Brasil

Secretário da Cultura do Brasil deverá ser demitido após uso de discurso nazi

O secretário da Cultura do Brasil, Roberto Alvim, divulgou um video sobre o Prémio Nacional das Artes parafraseando trechos de um discurso do ministro nazi da Propaganda, Joseph Goebbels e gerou uma onda de protestos no país. A “Folha de São Paulo” avança que Roberto Alvim será demitido.

Estabelecida a polémica, Roberto Alvim, na sua conta no Facebook, afirmou que a questão não passava de “uma falácia da esquerda” sobre “uma coincidência retórica” entre as duas afirmações.

Porém, o jornal brasileiro “Folha de São Paulo” avança que o Palácio do Planalto terá informado os líderes do Congresso brasileiro que Roberto Alvim deverá ser demitido em sequência da polémica.

“A arte brasileira da próxima década será heróica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada”, disse Alvim, no vídeo divulgado na conta oficial da Secretaria de Cultura.

No livro “Goebbels: a Biography”, o autor Peter Longerich cita uma afirmação do ministro da Propaganda de Adolf Hitler, muito semelhante a de Alvim: “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”.

Após a publicação, as redes sociais e os ‘medias’ locais notaram a semelhança das declarações e iniciaram uma onda de repudio e questionamento ao gestor da área cultura do Brasil.

A palavra nazismo está entre os tópicos mais citados na rede social Twitter, desde a madrugada desta quinta-feira.

O presidente da cámara baixa parlamentar do país, Rodrigo Maia, reagiu à citação afirmando que “o secretário da Cultura passou todos os limites”. E acrescentou: “É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgentemente do cargo”.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou uma nota classificando como “inaceitável o uso de discurso nazi pelo secretário da Cultura do governo [do Presidente Jair] Bolsonaro, Roberto Alvim”.

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