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Sporting não entra tão confortável no dérbi há 19 anos

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O Boavista Futebol Clube recebeu esta noite o Sporting Clube de Portugal no Estádio do Bessa Sec.XXI em jogo a contar para a 15ª jornada da I Liga 2020/21. Festa de Nuno Santos (Ivan Del Val/Global Imagens)

Líder recebe as águias com seis pontos de vantagem e, se ganhar, deixa o rival a nove e em situação difícil na luta pelo título.

Via verde à vista na luta pelo título. Esta segunda-feira (21.30 horas, SportTV1, horário de Portugal) há Sporting-Benfica, para a 16.ª jornada do campeonato e é preciso recuar quase duas décadas, para se encontrar uma situação tão favorável aos leões, na antevisão do dérbi com o velho rival.

A duas rondas do fim da primeira volta, o Sporting está em primeiro lugar, com 39 pontos, contra 33 do Benfica, que segue em terceiro, sendo que o F. C. Porto, que tem 35 e hoje recebe o Rio Ave, ocupa a segunda posição.

Há 19 anos que o Sporting não entra num dérbi usufruindo de uma vantagem tão significativa. O anterior melhor registo sucedera em 2001/02, por sinal a última temporada em que os verde e brancos se sagraram campeões nacionais. À 32.ª jornada, o Sporting recebeu o Benfica em Alvalade com mais 11 pontos do que o rival e empatou a um golo, resultado que deixou a equipa orientada por Laszlo Boloni a um ponto do título, numa luta, então, bem-sucedida com o Boavista.

De lá para cá, em casa ou fora, o Sporting nunca mais teve uma supremacia pontual tão clara frente ao Benfica, antes dos duelos entre si. Perto de seis pontos só em 2005/06 (cinco pontos de diferença), mas aí a Liga estava ainda numa fase precoce, dado que o primeiro dérbi da época foi disputado à 3.ª jornada.

Na maior parte dos jogos, as águias surgiram mais bem classificadas e levaram a melhor. Basta referir, a este propósito, que nas deslocações a Alvalade para o campeonato o Benfica não sabe o que é perder desde 2012, com triunfos nas duas últimas visitas (4-2 e 2-0).

A vitória, esta noite, na receção ao Benfica, além de deixar o opositor a nove pontos de distância e quase fora da luta pelo título, garante que o Sporting acabará a primeira volta na frente, independentemente dos resultados do F. C. Porto nos próximos dois jogos e mesmo que a equipa leonina perca o desafio seguinte, fora, com o Marítimo.

Há cinco anos que os sportinguistas não chegam a meio do campeonato na frente da classificação. A última vez aconteceu em 2015/16, sob o comando de Jorge Jesus, mas, no final, o campeão foi o Benfica. Nas duas épocas seguintes, quem chegou ao fim da primeira volta em primeiro foi campeão (Benfica, em 2016/17 e F. C. Porto, em 2017/18). Já em 2018/19 a liderança era portista e a festa foi benfiquista e na época seguinte sucedeu o inverso.

As águias entram hoje em Alvalade com sete jogadores – Waldschmidt, Vertonghen, Gilberto, Grimaldo, Otamendi, Nuno Tavares e Helton Leite – que ultrapassaram recentemente a covid-19 e treinam há poucos dias, numa situação que deixa a equipa condicionada e, na prática, em desvantagem em relação ao rival Sporting. Além disso, Jorge Jesus não estará no banco, também infetado pelo novo coronavírus, sendo rendido pelo adjunto João de Deus no comando técnico.

Na opinião de Henrique Jones, médico especialista em medicina desportiva, a paragem e a infeção são fatores que influenciam o rendimento do Benfica. “É óbvio que um jogador que está sete, oito ou dez dias parado, embora realize alguns exercícios, vai sempre ressentir-se do ponto de vista do rendimento desportivo. Aqui há dois fatores importantes. Primeiro, o grau da infeção no atleta e, o segundo, o facto de ter estado afastado do treino. E isso vai repercutir-se no rendimento”, assegura ao JN.

Por outro lado, o clínico não tem dúvidas de que há uma tendência para as dificuldades se agravarem com o decorrer do jogo: “A capacidade de aguentar o tempo competitivo vai diminuir. As capacidades físicas estão debilitadas, nem que seja por terem estado afastados dos treinos. E é previsível que, na segunda parte, os atletas que regressaram após paragem tenham um menor rendimento e resistência”.

Médios ressentem-se

O facto de os avançados necessitarem, aparentemente, de maior capacidade de explosão poderia sugerir que até sofressem mais para readquirir os níveis anteriores, mas o cenário é rejeitado por Henrique Jones.

“Não creio que isso faça sentido. Na baliza, talvez seja a posição em que as condicionantes se façam menos sentir, pois a gestualidade pode ser minorada com algum treino específico. Mas em relação aos avançados e aos defesas, tudo tem a ver com dois sentidos posturais. Atacar e defender rapidamente e os defesas também fazem muito o vaivém. Se pensarmos na perspetiva dos atletas com mais abrangência na corrida dentro do campo, talvez os médios possam ressentir-se mais”.

JN/MS

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