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Dormiu quatro horas e meia, foi pai e ainda marcou três golos

A incrível história de Fausto, jogador do Anadia, do Campeonato de Portugal. Tudo começou com o nascimento do filho Lucas e terminou com três golos ao Beira-Mar. O primeiro hat-trick da carreira. Tudo no mesmo dia em que foi pai.

Lucas nasceu três minutos depois da meia-noite do dia 3 de abril, em Coimbra. Cerca de 12 horas depois, o pai, Fausto Lourenço, fez um hat-trick na goleada do Anadia ao Beira-Mar (4-0), que valeu ao clube bairradino o primeiro lugar na Série D do Campeonato de Portugal e carimbar assim, pelo menos, a presença na Liga 3 na próxima temporada, e o apuramento para a fase de subida à Liga 2. Um dia que o avançado, de 34 anos, não vai esquecer.

“Foi o melhor dia da minha vida. Nem nos meus melhores sonhos imaginava uma coisa destas”, confessa o avançado do Anadia, que marcou o primeiro hat-trick como sénior. “Na formação marquei alguns, porque jogava mais como ponta de lança. No futebol sénior fui mais utilizado como extremo”, lembra.

Fausto dormiu quatro horas e meia e chegou a pensar que não ia jogar. “Dois dias antes levei a minha mulher à maternidade e fiz o teste à covid-19 para assistir ao parto. Às 17 horas da véspera, ela ligou-me a dizer que tinham rebentado as águas e o enfermeiro do Anadia levou-me a Coimbra. Pensei mesmo que o treinador não me ia colocar a jogar”, conta o avançado. Mas colocou e o jogador respondeu com três golos decisivos.

A paternidade é mais um desafio para o jogador de 34 anos. O outro, iniciado também este ano, é o ensino. “Licenciei-me em Desporto e comecei este ano a dar aulas em Miranda do Corvo, a minha terra natal”. É, sem dúvida, um ano inesquecível para Fausto Lourenço, uma das figuras do Anadia.

Fausto Lourenço tem já uma carreira longa, que inclui a formação no Mirandense, F. C. Porto e Académica, uma presença num Europeu de Sub-17 (2004) e passagens por Bulgária, Chipre, Suíça e Cazaquistão. O objetivo para o que resta da temporada é levar o Anadia a uma inédita subida à Liga 2, para então, com a camisola dos Trevos da Bairrada, atingir um objetivo pessoal: “Quero fazer 200 jogos na Liga 2. Neste momento tenho 160”, aponta. E com um desejo à mistura: que, desta vez, o Lucas esteja na bancada a ver o pai.

JN

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