Futebol

A teimosia famalicense

Gostaram tanto do “assento” que parece que por lá se vão manter… pelo menos para já! A quinta jornada da I Liga do futebol português trouxe alguns resultados esperados e outros que conseguiram causar alguma surpresa. Vamos por partes!

Começamos a nossa viagem em Setúbal, onde os da casa venceram os bracarenses por 1-0. Os minhotos tiveram boas oportunidades para marcar, mas foi numa jogada confusa, onde era quem mais pontapeava na pequena área arsenalista, que Hachadi lá conseguiu enviar o esférico para o fundo das redes, marcando assim o primeiro golos dos sadinos na Liga NOS. Fransérgio foi expulso aos 90+1’, num lance em que os visitantes reclamavam penálti.

Na falta de ideias para um animal que se possa tornar na mascote do Famalicão, a equipa pode sempre optar, na minha modesta opinião, por uma mula. É que teimosia não lhes falta! Vá, tudo bem que ainda não bateram de frente com nenhum “grande”, mas o que é certo é que os recém-chegados à I Liga parecem não querer arredar pé do primeiro lugar.

Desta vez venceram, em casa, o Paços de Ferreira por 4-2, num jogo que, apesar do resultado, foi uma valente “seca” até aos 60 minutos – só a partir daí é que a chuva de golos começou a cair com mais intensidade. Fábio Martins inaugurou o marcador aos 6’, de penálti, e bisou aos 67’. Pelo meio Guga fez o 2-0 e, aos 72’, Pedro Gonçalves fechou as contas famalicenses. Douglas Tanque reduziu aos 87’ e 90+3’.

Veremos como é que os famalicenses serão recebidos quando tocarem, na próxima segunda-feira (23), à campaínha de Alvalade.

Para já, por lá, ainda se secam as lágrimas pelo resultado do jogo frente ao Boavista (1-1).

Podia ter sido pior, mas também podia ter sido muito melhor a estreia de Leonel Pontes enquanto treinador do leões. O pesadelo começou logo aos sete minutos graças a um livre marcado de forma soberba por Marlon Xavier. Isto, como não é de estranhar, condicionou toda a estratégia leonina que demorou (e de que maneira) a reagir. O Boavista colocou as trancas à porta e só Bruno Fernandes foi capaz de as destruir, igualando a partida também através de livre (com uma pequena ajuda de Sauer). O médio acabou expulso, já em tempo de compensação, por acumulação de amarelos. Já ouvem os “risinhos” vindos de Famalicão?

Os leões são agora quintos, com 8 pontos, os mesmos que o Tondela e o Santa Clara – duas das surpresas desta jornada.

O Santa Clara alcançou a primeira vitória em casa ao vencer o Moreirense por duas bolas a zero. Este jogo até podia ter ido a zeros para intervalo, não fosse o guarda-redes cónego ter deixado escapar a bola, permitindo que os anfitriões se colocassem em vantagem, por intermédio de José Oliveira (45+2’). Aos 75’, infelicidade do angolano Fábio Abreu que, de cabeça, marcou na própria baliza.

Já o Tondela, de visita a Vila do Conde, marcou quatro (em cinco remates que fez à baliza) e sofreu dois. Pité marcou aos cinco minutos, Denílson ampliou a vantagem à passagem do minuto 17’, mas Tarantini reduziu ainda antes do jogo ir para intervalo. No entanto, logo aos 57’, Jonathan fez o 3-1 – a este golo juntou-se o segundo de Denílson, servido por Xavier, aos 62’. Só Bruno Moreira, aos 84’, foi capaz de dar resposta a esta goleada.

Primeira vitória (e também gorda) em Guimarães – 5-1, na receção ao Desportivo das Aves, esta que é a equipa com mais golos sofridos na Liga (16 no total das cinco jornadas).

Apesar dos golos vitorianos terem surgido “tipo pipocas”, a turma de Ivo Vieira não se escapou de um susto: depois do golo inaugural da partida, apontado por André Pereira, aos 11’, Enzo Zidane restabeleceu a igualdade passados apenas sete minutos. A partir do segundo golo do Vitória, aos 40’, por Tapsoba, os restantes golos foram “rebentando”, um atrás do outro –  Rochinha aos 69’, Pêpê aos 77’ e Alexandre Guedes aos 90+4’.

Mais contido foi o Benfica que venceu, na Luz, o Gil Vicente por 2-0. Um jogo que cumpriu o objetivo benfiquista, mas que não surpreendeu – note-se que o golo que “desbloqueou” o marcador foi apontado por Ygor Nogueira, na própria baliza, aos 45’. Uma estreia, definitivamente, para esquecer – antes disso já havia cometido o penálti que Pizzi desperdiçou, aos 10’. O médio benfiquista acabou por se redimir, aos 53’, rematando de primeira na sequência de um pontapé de canto.

Nota positiva também para Kraev que, por mais que uma vez, assustou (e bem) a equipa de Bruno Lage.

Melhor estreia teve Pedro Ribeiro, agora ao comando do Belenenses – de visita ao Marítimo, conseguiram a primeira vitória na Liga e também se estrearam a marcar: e foram logo três! Golo (e que golo) de André Santos aos 10’, Kikas aos 45’, e André sousa, aos 79’. A única resposta madeirense surgiu por Marcelo Oliveira aos 47’.

A fechar a jornada tivemos o emocionante Portimonense – Porto: foi aos 90+8’ que Marcano fez o 3-2 e deu os três pontos à formação de Sérgio Conceição.

Aos 45 minutos, já Alex Telles tinha marcado, de penálti, Danilo havia falhado o 2-0 de uma forma inacreditável mas Zé Luís chegou lá aos 45’. Se isto é sinónimo de vitória garantida? Já deviam saber que não… Apesar de estarem no controlo da partida, os azuis e brancos acabaram por “tirar um cochilo” e, em pézinhos de lã, os “meninos” de Folha, em apenas três minutos, conseguiram chegar à igualdade (Dener aos 74’ e Anzai aos 77’).

Não fosse Alex Telles travar em falta Marlos (foi expulso por vermelho direto aos 90+4’) e a equipa algarvia ainda poderia ter chegado à reviravolta no marcador.


Autor(a): Inês Barbosa
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