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Plástico presente no corpo humano

Estudo

 

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Pesquisadores identificam fragmentos de plástico em órgãos humanos pela primeira vez (Imagem: Matej Kastelic/ Shutterstock.com)

 

Dos oceanos aos continentes, os microplásticos têm se espalhado pelo planeta Terra e trazem sérias consequências para a sobrevivência de espécies da vida marinha.

Agora, pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, encontraram partículas de plástico em todas as 47 amostras de tecidos humanos analisadas, incluindo pulmão, fígado, baço e rins. Entretanto, o impacto potencial na saúde humana não é totalmente conhecido.  A complexidade das implicações na saúde destas pequenas partículas é ainda desconhecida. Mas o perigo é irreversível.

American Chemical Society (Sociedade Americana de Química), a equipa desta entidade fundada em 1876, considerada a maior da área a nível internacional, a responsável pela investigação que testou a presença de microplásticos em órgãos humanos, não precisaram as doenças que daí podem advir dado a investigação se encontrar numa fase muito precoce.

Os cientistas da American Chemical Society referiram que o processo utilizado no estudo que levaram a cabo permitiu detetar a presença de dezenas de tipos de plásticos, o que alargou o espetro das implicações no ser humano. Também preocupante, dizem, é que o fenómeno é transversal. Ou seja, afeta população de todos os pontos do Globo, dada a utilização massiva de plásticos nos cinco continentes.

Órgãos afetados
Apesar das muitas dúvidas que ainda rondam tão intrigante descoberta, os investigadores deixaram claro que há razões para preocupação. Foram realizados estudos através de amostras de tecidos de pulmão, fígado, baço e de rim, órgãos retirados de pessoas falecidas. Em todas foram encontrados resquícios de Bisfenol A, um composto usado no plástico utilizado, por exemplo, na composição de garrafas de água ou latas de conservas. Para investigar a questão, os pesquisadores norte-americanos coletaram amostras de um repositório de tecidos, destinadas originalmente ao estudo de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

“Seria ingénuo pensar que o plástico está presente em todo o lado menos em nós”, completa o investigador da Arizona state University, Rolf Halden.

As partículas, avisam os cientistas, poderão tomar conta do corpo através da comida, da água e da própria respiração. A multiplicação a nível global de restos de plástico ajuda a explicar que o Homem tenha estado (e continue a estar) exposto a tão perigosa ameaça. 300 milhões de toneladas de plástico são produzidas anualmente, segundo a associação Plastic Oceans. A decomposição pode demorar até centenas de anos, o que o torna um risco para o ecossistema do Planeta, nomeadamente dos oceanos.

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Impactos da descoberta

A ideia é compartilhar a ferramenta de forma online para que outros pesquisadores possam relatar suas medições e descobertas em um formato padronizado. “Este recurso compartilhado ajudará a construir um banco de dados de exposição de plástico para que possamos comparar exposições em órgãos e grupos de pessoas ao longo do tempo e do espaço geográfico”, explica o pesquisador Rolf Halden sobre a proposta do projeto.

“Nunca queremos ser alarmistas, mas é preocupante que esses materiais não biodegradáveis ​​que estão presentes em todos os lugares possam entrar e se acumular nos tecidos humanos, e não sabemos os possíveis efeitos para a saúde”, pontua Dr. Arun Kelkar outro cientista deste estudo.

NewScientist/MS

 

 

 

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