Canadá

CETA pode aumentar exportações de queijo de S. Jorge e de conservas açorianas

António Costa falou ainda da nova rota da TAP que liga Lisboa a Toronto cinco vezes por semana e de rotas adicionais que a Air Canada irá lançar em 2018 mas acabou por não fazer referência à transportadora aérea açoriana – a Azores Airlines- (a antiga SATA).

Em declarações ao Milénio Stadium, Vasco Cordeiro, presidente do Governo Regional dos Açores que integrou esta comitiva, garante que o CETA vai trazer muitas vantagens para os Açores. “O CETA vai melhorar as quotas e reduzir os custos alfandegários. Para os Açores vai beneficiar sobretudo os produtos agroalimentares, em específico o queijo de S. Jorge e as conservas”, adiantou.

O acordo comercial vai também ajudar a dinamizar a Marca Açores, uma marca criada em 2015 e cujo slogan é “Açores: certificado pela natureza”. “A partir do momento em que melhoramos as condições de circulação dos produtos a Marca Açores acaba por ser impulsionada. É uma marca que se caracteriza por ser originária de uma região com uma pegada ecológica de elevado valor ambiental”, explicou.

Cordeiro lamentou não ter ouvido o nome da antiga SATA na intervenção do PM português no Fórum Económico. “É pena porque a TAP ainda não tinha começado a voar para Toronto e a SATA já voava há 31 anos”, disse.

O presidente do Governo dos Açores garante que a privatização da companhia aérea açoriana não vai afectar as comunidades da diáspora. “A região vai continuar a ter a maioria do capital e a SATA vai continuar a servir os açorianos, nomeadamente os que vivem aqui no Canadá”.

Cordeiro escusou-se a adiantar detalhes do processo de privatização da Azores Airlines que até ao momento tem um único candidato – a empresa islandesa Loftleider, do grupo Icelandair.

Cordeiro fez um balanço positivo da visita oficial ao Canadá. “Há muita vontade de ambas as partes de trabalhar em conjunto para vencer os desafios da nossa comunidade, nomeadamente ao nível da imigração. O acordo de mobilidade para jovens que assinámos vai nesse sentido”, justifica.

Em 2017 o turismo canadiano aumentou 20% para os Açores, algo que deve a vários fatores. “É graças à relação histórica entre os dois países mas também à estratégia de promoção da região no estrangeiro. Os números falam por si”, avançou.

O Ministro do Comércio Internacional do Canadá, François Philippe Champagne, elogiou o facto de Portugal ter estado na linha da frente nas negociações do CETA e falou de uma nova era de negociações. “Portugal foi um dos oito países que esteve na linha da frente para assinar este acordo. O CETA é o próximo passo e o meu trabalho é converter papel em prosperidade”, disse.

Champagne referiu ainda que o CETA vai facilitar a troca de conhecimento entre os dois países. “ Graças a este acordo os jovens canadianos vão poder passar nove dias em Portugal a trabalhar sem precisarem de uma autorização de trabalho. E vice-versa. É uma grande oportunidade para partilhar talentos”, avançou.

Costa encerrou o Fórum Económico sublinhando que Portugal é “um porto seguro” para os investidores canadianos na Europa. “Para todos os investidores canadianos, eu quero ser claro: Em Portugal encontrarão um porto seguro para os vossos investimentos. Encontrarão um ambiente de negócios e também um Governo empenhados na inovação e no crescimento”, disse, numa intervenção proferida alternadamente em inglês e francês, as duas línguas oficiais do Canadá.

Justin Trudeau, PM do Canadá, também participou no encerramento do Fórum e falou da Macedo Winery, uma empresa portuguesa sediada em Toronto desde 1985 e que se dedica à venda de vinhos e do Távora Foods, uma rede de mercearias fundada em Toronto em 1977 por portugueses. Trudeau enalteceu a capacidade de empreendedorismo dos portugueses e disse que “com o CETA vamos poder ter mais queijo o mais peixe de Portugal no Canadá”.

Antes do Fórum António Costa reuniu com a PM de Ontário, Kathleen Wynne, no Queen’s Park. O encontro foi à porta fechada e a receção contou com a presença de Charles Sousa, Ministro das Finanças de Ontário e Cristina Martins, MP de Davenport.

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