Keita marcou logo aos cinco minutos, após remate que desviou em Óliver) e passaram mal até aos 30 minutos, também por causa da eficácia do Liverpool. Aos 26 minutos, Roberto Firmino concluiu boa jogada e fez o 2-0.

Marega, à meia-hora, isolou-se, mas não conseguiu bater Alisson e desperdiçou a melhor oportunidade dos portistas. Na sequência do lance, os dragões pediram penálti por Alexander-Arnold, negado pelo árbitro e pelo VAR.

O F. C. Porto esteve melhor na segunda parte, conseguiu equilibrar em muitos momentos e criou situações para marcar o golo que lhe daria outro ânimo para a segunda mão. Marega foi o mais inconformado, mas também o mais perdulário.

Sérgio Conceição: “Isto ainda não acabou”

O treinador do F. C. Porto acredita que os dragões ainda têm uma palavra a dizer na eliminatória com o Liverpool.
Sérgio Conceição não dá a eliminatória por perdida. Apesar do 2-0 consentido em Anfield, o técnico portista confia que a história pode ser mudada no Estádio do Dragão.

“Creio que era merecido termos marcado, mas estamos a metade da eliminatória e vamos fazer tudo para passar às meias-finais. Precisamos de todos no Dragão porque isto ainda não acabou”, referiu o técnico dos azuis e brancos.
Sérgio Conceição lamentou a falta de eficácia e a “sorte” do Liverpool no lance do primeiro golo.

“No primeiro golo com alguma sorte para o Liverpool, no segundo há mérito, mas também um erro individual na abordagem que tivemos na pequena área. Também tivemos duas oportunidades para marcar, assim como uma ocasião difícil de analisar para o árbitro. Na segunda parte estivemos mais compactos, mas faltou-nos o golo”, lamentou, na “flash-interview”.

Pinto da Costa e a luta pelo título: “Não há de ser sempre o Bruno Paixão no VAR”

O presidente portista falou aos jornalistas após o jogo com o Liverpool. Criticou a arbitragem e voltou a puxar do trabalho de Bruno Paixão como videoárbitro no Feirense-Benfica.

Na zona mista de Anfield, Pinto da Costa elogiou a exibição dos dragões frente ao Liverpool, apesar da derrota desta terça-feira (9).

“O Casillas? Hoje não teve muito que fazer, esteve de folga. Sofremos um golo na primeira vez que o Liverpool passou do meio-campo”, referiu o líder dos dragões, que apareceu de telemóvel em punho com imagens da entrada de Salah sobre Danilo e deixou críticas ao árbitro: “Este lance é arrepiante, é para partir uma perna. E ainda houve um penálti que não foi assinalado”.

O presidente portista também falou quando o assunto foi a luta pelo título na Liga para recordar o Feirense-Benfica e a prestação de Bruno Paixão como videoárbitro.

“Temos que ganhar os seis jogos e esperar que o Benfica não ganhe todos. Também não há de ser sempre o Bruno Paixão no VAR”, disse Pinto da Costa.

A noite mágica de João Félix

Numa noite em que a águia Vitória fugiu do Estádio da Luz, João Félix voou mais alto do que toda a gente para uma noite mágica, com um hat-trick e uma assistência a ditarem a primeira derrota do ano do Eintracht Frankfurt por números pouco expectáveis. A equipa alemã, reduzida muito cedo a dez, ainda marcou dois golos, primeiro por Jovic, depois por Gonçalo Paciência e ganhou alguma esperança, mas a verdade é que a equipa de Bruno Lage parte com uma vantagem confortável para Frankfurt.

A equipa de Bruno Lage tinha demonstrado, nos minutos iniciais, alguma dificuldade em libertar-se da pressão alta dos alemães, mas da primeira vez que se soltou, chegou ao golo. Grande trabalho de Samaris, a encontrar João Félix que, por sua vez, lançou Gedson para o interior da área. Apenas com Trapp pela frente, o médio foi ostensivamente derrubado por N’Dicka. Nesta competição ainda não há VAR, mas também não era preciso. Não houve dúvidas quanto à grande penalidade, nem quanto ao vermelho ao central do Eintracht. Na marca dos onze metros, João Félix atirou colocado, Trapp ainda acertou no lado, mas não conseguiu impedir o primeiro golo.
Estava aberto o caminho para uma noite em cheio do Benfica em vantagem no marcador diante de um adversário que se viu subitamente privado de um elemento essencial. Na prática, Hütter perdeu um elemento no meio-campo, uma vez que Hasebe recuou para compor a defesa. Os alemães não demoraram a adaptar-se ao novo cenário e Grimaldo voltou a revelar-se providencial num desarme a Rebic. O Eintracht, apesar de tudo, conseguia manter a mesma pressão alta e, num erro clamoroso de Fejsa, Rebic arrancou pela esquerda e serviu Jovic de bandeja para o empate. Estava dado o mote para uma grande noite de futebol.

Silêncio no estádio. Bola a meio-campo e golo do Benfica. Um golaço, diga-se! Cervi serve João Félix que, na zona frontal, fora da área, ajeitou a bola e disparou com toda a convicção, com a bola a entrar bem junto ao poste. Voltava a festa ao Estádio da Luz para um final de primeira parte frenético. Cervi esteve perto de fazer o 3-1 e o Eintracht chegou a festejar o empate, na sequência de um livre, antes do auxiliar interromper a festa com a bandeirola levantada a assinalar a alegada posição irregular de Da Costa.

Mais dois de rajada logo a abrir

Se a primeira parte acabou com intensidade, a segunda começou ainda mais intensa, com o Benfica a carregar no acelerador e a reforçar a vantagem na eliminatória com dois golos de rajada. O primeiro na sequência de um canto da direita de Grimaldo. João Félix desviou de cabeça junto ao primeiro poste e Rúben Dias, à vontade, emendou para golo. Logo a seguir novo golo com os mesmos protagonistas. Grimaldo cruza da esquerda e João Félix remate forte, fazendo a bola passar por entre as pernas de um defesa e do guarda-redes.

Era definitivamente a noite de João Félix, com marca forte nos quatro golos do Benfica. A eliminatória estava bem encaminhada e Bruno Lage começou a gerir prescindindo de Rafa para lançar Seferovic. Adolf Hütter também refrescava o ataque prescindindo sucessivamente dos sérvios Jovic e Rebic para lançar Guzman e, mais tarde, Gonçalo Paciência. Neste momento de reorganização, Lage foi forçado ainda a mais uma alteração, com Corchia a sair lesionado e a dar a vez a Pizzi, com Gedson, que já tinha jogado lá na frente, a recuar para a defesa do flanco direito.

O Benfica teve depois uma oportunidade soberana para matar definitivamente a eliminatória, com mais um grande passe de João Félix a lançar Seferovic que, destacado, rematou tenso, mas Trapp defendeu, no limite, com a ponta da bota. Na resposta, o Eintracht, na sequência de um canto, reduziu a diferença, com Gonçalo Paciência a elevar-se bem entre Grimaldo e Jardel, para cabecear em arco, fazendo a bola sobrevoar Vlachodimos.
Já se tinham ouvido assobios para a saída de Jovic, mas os decibéis aumentaram para o antigo avançado do FC Porto. Ainda houve espaço para as entradas de Zivkovic e de Gacinovic, mas as rotações do jogo já estavam, nesta altura, a cair a olhos vistos.

O Benfica vence de forma incontestável e parte, dentro de uma semana, para Frankfurt, com uma vantagem confortável que obriga os alemães a marcarem dois golos para inverterem a eliminatória. Para a história, fica uma noite que João Félix não vai esquecer tão cedo, com o primeiro hat-trick em competições europeias.

Fonte: JN

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