Futebol

16ª jornada: ameaçou surpreender, mas não foi além disso mesmo

A 16ª jornada abriu com um duelo entre o primeiro e o último classificado. Se isto quer dizer que o jogo seriam favas contadas? Não… muito pelo contrário!

Mohammadi marcou o primeiro golo da partida (e que grande golo) aos 20’, mas o facto de não ter festejado deixou muita gente intrigada. Nada temam, eu explico-vos tudo: esta decisão surge como um ato de solidariedade por parte do iraniano, tendo em conta o momento de tensão que se vive no Médio Oriente. Voltando ao jogo: as águias pareciam não conseguir reagir a esta surpresa por parte do “patinho feio” desta edição do campeonato – o facto da equipa de Vila das Aves apostar no jogo defensivo (e bem, note-se) não facilitou a tarefa à equipa da casa que, embora com claro domínio, não conseguia ser eficaz e, apesar das boas oportunidades que construiu, falhava na finalização. Na segunda parte da partida, e numa altura em que “já só dava Benfica”, Xistra assinalou grande penalidade para os encarnados, que Pizzi converteu, restabelecendo a igualdade. Aos 89’, 28 remates depois, o Benfica chega finalmente à vantagem, por intermédio de André Almeida.

Três pontos que mantêm o Benfica isolado na liderança do campeonato, com a mesma diferença de quatro pontos para o F.C. Porto que foi a Moreira de Cónegos vencer por 2-4.

Num campo assumidamente difícil, onde já não venciam há quatro anos, os azuis e brancos bem tiveram que se esforçar para conseguir a vitória. De facto, viram-se em desvantagem logo aos três minutos quando, depois de lançado por Machado, Fábio Abreu tirou Diogo Leite do caminho e fuzilou Marchesín. Depois dos cónegos terem visto um golo ser invalidado por carga de Iago sobre o guarda-redes portista, Tiquinho Soares, aos 32’ e de cabeça, e Alex Telles (39’), da marca dos 11 metros, operaram a reviravolta no marcador. No entanto, foi sol de pouca dura – aos 44’, João Aurélio tinha a intenção de passar a bola a Fábio Abreu, que se encontrava na área dos dragões, mas o colega não a desviou. Marchesín bem tentou mas não evitou que a bola entrasse na sua baliza – a partida foi assim empatada para intervalo. A segunda parte trouxe consigo um F.C. Porto mais determinado e assertivo e Luis Díaz, acabado de entrar em jogo, colocou a equipa novamente em vantagem. Um grande golo de Corona, aos 85’, fecharia a partida com chave de ouro… não fosse o mesmo jogador ter sido expulso já em período de compensação, por acumulação de amarelos. Apesar disso, objetivo cumprido e “enguiço” desfeito.

Ricardo Soares, no entanto, continua sem vencer mas manteve o 13.º lugar, com 17 pontos – os mesmos que os Santa Clara, que saíram derrotados da receção ao Rio Ave.

Lucas Piazón fez, aos 51’, o único golo da partida. Um resultado que não alterou a posição de nenhuma das equipas na tabela classificativa – o Santa Clara é 14.º e o Rio Ave ocupa o sétimo lugar.

Empatadas e sem golos terminaram as partidas do Portimonense – Paços de Ferreira e do Marítimo – Vitória SC. Os algarvios continuam assim em 17.º, em zona de despromoção, enquanto que os pacenses subiram para o 15.º lugar, com 15 pontos. Os insulares subiram também uma posição, ocupando agora o 11.º lugar, com 19 pontos e os vimaranenses, com 22 pontos, cederam o quinto lugar aos eternos rivais bracarenses que, a jogar em casa, venceram o Tondela. Os arsenalistas começaram a perder, graças a um golo de Murillo aos 37’, mas Paulinho, com um bis (79’ e 90+1’), deu a volta ao marcador. Vitória (bastante) sofrida mas merecida. Rúben Amorim continua assim a ser o “menino querido” de Braga. Veremos por quanto tempo…

Vitória de Setúbal vs. Sporting – um jogo que fez correr muita tinta mesmo antes de começar? E porquê? O Vitória anunciou que cerca de 80% do seu plantel se encontrava com gripe, sugerindo por isso o adiamento da partida. A respostas dos leões? Um “não” que provocou a fúria dos sadinos.

Como seria de esperar, o Sporting trouxe de Setúbal três preciosos pontos. O jogo até esteve equilibrado nos primeiros 20 minutos mas, aos 27’, João Meira, ao tentar intercetar um cruzamento de Ristovski, acabou mesmo por introduzir a bola na própria baliza. Bruno Fernandes, através da marcação de uma grande penalidade após falta de Pirri, ampliou a vantagem. Quando a equipa da casa parecia já ter deitado a toalha ao chão, um pontapé certeiro de Carlinhos funcionou como um poderoso medicamento que deu uma nova vida aos sadinos – o Sporting chegou, em algumas ocasiões, a tremer e Coates (desnecessariamente) viu um cartão amarelo e falhará o dérbi de sexta-feira (17). O suspiro de alívio só surgiu aos 90+4’, com o bis de Bruno Fernandes.

O Vitória de Setúbal caiu para o 12.º lugar, enquanto que o Sporting manteve o quarto lugar, com 29 pontos, a um do Famalicão.

E por falar em Famalicão… também a visita desta equipa ao Boavista teve a sua dose de polémica. É que ainda nem 30 segundos se tinham jogado no Estádio do Bessa quando Defendi viu vermelho direto após sair da área e acertar na perna de Paulinho.

Os axadrezados pensaram ter visto aqui um “xeque-mate” mas, como já deveriam saber, o destino tem muito sentido de humor e não raras vezes encarrega-se de nos passar a perna caso não estejamos atentos. A partida manteve-se empatada e sem golos praticamente até ao final. Finalmente, aos 81’, Toni Martínez, num remate cruzado, vez o golo solitário desta partida. Surprise, surprise… O Boavista caiu assim do 8.º para o 9.º lugar, com 19 pontos.

No fecho da jornada, o Gil Vicente recebeu e venceu o Belenenses, agora 16.º classificado, por 2-0. Os golos foram marcados por Lourency (53’) e Sandro Lima (75’). Com estes três pontos os gilistas conseguiram subir três posições, estando agora em oitavo lugar.

Inês Barbosa

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