Futebol

Abram alas para o Braga!

A 19.ª jornada arrancou com o Benfica-Belenenses que acabou por “dar água pela barba” aos encarnados. Sabem que “calma” (vamos chamar-lhe assim) a mais, pode transformar-se num grande 31… E por pouco assim não o era.

O Benfica entrou, digamos, “a meio gás” neste encontro… Até que Taarabt, aos 31’, decidiu dar um “up” à partida: partiu do meio-campo, deixou vários adversários para trás e serviu Cervi. O argentino colocou a bola na área, Vinícius falhou à primeira mas não desistiu e, na recarga, não deu hipóteses a André Moreira.

Os azuis ainda estavam a recuperar e Taarabt voltou a fazer das suas: pontapé canhão do médio e 2-0 no marcador.

O intervalo veio quebrar completamente o ritmo encarnado – a jogar na tranquilidade de uma vantagem de dois golos, o Benfica ignorou os vários sinais de atrevimento do Belenenses.

Apesar de várias intervenções importantes, o guardião encarnado não conseguiu, aos 70’, evitar o autogolo de Ferro aos 70’ – passados oito minutos, no entanto, e após um “toque de magia” de Vinícius, Chiquinho fez o 3-1. Mas a história não acaba aqui: Rafa fez falta sobre Varela dentro da área e Licá, da marca dos onze metros, voltou a reduzir para o Belenenses.

Um jogo que parecia mais do que controlado e que tanto fez suar os encarnados… Bem, pelo menos trouxe a emoção que faltou nos minutos iniciais!

Em Vila do Conde o Rio Ave conseguiu recuperar de uma desvantagem de dois golos – este sim, um bom jogo de futebol. Toni Martínez e Pedro Gonçalves foram os autores dos golos da equipa de João Pedro Sousa, aos 10’ e 37’, respetivamente, enquanto que, já na segunda parte, Gelson Dala (63´) e Tarantini (73´) restabeleceram a igualdade.

O Portimonense somou o seu sétimo jogo sem vencer e a terceira derrota consecutiva, depois de ter saído derrotado da receção ao Tondela. O golo da vitória beirã foi apontado por Philipe Sampaio, aos 11’.

Por outro lado, quem se tem “feito à vida” (embora que sem muita consistência) é o Desportivo das Aves – desta vez surpreendeu e venceu o Marítimo por 2-1, na ilha da Madeira. A equipa visitante inaugurou o marcador aos 18’, por Ricardo Mangas, Rodrigo Pinho colocou a partida novamente empatada aos 37’ mas, aos 62’, num verdadeiro frango de Amir, a formação avense estabeleceu o resultado final.

Também o Santa Clara quebrou uma série de cinco jogos sem vencer no Estádio de São Miguel, batendo o Paços de Ferreira por 2-1. Schettine bisou pelos açorianos (47’ e 80’) e Marco Baixinho, da marca dos onze metros, reduziu a desvantagem pacense já em período de descontos.

Quem anda de crista baixa é o Gil Vicente que, pela terceira jornada consecutiva, não conseguiu vencer. De facto, sofreu um forte “murro no estômago” na receção ao Moreirense – uma expressiva goleada, por 5-1. Filipe Soares (5’ e 68’), Gabrielzinho (21’), Fábio Abreu (52’) e Pedro Nuno 77’ marcaram uma mão cheia de golos pelos cónegos, enquanto que apenas Samuel Lino foi capaz de reduzir pela equipa de Barcelos, aos 80’. De relembrar que foi também com o Moreirense que, na primeira volta, a equipa de Vítor Oliveira sofreu a derrota mais expressiva (3-0). Não terá sido aviso suficiente?

Quem também goleou foi o FC Porto, mas no Estádio do Bonfim. Ao contrário da partida frente ao Gil Vicente, na jornada passada, os dragões alcançaram tranquilamente a vitória – num espaço de cinco minutos, Corona (39’), de bola parada, e Alex Telles (44’), num remate cruzado, conseguiram que a equipa fosse confortavelmente em vantagem para o intervalo.

No reatamento, Manafá arrancou pelo flanco direito, fez “tabela” em diversos colegas e serviu Tiquinho Soares já no interior da área. Artur Jorge deixou a bola escapar e o avançado brasileiro aproveitou o erro, atirando a marcar.

Os sadinos não baixaram os braços, mas contam-se pelas mãos as ocasiões em que realmente “atrapalharam” os azuis e brancos.

Luis Díaz fechou a goleada no Bonfim aos 90+1’, fazendo com que o FC Porto repetisse o resultado obtido frente aos sadinos esta época tanto na Taça de Portugal como no campeonato. Foi, literalmente, chapa quatro.

Esperemos que tenham guardado algumas fichas para o clássico deste sábado (8)…

Num duelo jogado a “preto e branco”, impuseram-se os axadrezados. No Estádio do Bessa, imperou a objetividade da equipa da casa, apesar da maior posse de bola vimaranense – Carraça, aos 23’, e Heriberto, aos 55’, construíram a vitória da equipa de Daniel Ramos, que acaba esta 19.ª jornada em oitavo lugar, com os mesmos 25 dos vitorianos, que mantiveram a sétima posição.

Terminamos com o herói do momento: Rúben Amorim. Ele tem vindo a subir, subir, subir… Se bem que dizem por aí que quanto maior a subida maior é a queda… lembram-se da “fama” famalicense? Tem sido mais isso que proveito, ultimamente!

Mas não sejamos pessimistas, verdade? O que é facto é que os bracarenses têm feito ver aos clubes “grandes” – nesta ronda venceram o “coxo” Sporting, agora sem a sua grande “muleta”, Bruno Fernandes.

Os leões ainda foram felizes durante os primeiros minutos da partida, com boa atitude, momentos de qualidade e relativo controlo. Mas os arsenalistas não tardaram em superiorizar-se à equipa de Alvalade e a construir as melhores ocasiões de golo – só uma noite de inspiração para Luís Maximiano possibilitou que se tivesse gritado golo mais vezes.

Já aos 76’, Galeno, servido por Ricardo Horta, viu o seu remate ser defendido, já quase na linha de golo, por Maximiano mas Fábio Trincão, na recarga, não falhou o alvo.

O autor da “trinca” no leão, que valeu o terceiro lugar aos minhotos nesta 19.ª jornada, já tem bilhete de ida para Barcelona, na próxima temporada. Um negócio que rendeu 31 milhões de euros ao Braga.

O Sporting de Braga soma agora 33 pontos, mais um do que o Sporting e Famalicão, quarto e quinto classificados, respetivamente.

Inês Barbosa

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