Desporto

Decisões adiadas

Apesar de ter terminado empatado, o jogo inaugural da 33.ª e penúltima jornada da I Liga do futebol português permitiu que o Rio Ave batesse o recorde pontual no seu histórico de participações nesta competição. Frente ao Santa Clara, foram os vilacondenses que se colocaram em vantagem aos 23’, por intermédio de Taremi. No entanto, Zé Manuel (45’) e Fábio Cardoso (69’) inverteram o resultado. A cerca de 10 minutos dos 90’, Taremi bisou, na marcação de uma grande penalidade, e colocou tudo novamente em igualdade.

 

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Guarda-redes, Claudio Ramos. Foto: DR

 

Numa partida equilibrada, o golo solitário de Marco Matias aos 88 minutos acabou por dar a vitória ao Belenenses frente ao Gil Vicente. Os azuis beneficiaram, mais tarde, da derrota do Portimonense frente ao Paços de Ferreira – com apenas mais uma jornada por disputar, asseguraram a permanência na I Liga.

A vitória dos pacenses também se traduziu na manutenção da equipa nesta competição – Bruno Santos abriu o marcador logo aos 7’, mas 10 minutos depois Marcelo colocou o esférico na própria baliza e empatou o encontro. Valeu o tento Denilson aos 41’, que voltou a colocar a equipa da casa na frente, sendo que este resultado não se alterou até ao apito final.

Ainda não foi desta que o Famalicão conseguiu carimbar o passaporte para a Europa: um empate a duas bolas frente ao Boavista adiou a decisão para a última jornada do campeonato. Os famalicenses até foram para intervalo a vencer por 2-0 (golos de Toni Martínez aos 9’ e Fábio Martins aos 45+1’, de grande penalidade), mas deixaram-se “apanhar” na segunda parte, com  tentos de Cassiano (62’) e Bueno (72’), este último da marca dos onze metros.

Uma vitória na visita ao Marítimo, na última jornada, garantirá o quinto lugar à equipa de Famalicão. Só dependem deles próprios, portanto!

Na terra que viu nascer Portugal, um único golo, apontado por Marcus Edwards aos 24’, permitiu à turma de Ivo Vieira regressar às vitórias, frente ao Marítimo, depois de, no passado sábado (18), terem visto cair por terra o sonho das competições europeias. O Vitória SC termina a ronda em sétimo lugar,com 49 pontos, enquanto que o Marítimo é 12.º, com 38.

Resultado igual em Tondela, que ditou a derrota dos visitantes minhotos e que deixou os beirões numa posição ótima para alcançarem a manutenção.  A vitória pela margem mínima é o reflexo de um jogo onde as oportunidades de golo foram escassas – tanto que o golo, marcado por Yohan Tavares numa recarga a um cabeceamento de Philippe Sampaio após um livre, só surgiu aos 74’. 13 minutos depois Filipe Ferreira foi expulso por acumulação de amarelos, algo que não impediu os anfitriões de segurar o resultado – resultado esse que se traduz num passo atrás, por parte do Sporting de Braga, na luta pelo terceiro lugar e, consequentemente, por um lugar de apuramento direto para a Liga Europa.

Também o Sporting – que não foi além de um empate sem golos frente ao Vitória de Setúbal -, deixou esta decisão em aberto. Já os sadinos só dependem de si próprios para permanecerem na Primeira Liga.

Na partida que marcou a estreia do jovem Tiago Tomás e do médio Francisco Geraldes como titulares com a camisola do Sporting, os leões viram-se privados da sua principal referência ofensiva, Jovane, e mesmo tendo o domínio total do jogo não conseguiram ser eficazes.

Na realidade, nos primeiros 45 minutos o único momento em que os leões criaram algum perigo aconteceu no momento em que Nuno Mendes atirou à baliza de Makaridze, mas o remate acabou bloqueado por Artur Jorge.

No reatamento, Rúben Amorim lançou Vietto para o lugar de Ristovski e ainda que os da casa tenham consigo subir linhas, os golos continuaram sem aparecer.

Aos 67’, após uma boa combinação entre Acuña, Geraldes e Vietto, o camisola 9 remata forte e obriga Makaridze a uma defesa a dois tempos.

Já em período de compensação, foi a vez do Vitória ameaçar desbloquear o nulo, ainda que por consequência de uma falha no primeiro terço de construção leonino: Acuña atrasa a bola para Maximiano que, pressionado por Hachadi, deixa o esférico com Wendel, que por sua vez quase entregou de bandeja o tento a Zequinha – faltou a pontaria ao avançado sadino.

Bem sabemos que os festivais de verão foram cancelados por conta da pandemia… Mas o F.C. Porto decidiu dar uma “festa privada” e foi lançando êxito atrás de êxito na despedida do Estádio do Dragão, esta temporada. Foi, na realidade, a maior goleada desta época!

O primeiro dos seis golos apontados pelos azuis e brancos surgiu logo aos quatro minutos, por Luis Díaz, mas o Moreirense ainda foi capaz de responder e voltar a empatar a partida aos 20’, por Fábio Abreu, levando as equipas em igualdade para intervalo. No entanto, passados seis minutos do arranque da segunda parte começou a chuva de golos: Otávio aos 51’, Alex Telles aos 56’ de grande penalidade, um grande livre direto de Marega aos 61’, e um bis de Soares, aos 78’ e 87’ – nota para o espetacular trabalho de equipa que resultou no primeiro golo do brasileiro.

No Aves – Benfica assistiu-se, durante o minuto inicial, a um gesto simbólico e de protesto, em que os jogadores do Aves permaneceram estáticos nas suas posições, enquanto as águias apenas faziam circular a bola. Aos 4’, um passe longo de Pizzi isolou Rafa que, na cara de Sheytanov,  não perdoou. Ainda que o 2-0 estivesse à espreita em diversos momentos, este resultado manteve-se até ao intervalo. Já depois de Vinícius ter desperdiçado duas boas oportunidades, Bruno Morais tocou  bola com o braço, cometendo grande penalidade. Na conversão, Pizzi não vacilou e fez o 2-0, tornando-se no melhor marcador desta temporada da Liga. Aos 87’, Nuno Veríssimo troca Pizzi por Gonçalo Ramos, de apenas 19 anos, que não poderia ter imaginado uma estreia melhor: em seis minutos conseguiu marcar dois golos. Aprendam, rapazes!

Inês Barbosa/MS

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