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Brasil avança com ensaio clínico de nova vacina chinesa

epa09137770 A senior citizen receives the vaccine against COVID-19 at the Palacio del Catete in Rio de Janeiro, Brazil, 15 April 2021. Doctors Without Borders (MSF) stated on 15 April that Brazil is experiencing a ‘humanitarian catastrophe’ due to the ‘failed’ response of the Government of President Jair Bolsonaro to the pandemic, urging a centralized coordination to prevent a further spread of COVID- 19. EPA/Andre Coelho

O Brasil autorizou esta segunda-feira ensaios clínicos de uma potencial vacina contra a covid-19 financiada pela empresa chinesa Sichuan Clover Biopharmaceuticals, e que será o sexto imunizante a ser testado no país.

A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulador de medicamentos no país, numa nota que destacou que a terceira fase da investigação do medicamento será realizada no Brasil.

“A vacina candidata (SCB-2019) é uma proteína recombinante de fusão de trímero da espícula (S) do SARS-CoV-2 [vírus que provoca a doença covid-19] co-administrada com um adjuvante CpG 1018/Alum, em duas doses com intervalo de 22 dias entre as doses”, explicou a Anvisa.

A agência reguladora também destacou que o ensaio clínico deste medicamento deverá “incluir até 22 mil voluntários distribuídos entre países da América Latina, além da África do Sul, Bélgica, China, Espanha, Polónia e Reino Unido”.

No Brasil, planeia-se incluir 12 100 voluntários, dos estados do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e o Rio de Janeiro.

Para conceder o seu aval, a agência reguladora brasileira analisou dados de etapas anteriores dos estudos, incluindo resultados preliminares de ensaios clínicos já em andamento.

“Os resultados obtidos até agora demonstraram um perfil de segurança aceitável para a vacina candidata”, frisou a Anvisa.

Este é o sexto estudo de fase três de potenciais vacinas contra a covid-19 autorizadas pelas autoridades brasileiras.

No último ano, foram testadas em território brasileiro fórmulas do laboratório chinês Sinovac e da farmacêutica americana Pfizer, além dos antígenos da AstraZeneca, desenvolvido em conjunto com a Universidade de Oxford, e o da Janssen, braço farmacêutico da Johnson&Johnson.

No dia 8 de abril, a Anvisa autorizou a fase 3 dos ensaios clínicos de um outro medicamento que ainda está a ser desenvolvido pela farmacêutica canadense Medicago. A empresa realizará no Brasil testes de fase três que devem incluir cerca de 3,5 mil participantes.

Com cerca de 210 milhões de habitantes, o Brasil é atualmente o segundo país com mais mortes por covid-19 no mundo e já acumula um total de 373.335 óbitos e 13,9 milhões de casos confirmados da doença.

JN

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