Desporto

Algum dia tinha que ser

A estratégia (consciente ou não) do Sporting de controlar e “matar” o jogo nos instantes finais tinha os dias contados… E foi nesta jornada que o Sporting voltou a escorregar, três jogos depois, sendo vítima do próprio “feitiço”.

A famosa estrelinha de campeão já vinha a acompanhar os leões há uns bons jogos, mas parece que nesta 25ª jornada “perdeu o sinal” e permitiu que a equipa de Rúben Amorim cedesse pontos. Foi quase um provar do próprio veneno… É certo que o Sporting foi a equipa com mais bola e quem “mandou” no jogo mas o emblema de Moreira de Cónegos foi feliz numa das poucas oportunidades que conseguiu construir na partida – isto já em cima do minuto 90.

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Créditos: DR.

Os leões chegaram ao golo na primeira oportunidade: Paulinho, aos 21’, estreou-se a marcar com a camisola do Sporting. O avançado de 28 anos poderia ter voltado a comemorar já perto do final da primeira parte quando, num frente a frente com Pasinato, picou a bola sobre o guardião brasileiro, mas o lance acabou anulado por fora de jogo de Pote no início do lance.

Aos 58’ o Sporting voltou a colocar a bola no fundo das redes de Pasinato, por Pedro Gonçalves, mas o árbitro da partida, João Pinheiro, não teve dúvidas e assinalou prontamente fora de jogo, confirmado posteriormente pelo VAR. Foram dois centímetros que tiraram o pão da boca a Pote. Já em cima dos 90’, Abdu cruzou pela direita e Feddal, tentando o corte, acabou por colocar a bola nos pés de Walterson que rematou colocado para o empate em Moreira de Cónegos.

Este empate “caiu que nem ginjas” ao segundo classificado, o F.C. Porto, que viu a distância para o líder encurtar: são agora oito pontos que separam as duas equipas. Também os dragões não tiveram vida fácil nesta jornada, tendo resolvido a partida literalmente no último suspiro.

No Estádio do Dragão, o Santa Clara fez tremer os azuis e brancos logo aos oito minutos depois de Carlos Júnior ter desviado o esférico para o fundo das redes – estava, no entanto, em posição irregular e por isso o lance foi anulado. Apesar de algumas oportunidades de parte a parte – nota para o cruzamento traiçoeiro de Marega e para tentativa perigosa de Nené -,  o encontro seguiu empatado e sem golos para intervalo.

No reatamento, mais precisamente aos 49’, Taremi foi derrubado na área pelo guardião do Santa Clara. O árbitro apontou para a marca dos onze metros e Sérgio Oliveira não facilitou, desbloqueando o marcador. Aos 56’ nova grande penalidade, desta vez a favor dos insulares, depois de Diogo Leite travar em falta Lincoln. Foi Carlos Júnior quem a cobrou, com sucesso, restabelecendo a igualdade no Dragão.

Quando o empate parecia o desfecho mais do que certo, Corona cruzou e Toni Martínez, lançado aos 86’, deu, de cabeça, a vitória aos dragões – isto no último minuto do período de compensação.  O Benfica, por sua vez, somou a sexta vitória seguida (a quinta na Liga), o sétimo jogo sem sofrer golos e ainda o primeiro penálti! Para ter sido perfeito, só faltou mesmo “nota artística”.

Frente ao Marítimo, as águias não tiveram uma exibição brilhante, mas foi segura o suficiente para conseguirem alcançar os três pontos. Três pontos esses que conseguiram graças a uma grande penalidade – a primeira em 25 jornadas assinalada a favor dos encarnados – convertida por Luca Waldschmidt aos 21’, depois de Rafa ter sido derrubado por Hermes. O marcador não mexeu mais até ao apito final e assim o Benfica manteve a distância para o F.C. Porto e ainda reduziu a distância para o líder Sporting.

Nacional e Portimonense mediram forças no Estádio da Madeira, sendo que os algarvios mostraram ter mais “armas” para derrubar os adversários: foi um tal disparar mísseis em direção à baliza contrária, mais concretamente cinco que apenas tiveram uma resposta. Uma vitória bem expressiva e construída por Beto (33’ e 54’), Luquinha (45’), Fali Candé (62’) e Fabrício (90+2’). Bryan Rochéz marcou o golo de honra dos madeirenses aos 68’.

O Gil Vicente deslocou-se ao reduto do Rio Ave e trouxe para Barcelos os três pontos, graças aos tentos de Talocha (aos 76’, de grande penalidade) e Samuel Lino, aos 90+6’. Já os vila-condenses viram-se reduzidos a 10 unidades aos 73’, por expulsão de Filipe Augusto.

Também o Tondela venceu fora: o seu adversário nesta jornada foi o Vitória de Guimarães, que somou mais uma exibição para esquecer. Depois de quatro derrotas seguidas, João Henriques não sobreviveu e acabou “substituído” por Bino Maçães. Mario González, com dois golos, ofereceu a primeira vitória enquanto visitante aos beirões, enquanto que pelos minhotos quem marcou foi Óscar Estupiñán.

O Boavista regressou às vitórias, ao vencer por 2-0 (golos de Angel, que acabou expulso por acumulação de amarelos, e Elis) na visita ao Belenenses, fugindo aos últimos lugares. Já os azuis vinham de dois jogos sem perder e estão agora no 13.º lugar. Também o Famalicão conseguiu afastar-se da zona de despromoção depois de receber e vencer, por 2-0, o Paços de Ferreira, com golos de Anderson (41’) e Iván Jaime (64’).

Já o quarto classificado, o Braga, teve que arrancar a ferros a vitória sobre o Farense, 16.º, com o golo decisivo a ser marcado já depois dos 90’, por Sporar. Antes, já Al Musrati, pelos Guerreiros do Minho, e Pedro Henrique, pelos algarvios, tinham atirado a marcar.

Inês Barbosa/MS

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