Canadá

Canadá abranda restrições na fronteira com os EUA

As limitações na fronteira continuam, mas o Governo Federal vai permitir em breve que familiares imediatos de cidadãos ou residentes permanentes entrem no Canadá. O anúncio foi feito esta segunda-feira (8) pelo PM, mas Justin Trudeau alertou que qualquer pessoa que entra no país vai ser obrigada a ficar em quarentena durante 14 dias e que quem não seguir as regras pode sofrer penalidades sérias. O Canadá encerrou a fronteira com os EUA a 17 de março e é a primeira vez desde então que o governo federal está a abrandar as restrições.

O Governo liberal federal fechou um acordo com a Bombardier para comprar dois novos jatos Challenger para substituir metade da frota de aeronaves executivas das Forças Armadas Canadianas. O contrato de $105 milhões segue alertas recentes de oficiais de defesa de que duas das quatro aeronaves militares existentes não seriam mais autorizadas a voar em muitos países dentro de alguns anos por causa de tecnologia ultrapassada. Também vem depois da Bombardier ter anunciado que ia cortar 2.500 empregos do seu departamento de aviação.

A Health Canada diz que alguns desinfetantes para as mãos estão a ser devolvidos porque contêm etanol de nível industrial. A agência diz que o etanol de nível industrial contém produtos químicos que podem não ser aprovados para uso em desinfetantes para as mãos. O uso frequente destes produtos pode resultar em pele seca ou irritação.

CERB com regras mais apertadas

Na segunda-feira (8), o Governo Federal vai apertar mais as regras para ter direito a receber o Canada Emergency Response Benefit (CERB) e quer punir aqueles que reivindicaram de forma fraudulenta os apoios financeiros do Governo durante a pandemia. O líder do NDP opôs-se contra a nova lei que impõe multas e penas de prisão a pessoas que receberam indevidamente os apoios financeiros e defendeu que vai penalizar os mais pobres e criar mais desigualdades.

O PM Justin Trudeau explicou que a nova legislação está enquadrada na reabertura da economia e sublinhou que o apoio financeiro foi disponibilizado quando os canadianos tinham perdido o emprego e precisavam de pagar as contas. Quem beneficiar do CERB indevidamente sujeita-se a uma multa de $5.000 ou a uma pena de prisão que pode chegar aos seis meses. Quase oito milhões de canadianos receberam o CERB que disponibiliza cerca de $2,000 por mês durante quatro meses.

Segundo um novo estudo, os canadianos estão a usar cada vez mais máscaras protetoras à medida que regressam à nova realidade depois de meses de isolamento em casa para conter a disseminação da COVID-19, o que sugere que o medo de uma segunda vaga de COVID-19 igual ou pior quanto a primeira pode estar por trás de sua crescente cautela. 51% dos entrevistados do estudo da Leger and Association for Canadian Studies disseram que usavam máscaras para fazer compras e 45% disseram que usaram máscaras para ir a uma farmácia. 17% utiliza máscara no trabalho, 14% no transporte público e 12% para caminhadas. Mais de metade dos entrevistados, cerca de 53%, defende que o uso da máscara deve ser obrigatório em espaços públicos, nomeadamente centros comerciais e transportes públicos. O estudo online foi realizado na primeira semana de junho e entrevistou cerca de 1,500 pessoas.

RCMP vai equipar polícias com câmaras

A RCMP vai começar a equipar alguns de seus polícias com câmaras corporais, uma medida que ocorre no meio de uma onda global de protestos em massa contra o abuso das autoridades. A chefe da RCMP explicou que é extremamente importante que os canadianos se sintam protegidos pela polícia e diz estar comprometida em tomar as medidas necessárias para aumentar a confiança entre o RCMP e as comunidades que ela serve. A RCMP confirmou que os membros em funções operacionais vão usar câmaras corporais e a mudança de política ocorre um dia depois do PM Justin Trudeau ter dito publicamente que ia propor às autoridades a utilização de câmaras de corpo.

O Statistics Canada diz que mulheres, pessoas com maiores rendimentos e pessoas com mais escolaridade têm mais hipóteses de trabalhar a partir de casa e, portanto, têm menos hipóteses de sofrer uma perda de renda devido a medidas para limitar a disseminação da COVID-19.

Num relatório sobre desigualdade de emprego publicado na segunda-feira (8), o Statistics Canada diz que trabalhadores em serviços essenciais, em trabalhos que podem ser feitos com medidas físicas adequadas de distanciamento ou em trabalhos que podem ser feitos em casa, têm muito menos probabilidade de serem demitidos ou ter o seu horário reduzido desde o início da pandemia. A agência diz que cerca de 40% dos canadianos estão em empregos que podem ser realizados a partir de casa e que esses empregos vão continuar a ser atrativos porque permitem conciliar a vida profissional com a familiar, mesmo depois do fim da pandemia.

A CBC News avançou esta semana que o encerramento da fronteira do Canadá com os EUA para todo o tráfego não essencial vai ser estendido para além da data de 21 de junho. Fontes com conhecimento direto da situação confirmaram àquele canal de notícias que o Canadá e os EUA estão a manter conversas sobre a extensão das restrições de fronteira, mas que o acordo ainda não foi assinado. Ambos os países chegaram a um entendimento em março para fechar temporariamente a fronteira a viagens não essenciais, mantendo-a aberta apenas ao tráfego comercial e a trabalhadores essenciais que atravessam a fronteira para trabalhar. Não está claro por quanto tempo as restrições de fronteira vão ser estendidas. O contrato inicial foi prorrogado em abril por 30 dias até 21 de maio, antes de ser prorrogado por mais 30 dias no mês passado. Fontes dizem que os dois países estão satisfeitos com o atual acordo que deveria expirar a 21 de junho. O Governo Federal anunciou que o Canadá vai começar a permitir que alguns membros da família separados por restrições temporárias de viagem COVID-19 cruzem a fronteira para o país.

A ativista climática Greta Thunberg está a pedir aos países insulares em desenvolvimento que usem as próximas eleições do Conselho de Segurança das Nações Unidas como alavanca para pressionar o Canadá e a Noruega a intensificarem os seus esforços sobre as mudanças climáticas. A jovem sueca de 17 anos tornou-se uma das ativistas climáticas mais reconhecidas no mundo, com o seu movimento de greve climática que se tornou num fenómeno global no ano passado.

Greta é a principal signatária de uma carta aos embaixadores das Nações Unidas nos pequenos estados insulares em desenvolvimento que pede ao Canadá e à Noruega que prestem muita atenção à ação climática e que parem de expandir a produção de combustíveis fósseis e subsidiar empresas de petróleo.

Joana Leal/MS

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