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Ex-presidente do Barcelona passa noite na esquadra

(FILES) In this file photo taken on August 19, 2020 Barcelona’s president Josep Maria Bartomeu removes his facemask during his official presentation at the Camp Nou stadium in Barcelona on August 19, 2020. – Police raided the offices of FC Barcelona on March 01, 2021, carrying out several arrests just six days ahead of the club’s presidential elections, a Catalan regional police spokesman told AFP. Spain’s Cadena Ser radio said one of those arrested was former club president Josep Maria Bartomeu, who resigned in October along with CEO Óscar Grau and head of legal services Román Gómez Pontí. (Photo by Josep LAGO / AFP)

Josep María Bartomeu e o ex-diretor da presidência Jaume Masferrer vão passar a noite na esquadra, no âmbito da operação por suspeitas de corrupção, revelou esta segunda-feira a agência noticiosa espanhola EFE.

De acordo com a EFE, ambos usaram o direito de não prestar declarações na esquadra de Les Corts, assim como o atual diretor geral do clube, Óscar Grau, e o diretor jurídico, Román Gómez Ponti, que saíram em liberdade.

O advogado de Román Gómez Ponti, Jorge Navarro, referiu, à porta da esquadra, que o cliente não declarou, por “não achar que fosse necessária uma justificação”, enquanto a advogada de Jaume Masferrer, Olga Tubau, confirmou que o antigo braço direito de Bartomeu irá ser presente a tribunal, na quarta-feira.

“Esta noite (Masferrer) fica na esquadra. Ele não declarou, porque o caso é secreto. Sem saber o conteúdo de um caso, não se pode declarar”, esclareceu.

A polícia regional da Catalunha (“mossos d’esquadra”) destacou a “atitude e colaboração” do Barcelona neste caso, que resultou nas quatro detenções, numa operação desencadeada esta manhã em Barcelona, que incide sobre crimes relacionados com corrupção e outros delitos criminais.

As autoridades regionais da Catalunha realizaram buscas em cinco locais, entre empresas e particulares, com o intuito de encontrar material útil para a investigação, confirmando que um dos espaços alvo foram alguns “departamentos específicos” em Camp Nou, estádio do Barcelona.

O clube reagiu durante o dia de hoje, em comunicado, confirmando a existência de buscas, na sequência de mandados emitidos pelo 13.º tribunal de instrução de Barcelona, “encarregue do caso sobre o uso de serviços de monitorização de redes sociais”.

“O Barcelona ofereceu a colaboração plena com as autoridades judiciais e policiais, para ajudar a descobrir os factos pertinentes para a investigação. A informação e documentação requerida está relacionada apenas com este caso”, indica a nota.

Os catalães dizem ainda respeitar “o processo em curso e a inocência presumida das pessoas afetadas”.

Além dos escritórios em Camp Nou, os ‘mossos d’esquadra’ realizaram buscas também na sede da I3 Ventures e da Telampartner, duas empresas alegadamente contactadas para agir nas redes sociais contra adversários e atletas que se opunham à direção de Bartomeu.

As buscas estão relacionadas com o caso denominado “Barçagate”, que partiu de uma denúncia de um grupo de adeptos, cujo processo segue em segredo de justiça até 10 de março, e, segundo a imprensa local, relaciona-se, entre outros, com uma campanha de difamação levada a cabo contra concorrentes da administração de Bartomeu.

O clube está a seis dias de eleger um novo presidente, no domingo, com três candidatos a concurso: Joan Laporta, antigo líder do emblema, entre 2003 e 2010, o empresário Victor Font e o antigo diretor Toni Freixa.

Laporta pediu que se respeite a “presunção de inocência”, mesmo admitindo que “não é uma boa notícia”, e Freixa deixou a garantia de que o clube “nunca estará sozinho”.

Bartomeu, de 58 anos, foi presidente do Barça entre 2014 e 2020, com Carles Tusquets a sucedê-lo, de forma interina, a partir de outubro do ano passado, após muita pressão de adeptos e até de atletas, como o futebolista argentino Lionel Messi, que ameaçou sair no verão de 2020.

Antes, também Sandro Rosell tinha estado a contas com a justiça, tendo sido detido, por 643 dias, após ter estado envolvido no processo de apropriação indevida de fundos relativos à transferência de Neymar do Santos para Espanha, tendo sido absolvido.

JN

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