Futebol

Atenção, atenção! Em primeiro vai o Famalicão!

Recuando à edição do dia 16 de agosto líamos, aqui neste mesmo espaço: “grande qualidade da equipa de Famalicão – vale a pena seguir de perto este grupo, “leiam” o que vos digo!”. Querem ver que tenho poderes de adivinhação?

Brincadeiras à parte, vamos então ao resumo desta quarta jornada da I Liga do futebol português.

Nesta ronda assistimos a nove expulsões de campo e a três despedimentos de treinadores: Filó, do Paços de Ferreira, Marcel Keizer, do Sporting e Silas, do Belenenses. Começamos bem…

O Moreirense – Portimonense decidiu-se com um golo madrugador de Iago Santos, logo aos sete minutos. A juntar-se a isto tivemos ainda a expulsão de Willyan, aos 81 minutos, por acumulação de cartões amarelos, o que veio complicar ainda mais a possível alteração do resultado por parte do Portimonense.

O Boavista foi ao Restelo vencer por 1-0, com um golo de Heriberto aos 58’. A equipa de Nuno Oliveira bem tentou, teve boas oportunidades, mas ainda não foi desta que conseguiu encontrar a estratégia que a levará ao fundo das redes da equipa adversária. Aos 90+7’, o médio Show foi expulso por acumulação de amarelos.

O Famalicão chegou, viu e venceu em Vila das Aves, numa partida em que houve cinco golos, oito cartões amarelos e duas expulsões. Nehuén Pérez inaugurou o marcador aos 13’ e, 15 minutos depois, Lionn é expulso por travar Mohammadi em falta, no momento em que este este seguia isolado rumo à baliza de Defendi.

Seria o próprio Mohammadi a igualar o resultado pela equipa avense, aos 31 minutos.

A resposta famalicense surgiu através de Fábio Martins (58’), na conversão de uma grande penalidade. A vantagem seria ampliada por Anderson (86’), numa altura em que o Aves também já se encontrava reduzido a 10 jogadores, depois da expulsão de Afonso Figueiredo (82’). Kahraba, aos 90+10’, ainda viria a reduzir para a equipa da casa, fixando o 3-2 final.

O encontro entre Paços de Ferreira e Marítimo marcou a primeira vitória do madeirenses na presente época. Na Capital do Móvel, foi aos 23 minutos que a equipa de Nuno Manta Santos se viu reduzida a 10, depois da expulsão do médio Bambock, por vermelho direto, depois de uma forte violenta entrada sobre Dadashov.

Apesar de ter a tarefa dificultada, os verde-rubros não se deram por vencidos e, à passagem do minuto 56, Rodrigo Pinho fez de cabeça o primeiro e único tento da partida, após livre cobrado por Rúben Ferreira.

Dois encontros desta jornada acabaram com um empate a zero: o Gil Vicente – Setúbal e o Tondela 0-0 Santa Clara.

No primeiro, apesar de os gilistas terem criado mais oportunidades que os sadinos, nenhum deles conseguiu concretizar. Esta igualdade saída do Estádio Cidade de Barcelos coloca o Gil Vicente no 10º posto, com cinco pontos, enquanto que os sadinos se encontram em 15º, com três.

Em Tondela, os beirões foram claramente os protagonistas do jogo. Foi a esta equipa que pertenceram as maiores e melhores situações de golo, mesmo tendo jogado com menos um jogador durante mais de uma hora. Muitas falhas na defesa e um verdadeiro desastre no ataque: Só mesmo uma espécie de milagre evitou que os açorianos saíssem deste encontro sem qualquer ponto conquistado. Ou isso ou então os dois penaltis falhados pela equipa adversária (24’ e 78’).

Destaque para Marco Rocha que, ao contrário do resto da equipa, estava em dia sim: para além da defesa das duas grandes penalidades assinaladas, ainda fez uma excelente defesa.

Vamos agora aos “grandes”. Começamos pelo Sporting que, em casa, perdeu 2-3, frente ao Rio Ave, que marcou os seus três golos a partir da marca dos onze metros. Este jogo é digno de um filme de terror e eu até já posso avançar com um possível título: A Casa dos Horrores de Sebastián Coates.

Ainda não existe uma explicação, seja ela científica, espiritual ou sobrenatural, para tal. Vamos acreditar que foi apenas uma má noite para o uruguaio. Não só foi o central o “culpado” pela marcação dos 3 penáltis sobre o mesmo jogador (Taremi) como, para acabar em beleza, ainda foi expulso por acumulação de amarelos.

Os vilacondenses chegaram à vantagem através de grande penalidade convertida por Filipe Augusto (6’). Apesar de os leões ainda terem dado a “cambalhota” no marcador (Bruno Fernandes aos 2’ e Luiz Phellype aos 53’), Ronan (86’) e Filipe Augusto (90+1’) acabariam por selar a vitória da equipa de Vila do Conde. No decorrer da semana, Marcel Keizer pediu a demissão.

Quem também viveu um pesadelo foi o Vitória SC que, em visita ao Dragão, sofreu uma derrota por 3-0.

Marega bisou (14’ e 90+3’) e Marcano, aos 88’, também fez o gosto ao pé. Para além dos três golos adivinhem lá o que é que houve mais nesta partida? Exatamente, expulsões! A primeira, logo nos primeiros 45 segundos de jogo, quando Tapsoba travou Marega à entrada da grande área e a segunda aos 78’, depois de protestos de Davidson.

Apesar de estar em vantagem numérica desde o primeiro minuto, o FC Porto ainda foi posto à prova um par de vezes. Apesar disso, a vantagem portista não se desfez e a equipa de Sérgio Conceição somou a terceira vitória consecutiva na competição.

Para terminar tivemos o Braga – Benfica, que acabou com o regresso das águias às vitórias.

Pizzi abriu as hostilidades, aos 25’, através de grande penalidade e bisou aos 47’. Aqui não houve expulsões mas houve autogolos. Sim, no plural! O primeiro surgiu aos 51’, por Bruno Viana. Mais tarde, depois de um cruzamento de Jota, Seferovic preparava-se para marcar mas nem aí teve hipótese: Esgaio fê-lo por ele. Esta foi mais uma partida em que ficou no ar a ideia que Seferovic e golos não parecem querer combinar.

Uma última nota para a agradável surpresa no onze inicial benfiquista: Taarabt, que parece ser o remédio ideal para curar as feridas deixadas na equipa pela saída de Gabriel.

Uma última nota para a agradável surpresa no onze inicial benfiquista: Taarabt, que parece ser o remédio ideal para curar as feridas deixadas na equipa pela saída de Gabriel.


Autor(a): Inês Barbosa
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