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Vice de Bolsonaro contraria-o e diz que Brasil poderá comprar vacina chinesa

Vice de Bolsonaro contraria-o e diz que Brasil poderá comprar vacina chinesa
(FILES) In this handout file photo taken on July 09, 2020 and released by the Brazilian Vice-Presidency, Brazilian Vice-President Hamilton Mourao speaks during a press conference in Brasilia, amid the new coronavirus pandemic. – Mourao said on August 27, 2020 that the Mercosur is going through “a particularly complicated moment” and reckoned that, in the midst of some regional “problems”, the agreement with the EU “seems starting to dilute”. (Photo by Romerio CUNHA / Brazilian Vice-Presidency / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE – MANDATORY CREDIT AFP PHOTO / BRAZILIAN VICE-PRESIDENCY / ROMERIO CUNHA – NO MARKETING NO ADVERTISIGN CAMPAIGNS -DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS

O vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, contrariou esta sexta-feira o Presidente Jair Bolsonaro, ao afirmar que o Governo federal comprará a vacina Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, se a sua eficácia for comprovada.

A Sinovac mantém uma parceria com o Butantan, instituto vinculado ao governo de São Paulo, para desenvolvimento e produção da Coronavac, que ainda se encontra na terceira fase de testes, mas que já está a ser alvo de uma forte disputa política no Brasil.

“Essa questão da vacina é uma ‘briga’ política com o João Doria [governador de São Paulo]. O Governo vai comprar a vacina, lógico que vai. Já colocamos os recursos no Butantan para produzir essa vacina. O Governo não vai fugir disso aí”, disse Mourão, em entrevista à revista Veja, acrescentando que não tem receio em tomar a Coronavac, caso seja certificada pelas autoridades sanitárias.

O governador João Doria tem-se afirmado como adversário político de Bolsonaro, com quem se tem debatido desde o início da pandemia, numa polémica que se agravou com o imunizante Coronavac, depois de o chefe de Estado brasileiro se ter recusado a investir nessa vacina.

O Governo de São Paulo assinou um contrato com a Sinovac que incluiu a aquisição e distribuição de 46 milhões de doses do imunizante.

Por sua vez, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou na semana passada a intenção do Governo central de comprar mais 46 milhões de doses da fórmula chinesa, ainda em estudo.

Porém, Bolsonaro desautorizou o seu ministro, através das redes sociais, e vetou a compra da Coronavac, argumentando que o imunizante ainda nem sequer havia superado a fase de testes clínicos.

A recusa do chefe de Estado brasileiro contrasta com um outro acordo – firmado pelo seu Governo com a Universidade de Oxford e com o laboratório AstraZeneca – para a compra de 100 milhões de doses da vacina, que ambas as instituições desenvolvem e que se encontra na mesma fase de estudos que o imunizante da Sinovac.

Segundo o Butantan, os testes da Coronavac no Brasil mostram que o imunizante é o mais seguro entre todos os que estão na fase final de testagem, por apresentar o menor índice de efeitos colaterais.

Bolsonaro, que se mostra cético em relação à gravidade da pandemia, também determinou que a vacinação contra a covid-19 não será obrigatória.

Na quinta-feira, na sua habitual transmissão em direto na rede social Facebook, Jair Bolsonaro voltou a atacar João Doria, declarando que não patrocinará o imunizante produzido pela Sinovac.

“Então, querido governador de São Paulo, você sabe que sou apaixonado por você, sabe disso. (…) mas ninguém vai tomar a tua vacina na marra [contra a vontade], ok? Procura outra. E eu, que sou Governo, não vou comprar a sua vacina também não. Procura outro para pagar a sua vacina”, disse novamente o Presidente.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de mortos (cerca de 5,5 milhões de casos e 158.969 óbitos), depois dos Estados Unidos.

JN

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