Desporto

Faça o favor de passar!

O Gil Vicente somou a quarta partida sem vencer, frente ao Marítimo. Já os insulares regressaram às vitórias após seis jornadas. 

Neste que foi o jogo de abertura da 27.ª jornada da Primeira Liga, os gilistas até foram os primeiros a marcar, por Kraev, logo aos oito minutos, mas ainda durante os primeiros 45 minutos (mais precisamente aos 30’ e 45+3’) os madeirenses conseguiram dar a volta ao marcador – primeiro, e já depois de Correa e Xadas terem tido boas oportunidades, Rodrigo Pinho marcou o golo do empate após defesa incompleta de Denis. Ainda houve um compasso de espera para que o árbitro da partida pudesse ter a confirmação do VAR, o que acabou efetivamente por acontecer. O Marítimo prometia não facilitar e, já em cima do intervalo, cumpriu – ainda que com alguma felicidade à mistura. Os insulares bateram um canto, Dênis afastou a bola a soco, que foi bater em Rodrigão – o defesa acabou por desviar o esférico para dentro da própria baliza. Estava feito o 2-1.

Já perto do apito final, aos 84 minutos, Charles cometeu falta sobre o avançado gilista Sandro Lima e o árbitro João Bento apontou para a marca dos 11 metros. Depois de protestar, o guardião dos verde-rubros acabou por se redimir, defendendo aquele que seria o golo do empate da partida.

Pontos distribuídos na partida que opôs Santa Clara e Portimonense – os golos só surgiram na segunda parte, sendo que os algarvios inauguraram o marcador aos 61’, por Willyan. Aos 75’, Lincoln é expulso, falhando assim a partida frente ao Benfica na próxima jornada. Apesar de reduzidos, os açorianos conseguiram chegar ao empate, através de uma grande penalidade cobrada por Rashid aos 81’.

Os dragões deslocaram-se ao terreno do último classificado, o Desportivo das Aves – à primeira vista, seria o adversário ideal para quem quer aumentar a distância para o segundo classificado e assim “sentar-se” mais confortavelmente no trono. Se foi isso que aconteceu? Não!

Apesar de, sem sombra de dúvidas, o F.C. Porto ter sido superior e ter construído inúmeras oportunidades, não conseguiu ir além de um empate sem golos. Aos 19’ o guarda-redes avense fez falta sobre Otávio, tendo o árbitro desta partida assinalado grande penalidade. Zé Luís foi chamado a cobrar, mas atirou fraco e permitiu a defesa do guardião.

Com um jogo claramente defensivo, a equipa de Vila das Aves tentava, no momento em que o adversário errava, explorar transições rápidas, ainda que sempre sem sucesso e sem causar perigo relevante.

Já os azuis e brancos tiveram 70% de posse de bola e somaram 24 tentativas de golo (entre elas, para além do penálti, o cabeceamento de Pepe aos 44’ e  a bomba de Sérgio Oliveira aos 47’) mas Fábio Szymonek, a figura deste encontro, defendeu tudo o que havia para defender. Excelente exibição do brasileiro.

A turma de Nuno Manta Santos conseguiu assim segurar o ponto e os dragões, por seu turno, saíram de Vila das Aves com um resultado que não mereciam. Na Capital do Móvel, a equipa da casa conseguiu vencer o Belenenses com uma reviravolta já em tempo de descontos.

Os azuis colocaram-se cedo em vantagem, graças a um belo remate de Tiago Esgaio, logo aos 6 minutos. Os castores apenas reagiram na segunda parte, quando Tanque converteu uma grande penalidade aos 49’. Mas não se ficaram por aqui: decididos a deixar os três pontos em casa, os pacenses chegaram à vantagem aos 90+3’… através de um autogolo de Phete. Uma vitória importante para o Paços se afastar da zona de despromoção. Já o Belenenses continua a somar 30 pontos.

Em Vila do Conde os encarnados voltaram a fazer sofrer (e de que maneira) os seus adeptos, num jogo onde não faltou vermelho – e não, não falo de superioridade benfiquista, até bem pelo contrário!

O Benfica até entrou bem em campo, com Ferro e Dyego Sousa a criar boas oportunidades de inaugurar o marcador. Foram cerca de 20 minutos onde as alterações promovidas por Bruno Lage no 11 inicial pareciam prometer. No entanto, os vila-condenses necessitaram apenas de um livre próximo da área adversária para se colocarem em vantagem – foi Taremi, o melhor marcador da equipa, quem fez o 1-0, de cabeça, aos 27’. Um golo que deu alento aos locais e que os fez crescer em campo, chegando mesmo a dominar.

Já perto do final da primeira parte, Taarabt cruzou, Dyego Sousa – que estava em posição irregular – fez-se ao lance e acabou por anular o golo marcado por Rafa. Foram 45 minutos em que o  avançado não fez de todo boa figura e, por isso, acabou substituído na segunda parte por Seferovic.

E o suíço acabou por ser um coelho tirado da cartola de Bruno Lage – começou por atirar à trave, após livre batido por Pizzi e, aos 64’, já depois de Al Musrati ter sido expulso por acumulações de amarelos, o avançado encarnado fez o golo do empate através de um desvio na pequena área, após um belo lance de Nuno Tavares. Mas a turma de Carlos Carvalhal ainda levaria nova “chicotada” –  aos 72’ Nuno Santos vê vermelho direto após uma entrada violenta sobre Pizzi.

O encontro estava perto do fim quando a estreia de Weigl a marcar de águia ao peito veio operar a reviravolta no marcador – Pizzi cobra o canto e o médio alemão aparece na área para cabecear colocado, não dando quaisquer hipóteses a Kieszek. Para acabar de atar os molhos, Diogo Figueiras, que estava no banco de suplentes do Rio Ave, também viu o cartão vermelho por protestos. Este triunfo encarnado resulta em nova igualdade pontual na liderança do campeonato, 64 pontos. “Passe, passe”, diz o Benfica. “Ora essa, faço questão. Pode ir à frente”, responde o F.C. Porto. Tão educados que eles são…

Inês Barbosa/MS

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