Futebol

Alguém pediu surpresas?

E perguntava eu até quando é que Rúben Amorim continuaria a ser o “menino querido” dos bracarenses. A continuar assim, até lhe fazem uma estátua!

Choveram pénaltis no Estádio do Dragão, mas nem assim os azuis e brancos conseguiram arrecadar os tão importantes três pontos. Mas vamos por partes.

Apesar dos dragões terem entrado melhor em campo, foi na sequência de um canto batido do lado esquerdo que que Fransérgio aos 5’, rematou, de primeira, para o fundo das redes azuis e brancas, fazendo assim com que o FC Porto sofresse o primeiro golo em casa, no campeonato.

Como bem se sabe, a equipa de Sérgio Conceição não se dá facilmente por vencida, mas algo parecia conspirar contra esta equipa nesse dia – aos 41’, na cobrança de uma grande penalidade, Alex Telles viu o pé de Matheus negar-lhe o golo do empate. Dois minutos depois Marcano também teve uma excelente oportunidade, mas a partida seguiu favorável ao Braga para intervalo.

No reatamento, Rúben Amorim substituiu Raul Silva pelo estreante David Carmo que, passado pouco tempo, acabou por seguir o mesmo caminho do colega: travou Otávio em falta, dentro da grande área, e viu ser assinalada nova grande penalidade. Soares foi chamado a bater, mas atirou ao ferro. O brasileiro não tardou, no entanto, a redimir-se: aos 58’, servido por Marega, colocou finalmente a bola no fundo das redes.

Aos 75’, novo canto, novo golo arsenalista – Paulinho desviou para o segundo poste, não dando quaisquer hipóteses a Marchesín – ofereceu a vitória ao Braga e deixou os adeptos azuis e brancos a assobiar de descontentamento.

Quem não desperdiçou este grande tropeção portista foi o Benfica, que venceu o Sporting por 2-0, num jogo bem equilibrado, com boas oportunidades de parte a parte, mas onde a equipa de Bruno Lage foi mais eficaz e conseguiu aquilo que vale os três pontos: golos.

A segunda parte, note-se, até registou um maior domínio do Sporting, que apresentou também momentos de muita qualidade técnica e criatividade em campo, mas tudo mudou com a entrada de Rafa em jogo.

Seis minutos após ter entrado em campo, o avançado português descobriu a fórmula que desataria de vez o nó que a equipa encontrou em Alvalade. Ainda mal tinha tocado na bola, quando viu Vinícius contornar os adversários e colocar-lhe a bola à mercê para abrir o marcador.

Este golo bastava para que fosse considerado o homem da partida mas mesmo assim Rafa não se deu por satisfeito: aos 90+9’ bisou e fez de trivela, após passe do recém-lançado Seferovic, o 2-0 final no dérbi.

As águias seguem agora isoladas na liderança do campeonato, com sete pontos de vantagem sobre o FC Porto e a 19 dos leões, que seguem em quarto lugar, com 29 pontos.

Em Guimarães teve de se esperar até aos descontos de um jogo pobre para se poder gritar golo: João Pedro, aos 90+1’, marcou de cabeça o golo que permitiu manter a distância de dois pontos para o eterno rival, o Braga – são sextos, com 25 pontos, enquanto que o Santa Clara manteve o 14.º lugar, com 17 pontos.

No Estádio João Cardoso os golos só apareceram na segunda parte do encontro entre Tondela e Moreirense. O Tondela chegou ao golo aos 55’, por intermédio de Bruno Wilson, que desviou de cabeça um livre cobrado por Pepelu.  Nênê foi lançado por Ricardo Soares aos 68’ e 11 minutos depois restabeleceu a igualdade que não se alterou até ao apito final. Pontos repartidos em Tondela, deixando a equipa da casa no 10.º lugar, com 20 pontos e a turma de Moreira de Cónegos em 13.º, com 18.

Petit estreou-se no comando do Belenenses com uma derrota – a quarta consecutiva dos azuis. Guedes marcou o golo solitário dos sadinos na deslocação ao Estádio Nacional aos 39’ e elevou a sua equipa ao nono lugar da competição, com 22 pontos. Já o Belenenses manteve-se no primeiro lugar acima da linha de despromoção, com 15 pontos.

Quem também se viu “à rasca” foi a equipa sensação desta edição da Liga NOS: apesar de estar a jogar em casa e de na maioria dos 90 minutos ter estado por cima do jogo, o Famalicão viu-se em desvantagem logo aos 22’. Tagueu, que pouco pouco deu nas vistas nesta partida, na oportunidade  que teve de brilhar, brilhou. O Famalicão reagiu, pressionando, mas não conseguia chegar ao golo, muito por “culpa” da boa organização defensiva do Marítimo. Já quando a vitória da equipa insular, que apostou muito (e bem) no contra-ataque, parecia mais que certa, Toni Martinez saltou do banco e qual super-herói salvou a equipa da “desgraça”. Já em tempo de compensação (90+6’), o livre cobrado por Coly encontrou o espanhol na área, que desviou e ofereceu o empate aos famalicenses.

O Famalicão permanece em terceiro lugar, com 31 pontos, e o Marítimo é 11.º, com 20.

No mesmo dia, Paços de Ferreira e o Gil Vicente empataram a zero no Estádio Capital do Móvel. O Gil Vicente passou assim a somar 22 pontos, mantendo oitavo posto, e o Paços de Ferreira, com  16 pontos, também manteve 15.º lugar, agora já mais afastado da zona de despromoção graças, também, à derrota do Portimonense na deslocação a Vila das Aves.

Welinton Júnior, aos 54’, Zidane Banjaqui, aos 74’ e Mehrdad Mohammadi, aos 79’, apontaram os tentos que selaram a terceira vitória em 17 jornadas do Desportivo das Aves que, no entanto, mantém o último lugar, com nove pontos.

Já António Folha, após a derrota, anunciou a sua saída do comando técnico do Portimonense, deixando o clube no 17.º lugar, com 14 pontos.

Na partida que encerrou a primeira volta do campeonato, o Rio Ave triunfou sobre o Boavista, sendo que o resultado final foi fixado durante a primeira parte do encontro – Diego Lopes abriu o marcador aos 40’ e Taremi, aos 45+4’, fez o 2-0 final.

Os vilacondenses terminam esta  primeira volta no sétimo lugar, com 25 pontos, enquanto que o Boavista, que leva já cinco jogos sem vencer, é 12.º, com 19 pontos.

Inês Barbosa

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