Futebol

Benfica empata, Porto é lider

O Benfica perdeu a liderança da I Liga de futebol, ao empatar com o Moreirense (1-1), em jogo da 23.ª jornada e em que Pizzi desperdiçou uma grande penalidade e o treinador Bruno Lage foi vaiado.
Depois de uma primeira parte sem golos, Fábio Abreu, aos 67 minutos, colocou o Moreirense a vencer, somando o quinto jogo consecutivo a marcar, tendo Pizzi, aos 90+1, igualado na recarga de uma grande penalidade que ele próprio falhou.

Com este resultado, o Benfica desceu para o segundo lugar, com 58 pontos, menos um do que o agora líder F. C. Porto, enquanto o Moreirense é 11.º, com 27, em igualdade com o Vitória de Setúbal.
O Benfica, que repetiu o ‘onze’ que venceu o Gil Vicente (1-0) na última jornada, apenas se pode queixar de si próprio e das más opções do treinador Bruno Lage, que insistiu em manter Pizzi em campo depois deste se revelar um ‘elemento a menos’, jogando de forma precipitada, falhando passes sucessivos, tendo inclusive desperdiçado duas grande penalidades, menorizando o prejuízo na última, uma vez que marcou na recarga.

A saída de Taarabt, aos 74 minutos, foi outro sinal de que o público da Luz está insatisfeito com o rendimento da equipa, até porque o marroquino foi o jogador que mais desequilíbrio causou e quase nunca perdeu a bola. De realçar que Bruno Lage saiu do relvado antes da equipa e sob um coro de assobios.
Depois de uma primeira parte em que o Benfica foi claramente superior ao Moreirense, embora tenha ficado latente a falta de clarividência no momento do remate para a baliza, muito por ‘culpa’ do guarda-redes Mateus Pasinato, que esteve em bom plano ao defender os remates de Rafa, Taarabt e Pizzi. Ainda assim, o excelente trabalho do guarda-redes brasileiro não justifica tudo, porque Carlos Vinicius, aos 24 minutos, Rúben Dias, aos 37, e Grimaldo, aos 39, não tiveram engenho necessário para colocar o Benfica na condição de vencedor ao intervalo.

O Moreirense, bem posicionado defensivamente, apostou em jogadas de contra-ataque, procurando explorar as debilidades defensivas do Benfica, nomeadamente no seu lado direito – Tomás Tavares sentiu grandes dificuldades para travar as incursões de Gabrielzinho – e podia também ter marcado, mas Fábio Abreu, aos 13 e 25 minutos, e João Aurélio, aos 31, não conseguiram levar a melhor sobre Vlachodimos.
Na segunda parte, Pizzi desperdiçou a oportunidade de colocar o Benfica na condição de vencedor, aos 49 minutos, ao falhar uma grande penalidade, após corte com o braço por parte de Gabrielzinho.
O capitão dos ‘encarnados’ voltou a estar em destaque, pela negativa, ao controlar a bola com o braço num remate de Tomás Tavares, esta sobrou para Rafa que a introduziu na baliza do Moreirense. Após consulta das imagens do VAR, o árbitro leiriense Fábio Veríssimo anulou o golo, aos 52 minutos.

A entrada de Dyego Sousa, aos 61 minutos, para o lugar do alemão Julian Weigl, coincidiu com a descida no terreno do ‘endiabrado’ Taarabt e, logo aos 62, o internacional português testou os reflexos de Mateus Pasinato, com um cabeceamento após canto cobrado por Pizzi.
Completamente balanceado no ataque, o Benfica foi surpreendido por Fábio Abreu, aos 67 minutos, após assistência de Abdu Conte, na esquerda.

Com o Benfica em busca do empate, tudo se poderia ter complicado para os ‘encarnados’ aos 81 minutos, quando Pedro Nuno aproveitou a passividade de Rúben Dias e Tomás Tavares e apareceu na cara de Vlachodimos, à entrada da área, mas rematou ao lado.
Pizzi acabaria por ‘lavar a cara’ aos 90+1, ao fazer o golo da igualdade, não sem antes ter falhado nova grande penalidade, que castigou uma carga de Alex Soares sobre Cervi. Na recarga, após defesa para frente de Mateus Pasinato, fez o 1-1.

Com oito minutos de tempo de compensação, o Benfica ainda procurou chegar ao golo da vitória, mas pela frente voltou a encontrar a ‘muralha’ Mateus Pasinato, que defendeu o cabeceamento de Dyego Sousa, aos 90+4.

F. C. Porto vence Santa Clara com golos de bola parada

Manafá e Marcano decidiram o duelo nos Açores. Jogo acaba com quatro bolas nos postes, duas para cada lado, e uma grande penalidade desperdiçada por Alex Telles.
O F. C. Porto venceu o Santa Clara (2-0), nos Açores, esta segunda-feira (2), em jogo da 23.ª jornada onde ambas as equipas atiraram por duas vezes aos ferros.

Numa primeira parte equilibrada, foi a determinação de Manafá, num lance aos 37 minutos, que fez a diferença. Numa altura em que ambas as equipas pareciam conformadas, o lateral portista conduziu a bola pelo corredor central, tabelou de primeira com Sérgio Oliveira, desmontou a defesa açoriana e bateu Marco.
Acabou por ser o lance capital de um primeiro tempo onde não abundaram os lances de perigo. Ainda assim, as duas equipas dispuseram cada uma de uma bola no ferro. Primeiro, o F. C. Porto, logo aos três minutos de jogo, por intermédio de um cabeceamento de João Afonso, que quase fez autogolo. Valeu Marco com uma excelente defesa a desviar para o poste.

A melhor ocasião do Santa Clara, que procurou enfrentar os dragões de igual para igual ao longo do primeiro tempo, ocorreu aos 32 minutos. Livre muito perto da grande área e Costinha acertou em cheio na barra de Marchesín.
Na segunda parte, as equipas mostraram-se cautelosas: o Santa Clara não queria arriscar em demasia para não sofrer o segundo e o F. C. Porto não se queria expor em demasia, sabendo que um dos pontos fortes da equipa de João Henriques assenta nas transições ofensivas.

As bolas paradas foram, uma vez mais, o recurso para chegar ao perigo. Aos 55 minutos, o Santa Clara voltaria a acertar no poste de Marchesín. Dessa vez foi Lincoln, que mostrou pontaria a mais após um grande remate de livre direto.

No duelo das bolas aos ferros, o F. C. Porto iria responder. Aos 70 minutos, após cruzamento, o guarda-redes do Santa Clara ao agarrar a bola choca com Otávio, que ficou muito maltratado. O lance causou polémica no estádio e na cobrança de grande penalidade, Alex Telles atirou ao poste direito da baliza de Marco.
O F. C. Porto iria chegar ao golo cinco minutos depois, através de Marcano, após livre de Sérgio Oliveira.

JN/MS

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