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Erro hospitalar expôs dados de Bolsonaro e de outros 16 milhões de pacientes

Erro hospitalar expôs dados de Bolsonaro e de outros 16 milhões de pacientes
Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the commemoration of the 54th anniversary of the creation of Brazil’s Tourism Board (EMBRATUR) at Planalto Palace in Brasilia, on November 17, 2020. (Photo by EVARISTO SA / AFP)

Um funcionário de um prestigiado hospital privado de São Paulo expôs, erroneamente, dados do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e de outros 16 milhões de pacientes suspeitos ou com confirmação de covid-19, informou esta quinta-feira o jornal Estadão.

As informações pessoais e de saúde dos afetados ficaram à disposição do público durante quase um mês depois que um colaborador contratado pelo Hospital Albert Einstein divulgou numa plataforma uma lista de utilizadores, e respetivas senhas, para aceder os sistemas do Ministério da Saúde.

Com isso, ficaram expostos os dados de milhões de pacientes das 27 unidades federativas brasileiras, inclusive do Bolsonaro, que contraiu o novo coronavírus em julho passado e do qual recuperou no final daquele mesmo mês, e de alguns dos seus familiares.

Entre os pacientes que tiveram a sua privacidade exposta estão sete ministros de Estado e dezassete governadores regionais, além dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, que também contraíram a covid-19.

A falha permitiu filtrar endereços, números de telefone e doenças prévias dessas 16 milhões de pessoas, cujas informações constavam em dois bancos de dados do Ministério da Saúde.

No primeiro, denominado E-SUS-VE, são reportados casos suspeitos e confirmados do novo coronavírus, quando o quadro de saúde do paciente é leve ou moderado; e o segundo, Sivep-gripe, inclui hospitalizações por síndromes respiratórias agudos graves.

O jornal Estadão tomou conhecimento do ocorrido através de uma denúncia que incluía um hiperligação para a plataforma “github”, onde estavam os utilizadores e as senhas de acesso ao banco de dados do Ministério, numa mensagem publicada em 28 de outubro pelo funcionário do Albert Einstein.

“Github” é uma ferramenta que os programadores informáticos usam para armazenar códigos e arquivos.

O hospital Albert Einstein reconheceu hoje, em comunicado, que o colaborador em questão “havia arquivado as informações de acesso a determinados sistemas” do Ministério da Saúde “sem a proteção adequada”, e, por isso, decidiu demiti-lo.

“A informação foi imediatamente retirada e o facto comunicado ao Ministério da Saúde para que tomasse medidas que garantam a proteção dos dados”, acrescentou.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (mais de 6,1 milhões de casos e 170.769 óbitos), depois dos Estados Unidos.

Após cerca de dois meses em fase regressiva, os casos e internações por covid-19 voltaram a crescer em várias regiões do país e alguns especialistas em epidemiologia já falam numa segunda vaga, embora sem o país ter abandonado definitivamente a primeira.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.422.951 mortos resultantes de mais de 60,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

JN

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