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Desintoxicar ou não? Eis a questão!

Desintoxicar ou não? Eis a questão-mundo-mileniostadium
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Não é novidade: na realidade é até bastante comum que cheguem até nós, das mais variadas formas, dicas e incentivos a uma desintoxicação pós-festas, já que o Natal e a passagem de ano são a desculpa perfeita para “abusarmos” e cometermos alguns excessos. Mas a questão impõe-se: vale realmente a pena?

E com “vale a pena” quero dizer: há alguma prova científica de que podemos retirar benefícios de uma dieta detox?

Para quem não sabe, uma dieta detox é, por norma, realizada num curto espaço de tempo (entre uma a duas semanas), e depois de feito um período de jejum retira-se do cardápio a proteína animal, produtos lácteos, alimentos ultraprocessados, alimentos com elevado potencial alergénico (soja, amendoim, clara de ovo, glúten, etc.), bebidas alcoólicas, tabaco e açúcar refinado. Por outro lado, é aconselhado o consumo de frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas e sementes. Com o avançar dos dias, cada grupo alimentar vai sendo reintroduzido de forma gradativa.

E tudo isto para quê? Para perder peso, “limpar” o sangue, eliminar toxinas prejudiciais ao nosso corpo e/ou “desinchar”. Para além disso, estas dietas são usadas como forma de combate a vários problemas de saúde, tais como a obesidade, problemas digestivos, doenças autoimunes e alergias.

Se existem estudos ou provas concretas que tal funcione? Poucas… ou nenhumas! Em boa verdade, temos órgãos – como o nosso fígado e rins – que têm essa “desintoxicação” como principal missão!

Ainda assim, se pretendem minimizar os “danos” provocado pelos excessos das festas e, é claro, melhorar a vossa saúde ao longo de todo o ano podem seguir estas dicas:

  • Beber 40 ml de água por cada kg do vosso peso diariamente.
  • Evitar o consumo de carne vermelha, que para além de aumentar o risco de doenças cardíacas e cancerígenas, aumenta a acidez no sangue e pode favorecer infecções intestinais resistentes aos antibióticos. O ideal será intercalar o consumo de proteína animal magra (peixes, frango, ovos, etc.) com proteína vegetal.
  • Passar a comer mais fruta, verduras e legumes. A dose diária deve ser de, pelo menos, cinco porções.
  • Incluir os cereais integrais e as leguminosas na alimentação.
  • Dividir e conquistar: lembrem-se que metade do vosso prato de refeição deve ser composto por legumes e verduras!
  • É importante combater a preguiça: é óbvio que comida “embalada” nunca será tão boa (em todos os aspetos) como a que é cozinhada em casa.
  • Evitar ou pelo menos diminuir o consumo de açúcar (se precisarem de adoçar algo experimentem mel ou stevia).
  • Dar preferência a refeições cruas, assadas, cozidas ou grelhadas.
  • Utilizar azeite ou óleo de coco para cozinhar – mas sempre na menor quantidade possível!
  • Para dar mais sabor, apostar em temperos naturais como os orégãos, manjericão, cebola, pimenta, louro, etc.
  • Comer devagar e mastigar bem os alimentos vai, entre outras coisas, fazer com que comam menos!
  • Dizer não aos substitutos de refeições, já que apresentam um desequilíbrio entre a quantidade dos nutrientes essenciais (hidratos de carbono, proteína e gordura), não possuem as vitaminas e os minerais adequados e ainda contêm aditivos químicos, como corantes, conservantes e adoçantes.
  • Praticar exercício físico.

Ah, e lembrem-se que as dietas restritivas podem resultar em carências nutricionais, redução do desempenho desportivo e compulsão alimentar.

Inês Barbosa/MS

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