Futebol

Águias em queda livre

Os Guerreiros do Minho alcançaram o pleno frente aos grandes sob o comando de Rúben Amorim – desta vez a vítima foi o Benfica, que no espaço de uma semana permitiu que a vantagem que detinha sobre dos azuis e brancos se reduzisse de sete para apenas um ponto. Onde é que já vimos este filme?

Se por um lado os minhotos têm construído um currículo invejável o Benfica parece andar a “desaprender” a lição estudada – são já duas as derrotas consecutivas. Uma estreia para Bruno Lage. 

Os encarnados voltaram a mostrar as suas fragilidades, embora tenham somado boas ocasiões, também graças aos erros de construção minhotos: Rafa, aos 6’, atirou ao lado e Vinícius desperdiçou três grandes oportunidades aos 10’, 38’ e 43’.

Pelo meio, o Braga foi conseguindo soltar-se das “amarras” benfiquistas e aos 18’, por Galeno e aos 32’, por Palhinha, também esteve perto do golo – golo esse que chegaria aos 45’, quando Sequeira bateu o canto e Palhinha cabeceou a bola para o fundo das redes encarnadas.

O Braga não pôs o “autocarro” à frente da sua baliza e até esteve perto de marcar, aos 77’, por intermédio de Fransérgio. Na segunda parte vimos, sobretudo, muito Vlachodimos – o guardião grego-alemão teve uma exibição exemplar, somando defesas incríveis e livrando a sua equipa de uma derrota mais pesada.

O Braga, agora terceiro, tem um ponto a mais do que o Sporting, que não foi além do empate em Vila do Conde. Na realidade, para conseguir o ponto, os leões bem que tiveram que “dar ao pedal”…

Lucas Piazón inaugurou o marcador logo aos 2’ e conseguiu, assim, abalar toda a estrutura do Sporting. Ainda a ressacar de Bruno Fernandes, os leões também não puderam contar com o argentino Vietto e acabaram mesmo por sucumbir à superioridade do Rio Ave.

À exceção de um jogada individual de Coates, de um desvio por cima de Bolasie e de um remate de Eduardo à barra, pouco se viu da equipa de Alvalade.

Por outro lado, alguma dificuldade dos vilacondenses, que seguem em quinto lugar, em aproveitar as (demasiadas) falhas sportinguistas, apesar do seu futebol rápido e organizado. Uma possível confiança exagerada que não jogou a favor da turma de Vila do Conde.

A cerca de 20 minutos do final da partida, Coates vê a cartolina vermelha, por acumulação de amarelos. Com a esperança de ganhar pontos cada vez mais abalada, só mesmo um género de “intervenção divina” salvou a equipa de Silas: aos 83’, Bolasie é travado por Borevkovic – um penálti que Jovane converteu.

Os gilistas foram até ao Estádio do Bonfim vencer o Vitória de Setúbal por 2-1, com golos de Lourency, aos 43’, e Sandro Lima, aos 61’. José Semedo reduziu pelos sadinos aos 67’. Os barcelenses subiram ao 10.º lugar e igualaram a formação verde e branca nos 26 pontos.

O Santa Clara “saltou” do nono para o sétimo lugar após ter vencido por 1-0, nos Açores, o Tondela. João Afonso, aos 73’, fez o único golo da partida e empurrou os beirões para o 13.º lugar, com os mesmo 24 pontos que o Marítimo que, por sua vez, recebeu e goleou o 16.º classificado, o Paços de Ferreira. Zainadine Júnior, aos 21’, e Nanú, aos 54’ e 87’, construíram a vitória dos verde-rubros.

Na estreia de Paulo Sérgio, Portimonense e Moreirense empataram a um golo – foram os algarvios os primeiros a marcar, pelo defesa Jadson (25’), mas os cónegos restabeleceram a igualdade por intermédio de Fábio Abreu, aos 36’.

O Boavista não somou qualquer ponto esta jornada – é que, a jogar em casa, acabou derrotado pelo Belenenses. Foram os azuis os primeiros a marcar, por Danny Henriques, logo aos 10’, vantagem que viria a ser aumentada por Licá, aos 57’.

Numa partida de ritmo frenético, a turma de Daniel Ramos ainda reduziu graças a um autogolo de Rúben Lima (85’), 10 minutos depois do Belenenses se ter visto reduzido a 10 jogadores – Danny Henriques foi expulso por acumulação de amarelos.

A partida que opôs o Vitória de Guimarães e o F.C. Porto ficou marcada, para além da vitória azul e branca que deixou a equipa a “um bocadinho assim” da liderança, pelos insultos racistas dirigidos a Marega – um assunto que fez e continua a fazer correr muita tinta e que gerou uma onda de solidariedade em torno do maliano e de todos aqueles que são vítimas de racismo.

Como seria de esperar, os dragões não deixaram escapar a oportunidade de ficarem a apenas um ponto do líder Benfica, mesmo jogando num terreno bastante difícil e não tendo apresentado um futebol de excelência – pelo contrário, até se viram “apertados” em algumas ocasiões.

Decorridos 11 minutos, a equipa de Sérgio Conceição chegou à vantagem num autogolo de Douglas – o pontapé canhão de Sérgio Oliveira foi de encontro à trave, embatendo depois nas costas do brasileiro e só parando no fundo das redes.

Este abanão serviu para acordar os vimaranenses que até então apenas pareciam passear, apáticos, pelo relvado: Marcano evitou um golo quase certo, Marchesín defendeu uma bomba de Pepê e Bruno Duarte enviou uma bola ao ferro. Ainda assim, seguiram em desvantagem para intervalo.

O Vitória entrou com mais garra no segundo tempo e em quatro minutos chegou à igualdade. Ola John deixou para trás três adversários, cruzou de pé esquerdo e Bruno Duarte, de cabeça, fez o 1-1.

A resposta azul e branca não tardou: aos 60’,  Marega viu-se isolado frente a Douglas e, com todo o sangue frio necessário, picou a bola e decidiu a partida.

O Famalicão, com um golo já nos descontos, empatou 1-1 frente ao último classificado, o Desportivo das Aves. O golo do lanterna-vermelha foi apontado por Welinton, aos 64’, e Riccieli, no último suspiro famalicense, evitou o desaire da equipa de João Pedro Sousa. De notar que, aos 86’, Fábio Martins recebeu ordem de expulsão.

Inês Barbosa

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