Brasil

O dia mais trágico da pandemia no Brasil: ultrapassadas as três mil mortes diárias num dia

Cemetery workers carry the coffin of a victim of COVID-19 at the Vila Formosa cemetery in Sao Paulo, Brazil, on March 23, 2021. – Brazil’s daily Covid-19 death toll soared past 3,000 for the first time Tuesday as the hard-hit country struggled to contain a surge of cases that has pushed many hospitals to breaking point. (Photo by Miguel SCHINCARIOL / AFP)

O Brasil teve esta terça-feira o seu dia mais trágico desde o início da pandemia, após ter ultrapassado, pela primeira vez, os três mil mortos (3251) devido à covid-19 num único dia, informou o executivo.

No total, a nação sul-americana perdeu 298 676 vidas desde fevereiro do ano passado, mês em que a covid-19 chegou ao país, segundo dados do último boletim epidemiológico difundido pelo Ministério da Saúde.

“Quero tranquilizar o povo brasileiro e afirmar que as vacinas estão garantidas. Ao final do ano, teremos alcançado mais de 500 milhões de doses para vacinar toda a população. Muito em breve, retomaremos a nossa vida normal”, afirmou Jair Bolsonaro numa mensagem transmitida na rádio e na televisão nacionais.

“Em nenhum momento, o Governo deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o coronavírus como para combater o caos na economia, que poderia gerar desemprego e fome. (…) Neste mês, intercedi pessoalmente junto à fabricante Pfizer para a antecipação de 100 milhões de doses, que serão entregues até setembro de 2021. E também com a Janssen, garantindo 38 milhões de doses para este ano”, argumentou o presidente do Brasil.

O recorde anterior de mortes havia sido alcançado na última terça-feira, quando foram registados 2841 óbitos em 24 horas.

Em relação ao número de infeções, foram contabilizados 82 493 casos positivos entre segunda-feira e esta terça-feira, num total de 12 130 019 diagnósticos de covid-19 em solo brasileiro.

Esta terça-feira, à semelhança do que tem acontecido nos últimos dias, o Brasil é, de longe, o país com maior número de vítimas mortais e de novos casos em 24 horas, bem abaixo dos Estados Unidos.

Estes números confirmam o Brasil como o país com mais mortes e infeções pelo novo coronavírus acumulados na última semana, em todo o mundo, sendo a segunda nação com maior número total de óbitos e infeções, apenas atrás dos Estados Unidos.

Naquele que é o momento mais critico da pandemia no Brasil, a taxa de incidência da doença no país subiu esta terça-feira para 142 mortes e 5772 casos por 100 mil habitantes, segundo a tutela da Saúde.

São Paulo continua a ser o foco da pandemia no país, ao ser responsável por 2 332 043 casos e 68 623 mortes do país. Aquele que é o Estado mais rico e populoso do Brasil, com 46 milhões de habitantes, registou esta terça-feira um recorde de 1021 vítimas mortais em 24 horas.

O último recorde em São Paulo havia sido registado na terça-feira passada, momento em que 679 óbitos foram contabilizados em 24 horas.

JN

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